24 de abril de 2017
Trump, Brexit, Dória, Venezuela, Le Pen e o mundo globalizado
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Trump, Brