24 de maio de 2017
Registro-SP participa da Copa Litoral Paulista de Ciclismo Amador
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Registro-SP participa da Copa Litoral Paulista de Ciclismo Amador

A equipe registrense conquistou bons resultados na competição disputada em Peruíbe

Registro-SP participa da Copa Litoral Paulista de Ciclismo Amador

Neste domingo, dia 21/05/17, a equipe registrense de Ciclismo participou da segunda etapa da Copa Litoral Paulista de Ciclismo Amador, em Peruíbe. Na Categoria Infanto Juvenil (de 12 a 14 anos) Júlio Mateus, depois de já ter competido em uma categoria acima da sua idade, conseguiu a segunda colocação; na categoria Máster B, Everaldo Maciel foi o grande campeão, em um disputado Sprint final, com Anderson chegando em quinto.









Na Categoria MTB, Emerson Marineli, mesmo com problemas mecânicos, conseguiu a segunda colocação, Eduardo Moreira chegou em 4° e Alex Camargo em 5°. Na Categoria Speed Amador, Henrique ficou na 3ª colocação. 

COPA SUDOESTE

Em Angatuba, ciclistas registrenses também conseguiram subir ao pódio na Copa Sudoeste. Fernando Vaz e Guilherme conquistaram o segundo lugar em duplas. Na Categoria Open Elite, a mais disputada da Copa, depois de já ter competido em outras categorias, a equipe de Registro ainda conseguiu excelentes resultados depois de mais 60 minutos de prova, com Alex Camargo na 4ª colocação e Everaldo Maciel na 5ª colocação. A equipe contou ainda com Eduardo, Anderson, Clodoaldo e Henrique.

"A equipe está de parabéns pelos resultados e empenho. Há menos de dois meses para os Jogos Regionais, mostra que está bem preparada para a competição. Agradecemos a Prefeitura de Registro pelo apoio, através das Secretaria de Esportes e de Serviços Municipais", parabenizou Anderson Conceição, técnico e atleta da equipe de Ciclismo.


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Desaparecido: Benedito Montoni do bairro Ariri em Cananéia no Vale do Ribeira
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Desaparecido: Benedito Montoni do bairro  Ariri em Cananéia no Vale do Ribeira

O senhor  Benedito Montoni de 75 anos, morador do bairro Ariri em Cananéia no Vale do Ribeira (SP) esta desaparecido.

O senhor Benedito tem 75 anos e sofre de mal de Alzheimer,ele é morador do bairro Ariri em Cananéia, desapareceu no último dia 13 de maio na Estrada do Ariri próximo do Quilometro 68 ao 70, ele tem uma pequena casa a 100 metros da estrada.

A Dona Maria José  de Souza 83 anos é esposa do senhor Benedito Montoni mora no centro de Cananéia e o senhor Benedito mora no Sitio no Bairro Ariri, ela foi visitá-lo no último dia 13 de maio e encontrou a casa fechada e os documentos dele, ele não estava la, a família procurou por toda parte e não conseguiu encontrá-lo.

Quem tiver qualquer informações por gentileza entrar em contato com a família através do endereço da dona Mária : Rua Silvino Araújo 490 Centro, Cananeia, ou pelos telefones: Filho Marcelo: (11) 958407617ou (21)964438275 Sobrinha Isabel .












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Universidades inovadoras também devem inovar a si mesmas
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Universidades inovadoras também devem inovar a si mesmas


A universidade pública demanda por uma revisão de valores com o objetivo de atender aos novos desafios relacionados ao seu papel. A estrutura lenta, preocupada com a própria folha de pagamentos e permeada pela procrastinação não pode desertar das reformulações.

Muito distante de uma concepção clichê, é preciso reafirmar o valor do planejamento estratégico e da responsabilidade na gestão dos recursos para acolher os anseios da pesquisa, do ensino, da extensão, bem como das novas conexões que a realidade global requer. E, como ocorre em qualquer organismo vivo, a demanda por mudanças é um pré-requisito para continuar a existir.

Os momentos de crise apenas evidenciam essa obrigação. Se os que ‘pensam sobre a universidade’ - que em princípio deveriam ser inovadores - não apresentam os caminhos, a contabilidade ocupará esse espaço inabitado.








Todos nós sabemos que os números tendem a contemplar a complexidade em outro estilo.

Veja-se o caso da preconizada terceirização das atividades fim, ela espreita os espaços da administração pública e, de tanto espreitar, será convidada a entrar. Essa realidade é estimulada pela própria condescendência dos indivíduos ou da inexistência de sugestões efetivas.

Por não se propor soluções permite-se o convencional.

Tal qual ocorre em todas as esferas do Estado, essa proposição se baseia na ideia de que o termo ‘inovação da universidade’ é algo aversivo, principalmente para os que consideram a instituição pública como um lugar individual, uma propriedade onde os temperamentos são aflorados, onde a estabilidade confunde-se com estagnação, instantes em que os pontos de vista são modelos de gerenciamento e opiniões determinam os caminhos ao labirinto do adiamento.

A universidade pública não atingirá a inovação se não iniciar em si
mesma essa ação. É preciso abandonar o corporativismo e a apatia, muitas vezes fomentada por uma antiquada estrutura de cargos, promoções que privilegiam o tempo de serviço e nomeações que não vinculam às competências. Há muito tempo já se afirma que a capacidade de gestão não é nomeada, mas desenvolvida.

As mudanças internas poderão gradualmente facilitar o deslocamento em direção aos melhores conceitos globais de ensino, pesquisa, extensão e de conectividade. Sim, conectividade, esse é o termo evidenciado por Ellie Bothwell - Which universities are the most innovative? – da Times Higher Education and The World University Rankings ao afirmar que as
parcerias entre universidades e indústrias são cada vez mais comuns no mundo todo. A proposito, ao citar Robert Tijssen da Universidade de Leiden, ele afirma que a conectividade universidade-indústria é uma nova missão da universidade.

Essa missão será possível quando os interesses restritos derem espaço à coerência e quando a inovação vencer a inércia.

Renato Dias Baptista, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista, UNESP, Campus de Tupã. E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br









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Terrorismo não é Fla x Flu
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Terrorismo não é Fla x Flu


Na noite de 22 de maio, mais uma vez o mundo se viu impotente e perplexo diante do ataque terrorista em Manchester, Inglaterra. O atentado, reivindicado pelo Estado Islâmico, também conhecido como ISIS e Daesh, é o segundo ataque à Inglaterra em 2017: o primeiro aconteceu em março, em Westminster, o Parlamento Inglês.

Somente com esses dois ataques perpetrados à terra da Rainha, 28 vidas foram ceifadas e mais de cem pessoas ficaram feridas. Mas esses não foram os únicos ataques do grupo extremista este ano: em abril, atacaram a França, fazendo dois mortos e dois feridos e o Egito, com 47 mortos e mais de cem feridos; em março, foram mais de 40 mortos e mais de 50 feridos no Afeganistão; em fevereiro, mais seis mortos no Afeganistão. A lista de ataques parece não ter fim.








De acordo com o FBI, terrorismo é “o uso ilegal da forc
̧a ou violência contra pessoas ou propriedades para intimidar ou coagir um governo, a população civil, ou qualquer segmento da população, em prol de objetivos políticos ou sociais. E o objetivo do Estado Islâmico é a expansão pela África e Europa do califado hoje instalado do Iraque até a Síria, na tentativa de criar o primeiro estado jihadista do mundo.

Em um levantamento superficial, encontramos dados de que desde os anos 1970, mais de 20 mil pessoas foram mortas e mais de 50 mil ficaram feridas em ataques terroristas. E, se os números chocam, a escalada da violência choca ainda mais: durante as décadas de 1970 a 2000, foram 1988 mortos e cerca de 8,3 mil feridos. Somente em 2001, foram 4687 mortos e mais de 13,5 mil feridos. Ou seja, em um único ano, o número de vítimas dobrou em relação às quatro décadas anteriores, um dado estarrecedor.

Ataques como o de Manchester, em um show com crianças e adolescentes causa revolta e a primeira reação que se pode ver nas redes sociais é o ódio respondendo ao ódio, nada mais natural. Assim também aconteceu com o ataque ao metrô de Madrid em 2004; ao de Londres, em 2005; à maratona de Boston, em 2013, apenas para ficar no mundo ocidental. O marco inicial de todo esse movimento talvez tenha sido o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

Entretanto, essa reação é muitas vezes destinada à uma denominação ou grupo cultural, tomando-se a parte pelo todo. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos logo após o 11 de setembro, com ataques a mesquitas e pichações como “Fora Árabes”. Há, porém, de se observar que desde o primeiro momento, quando o ódio fala mais alto, em todos esses exemplos acima, existem as contracorrentes, que partem em socorro àqueles que são aviltados por sua raça ou religião. Isso é o que se vê no mundo real.

Mas não é o que se vê nas redes sociais. O mundo virtual se tornou campo para todo tipo de discussão e propagação das mais variadas ideias, além da propagação do ódio e da desinformação. Para todo e qualquer acontecimento, a impressão que se tem ao acompanhar a timeline, é estarmos vivendo uma disputa, como uma final de campeonato, um Fla x Flu em que todos perdem e, em casos de terrorismo, com a propagação do medo, somente os terroristas ganham. Sim. Dentre as questões que merecem reflexão, está justamente o desejo do terrorista em fazer com que aquele episódio se propague, rapidamente, pelos quatro cantos do mundo. O filósofo Zygmunt Bauman, em sua obra “Medo Líquido” (2008), explica essa questão com bastante clareza: “Se o propósito dos terroristas é espalhar o terror entre a populac
̧ão inimiga, o exército e a polícia dos inimigos certamente vão assegurar que esse objetivo seja atingido num grau muito maior que o nível ao qual os terroristas seriam capazes de alcançar. (p. 26).

Para nós, enquanto sociedade, de nada irá adiantar execrar o povo árabe ou os muçulmanos em razão dos atentados realizados por grupos extremistas; ou os refugiados sírios na Europa. Basta pensarmos que na história da Humanidade, as Cruzadas foram cristãs e o Ku Klux Klan foi fundado por homens brancos que buscavam a supremacia branca. O horror pode estar onde menos se espera.










João Paulo Vani é Presidente da Academia Brasileira de Escritores. Aluno de doutorado do Programa de Pós-graduação em Letras da Unesp/SJRio Preto, é atualmente pesquisador visitante na University of Louisville, nos Estados Unidos.


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21ª Festa da Solidariedade será nos dias 9, 10 e 11 de junho em Registro-SP
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21ª Festa da Solidariedade será nos dias 9, 10 e 11 de junho em Registro-SP
A 21ª Festa da Solidariedade será nos dias 9, 10 e 11 de junho em Registro-SP, quem adquirir os bingos e consumir nas barracas contribuirá com as 28 entidades sociais participantes do evento.
           
Já virou tradição em Registro: aquecer o coração com muita fraternidade e alegria na festa realizada pelo Fundo Social de Solidariedade do município. Em sua 21ª edição, a Festa da Solidariedade será nos dias 9, 10 e 11 de junho no Recinto da Expovale, com a participação de 28 entidades sociais.


21ª Festa da Solidariedade será nos dias 9, 10 e 11 de junho em Registro-SP

Os bingos que concorrerão novamente a um veículo 0Km, duas motos, televisores, tablet, máquina de lavar, fogão, entre outros prêmios, estão sendo comercializados pelas entidades ao preço de R$ 40,00. Além dos recursos arrecadados com a venda dos bingos, as instituições também terão as barracas na Festa, com cardápio bastante diversificado para aquecer ainda mais as noites. 








A presidente do Fundo Social, Maria Amelia Fantin, cuida pessoalmente dos preparativos e destaca que este ano o tema da decoração será “Registro do Ouro – Aqui Temos Riquezas”. “Nosso município tem uma população maravilhosa, que sempre participa da nossa festa com o objetivo de contribuir com os trabalhos sociais tão importantes desenvolvidos pelas entidades. Tenho certeza que este ano não será diferente e teremos um grande público nas três noites de evento”, afirma a Primeira-Dama.
A Festa da Solidariedade será realizada a partir das 19 horas na sexta e no sábado e, no domingo, começará às 17 horas. O evento é uma realização do Fundo Social de Solidariedade e da Prefeitura de Registro, com apoio do Governo do Estado, Associação Comercial (ACIAR), Sabesp e Caixa Econômica Federal.

SERVIÇO
Festa da Solidariedade
Data: 09 e 10/06 (a partir das 19h) e 11/06 (às 17h)
Local: Recinto da Expovale, em Registro

Prêmios principais:
Sexta, dia 9: TV, Tablet e moto 0km
Sábado, dia 10: TV, máquina de lavar e moto 0km
Domingo, dia 11: TV, geladeira, fogão e carro 0km


Entidades participantes: Apoio ao Menor Esperança (AME), Creche Nosso Ninho, Centro de Convivência do Idoso (CCI), Bunkyo, Lions Clube, Associação Registrense de Judô (ARJU), Associação Renascer, Casa da Criança Futuro Feliz (CRIFF), Clube dos Desbravadores, Associação dos Ambulantes de Registro, Triple Bottom Line (Bola de Neve), Bloco dos Belos, Associação dos Moradores da Vila São Jorge, Primos, Fenivar, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Associação Nordestina, Tabajara, Cervejac, Associação Beneficente Vida Nova (ABVN), APAE, Fraterno Auxílio Cristão (FAC), Apamir, Grupo de Proteção aos Animais (GPA), Associação Arte da Terra (Mercado Municipal), F.C. Lusa, Vale do Encontro e Associação da Pessoa com Deficiência (AÇÃO). 








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PATRULHA FAMÍLIA SEGURA CUMPRE MANDADO DE PRISÃO EM ELDORADO
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PATRULHA FAMÍLIA SEGURA CUMPRE MANDADO DE PRISÃO EM ELDORADO


Na tarde desta segunda-feira (22/05), a Patrulha Família Segura deu cumprimento ao Mandado de prisão, referente à medida protetiva de uma mulher vítima de violência doméstica. 

O autor foi localizado na rua Beira Rio, bairro Incomager, município de Eldorado, local bem próximo à residência da vitima. 

Ele foi recolhido à cadeia pública de Eldorado. 

Denuncie casos de violência doméstica, a Polícia Militar pode te ajudar, basta ligar 190 ou 181. Você pode ser acompanhada pela Patrulha Família Segura.







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23 de maio de 2017
A França sob domínio do Islã
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A França sob domínio do Islã

A morte de Antonio Candido reacendeu algumas discussões sobre a natureza e características da crítica que podem interessar de maneira especial a quem queira se ocupar da literatura contemporânea, mais proximamente daquela que já foi designada como literatura pós-moderna.

Nesse panorama a obra de Michel Houllebecq vem obtendo destaque desde pelo menos o ano de 2009 quando o autor recebeu o principal prêmio literário da França (Prêmio Goncourt).

Segundo Antonio Candido, devem ser expressamente consideradas pela crítica, para a compreensão de uma obra literária ou artística, as circunstâncias históricas e sociais de sua composição. Tal observação nos parece algo óbvio, se tomarmos uma visada de distanciamento da atividade crítica, isto é, se não escrevemos textos om objetivo crítico-estético. Para quem se atreve a escrever sobre arte, porém esse aspecto é muito mais do que um detalhe e se torna uma grande dificuldade.

No caso de “Submissão”, a polêmica obra de Houllebecq lançada em janeiro de 2015 na França e em abril do mesmo ano no Brasil pela editora alfarábia, as cisrcusntâncias históricas e culturais destacadas por Candido não poderiam ter sido mais perturbadoras.








A obra veio à público exatamente na mesma semana do atentado terrorista ao Charlie Hebdo. A conexão infeliz ficará evidente ao leitor ao saber que “Submissão” é uma ficção política (distópica?) que imagina a França, em 2022, em plena ascensão de um político islâmico à presidência.

O contexto histórico e social, portanto, não poderia ser mais complexo. A França vive, sabemos, vários influxos de conflitos culturais baseados na tensão entre aspectos do dogmatismo da cultura islâmica e a tradição cultural francesa, vista como espécie de símbolo da Europa iluminista, do livre pensamento, da democracia, que seriam em certo sentido, as bases de um comportamento direcionado à tolerância à diversidade cultural. Como sabemos, as coisas se resolvem bem melhor nas palavras (ideais) do que em nossas ações cotidianas. O universalismo idealista do esclarecimento esbarra sempre nos aspectos mesquinhos, singulares, de nossa mente.

A obra de Houllebecq incorpora de maneira exemplar essas contradições. O autor é considerado pela crítica como um exemplo clássico da escrita pós-moderna. Mas o que significa essa designação? François Lyotard, na obra que talvez seja a mais citada como um estudo inicial dos efeitos do desgaste de princípios da modernidade “A condição pós-moderna” caracteriza a pós-modernidade como uma decorrência do descrédito ou da morte das chamadas grandes narrativas totalizantes. Tais teorias ou visões de mundo seriam fundamentadas na crença no progresso e nos ideais iluministas entre o quais os famosos figuram a liberdade e a fraternidade.

O diagnóstico um tanto sombrio da pós-modernidade é conhecido, a liberdade não se efetiva em uma sociedade na qual novos instrumentos de dominação cultural e política se manifestam ciclicamente, a fraternidade parece distante assim como Teerã está distante de Washington e a Europa do resto do mundo e a igualdade, bem, é melhor paramos por aqui...

A partir desse panorama surgem várias posturas intelectuais, entre elas o cinismo, uma espécie de niilismo sarcástico, um certo ceticismo esteticista e insensível às novas investidas do otimismo político e cultural. Esse tipo intelectual-psicológico é avesso aos diversos modismos da New Left, que seriam, na visão cínica, os herdeiros do esclarecimento e que teriam efetivado uma apropriação indébita dos ideais iluministas e os transformado em produtos culturalmente “veganos” sob a alegação de que teriam eliminado o terror e os gulags das antigas propostas de igualdade.

Em uma palavras eles são contemporâneos. Houllebecq é um cínico. Em Plataforma ele escreve pornograficamente sobre sexo, cinicamente sobre fundamentalismo, e ceticamente sobre globalização. Seu personagem (alter ego?), Michel, é um burocrata do Ministério da Cultura Francês de 40 anos, viciado em peep shows, que empreende uma excursão à Tailândia em um roteiro de turismo sexual. No romance não se sabe se ele traça uma visão crítica do aspecto grotesco do turismo, essa característica tão prosaica da pós-modernidade e da atual liberalização das sexualidades ou se ele se coloca como o observador cínico do fenômeno.

Em Partículas elementares, Michel, um biólogo determinista, vive o declínio da sua sexualidade. Suas atividades são ir ao supermercado do bairro tomar seus tranquilizantes e se aventurar em atividades New Age, alternativas ao tradicionalismo religioso. O traço mais marcante e destacado por todo a obra é a incapacidade de Michel de desenvolver um relacionamento amoroso, sua existência é praticamente centrada em seu projeto de pesquisa e em algum entretenimento sexual nas horas de folga do trabalho. Essas características das personagens de Houllebecq incorporariam o que interpretou-se como a condição pós-moderna do herói, para usar um termo da literatura romântica. Naquele modelo, porém, o herói superava problemas épicos, arriscava a própria vida e morria em um ato nobre. Os personagens de Houllebecq se arriscam ao saírem de casa para ir ao supermercado comprar uma comida congelada.

Isto nos leva de volta à “Submissão”. O personagem deste romance é professor na Sorborne e divide seu tempo entre reuniões com poucos amigos intelectuais, um relacionamento amoroso sem futuro pois sua parceira é uma judia e a França ruma para a islamização, e o consumo de vinhos e comida congelada gourmet. O assombro que a leitura provoca se dá pelo processo através do qual o islamismo se impõe na sociedade e na estrutura política universitária francesa, maior ironia da obra.

Essa islamização improvável se dá, em primeiro lugar, por uma fraqueza do próprio sistema político francês, pela falta de energia política, por assim dizer, de certas tendências no jogo do poder. A crítica parece ser diretamente direcionada às tendências de tolerância cultural tanto da esquerda quando das facções de centro-esquerda. Da fraqueza do sistema político diante de um inimigo infiltrado, na visão de Houllebecq, resultaria um ambiente de ascensão de um político muçulmano de fachada humanista e progressista, uma aposta improvável no esclarecimento do oriente. Mas a surpresa e o horror vai se anunciando no final e se dá não apenas nas jogadas de marketing político.

A conclusão aponta, talvez, para a mais sórdida característica humana e essa foi a maior ironia de Houllebecq, uma tacada de genial de um cinismo triunfante e que, a meu ver, foi um aspecto pouco compreendido pela crítica em geral (o livro não teve tão boas apreciações). Essa corrupção islâmica dos padrões e princípios iluministas que seriam o estofo dos ideais do ocidente não se dá pela corrupção financeira e sim pelo aliciamento dos profissionais que ocupam cargos importante tanto na universidade quanto em cargos públicos de entidades relevantes.

O aliciamento se dá pela proposta de ingresso no mundo islâmico com conversão declarada oficialmente, mas com alguns benefícios de tolerância para os intelectuais da Sorbone (uso social do álcool, garantia de privacidade). Esta adesão garantiria posições no novo establishment político islâmico e se completaria com a possibilidade da “poligamia”.

No processo de convencimento efetivado pelo líder do partido em ascensão o personagem de Houllebecq é apresentado à várias mulheres de tenra idade que, uma vez tomado o passo final em direção à conversão, se tornariam suas esposas, belas, prestativas e submissas. Na distopia de Houllebecq o estado não usa a força, todo o processo de submissão ocorre entre o supermercado a universidade e a cama.    











Eli Vagner Francisco Rodrigues é professor do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação - Faac - da Unesp de Bauru.


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Prefeito de Sete Barras participa de reunião da Associação dos Municípios de Interesse Turístico
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Prefeito de Sete Barras participa de reunião da Associação dos Municípios de Interesse Turístico
O prefeito de Sete Barras, Dean Martins, esteve presente à reunião da Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico (AMITESP), na Assembleia Legislativa, nesta segunda feira (22/05), para apresentar e discutir o andamento dos projetos que tornam 140 Municípios como de Interesse Turísticos (MIT) do Estado de São Paulo, além das 70 estâncias já existentes no estado.

Prefeito de Sete Barras participa de reunião da Associação dos Municípios de Interesse Turístico

Dean Martins esteve acompanhado do diretor de Cultura, Turismo e Lazer, Deka Rodrigues; do secretário de Desenvolvimento Sustentável, Cláudio Garrafão  e do vereador Emerson Vila. O objetivo do grupo de Sete Barras é buscar mais conhecimento e oportunidade para Sete Barras, que busca fomentar a economia a partir do desenvolvimento do Turismo, principalmente a partir da conquista do selo de estância turística.

Na reunião destacou-se ainda que, além das 20 cidades já caracterizadas como MIT, mais "40 regiões serão ingressadas à lista até meados de junho", conforme Jarbas Favoretto, diretor da Associação. Favoretto ressaltou que as regiões devem ficar unidas para a aprovação efetiva dos projetos. Afirmou que sua "intenção é ajudar todos os municípios" e que a análise dos projetos será criteriosa, destacando que já reprovou nove cidades.









Vinte municípios do Estado já haviam recebido a classificação de interesse turístico em votação anterior no parlamento. Brodowski, Monte Alto, Rifaina, Rubineia, Sabino, Pedreira, Jundiaí, Espírito Santo do Pinhal, Tatuí, Piedade, Tapiraí, Santa Isabel, Martinópolis, Buritama, Agudos, Guararema, Iacanga, Barretos, Santo Antonio da Alegria e Sales.


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Agricultores participam de treinamento de Boas Práticas para Feira do Produtor em Sete Barras
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Agricultores participam de treinamento de Boas Práticas para Feira do Produtor em Sete Barras


Durante dois dias de maio aconteceu o segundo módulo preparativo para a Feira do produtor, que agendada para o segundo semestre, em Sete Barras. 

Agricultores participam de treinamento de Boas Práticas para Feira do Produtor em Sete Barras

O encontro com agricultores participantes da iniciativa tratou das Boas Práticas e Manipulação de Alimentos e foi ministrado pela engenharia de alimentos, Cibele dos Santos Firmino, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR, com o objetivo de lidar com segurança o alimento desde a produção até o transporte.

No encontro foram repassadas técnicas de como evitar perigos químicos, biológicos e físicos, além dos cuidados necessários para se evitar acidentes utilizando todo o processo de produção, desde a colheita até o transporte do material produzido. “Envolvemos toda a cadeia produtiva desde recebimento, limpeza e higienização, processamento do alimento e embalagem. São todos os procedimentos que garantem a qualidade do alimento, evitando deteriorar e ou transmitir doenças”, explica Cibele.









De forma bastante objetiva, a engenheira também falou sobre a questão da qualidade da agua como um dos assuntos importantes enfocados durante o treinamento, além do controle de pragas e também a realização de boas práticas relativas aos equipamentos utilizados.

O representante da Vigilância Sanitária de Sete Barras também falou com os agricultores sobre as exigências que são necessárias para a exposição dos produtos durante a Feira. Durante os encontros, os participantes puderam participar de dinâmicas que checaram seus conhecimentos sobre as boas práticas.

O que é - A Feira do Produtor Rural é promovida pelo Sindicato Rural, em convênio com o SENAR, e apoio total da Prefeitura de Sete Barras. Uma série de encontros acontece até novembro para colocar em prática o evento. Os demais módulos a serem promovidos são: produtos rurais para comercialização, construções do stand de bambu, comercialização, gestão de negócios, realização da Feira e por fim, a consolidação do Programa.


Todo o lucro da Feira será revertido ao produtor participante e a intenção é que ela continue a acontecer em dias e locais fixos como uma nova forma de geração de renda para os pequenos agricultores, que corresponde a 80% dos moradores da zona rural do Município.









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PL de Marcos Damasio cria campanha “Aluno Consciente”
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PL de Marcos Damasio cria campanha “Aluno Consciente”

O deputado estadual Marcos Damasio (PR) é autor do Projeto de Lei 336/2017, que institui a campanha “Aluno Consciente”. 

De acordo com a propositura, as escolas da rede estadual de ensino deverão desenvolver continuamente projetos que chamem a atenção dos alunos para temas da atualidade e que afetam o ambiente e as relações escolares.

Temas como bullying, pedofilia, drogas (lícitas e ilícitas), racismo, preconceito, vandalismo e inclusão de pessoas com deficiência na escola estão na pauta. “Na verdade, cada escola e cada região trabalharão com os temas que atendam à sua realidade e necessidade”, explicou o deputado, acrescentando que o objetivo é sistematizar a prática, que já é desenvolvida em muitas escolas.

O PL informa, ainda, que os alunos têm de ser participantes ativos e que o tema poderá ser trabalhado por meio de diferentes atividades, como concursos, teatro, palestras, filmes, semana cultural e outros.









“A escola é, por natureza, o espaço de todos. E, neste espaço, todos têm de ser acolhidos e se sentirem bem. Para isso, é necessário respeitar, acima de tudo, as diferenças.


Debater esses temas que afetam o dia a dia dos alunos é positivo para a formação da cidadania; pessoas conscientes de seus direitos, mas também de seus deveres”, disse Damasio.


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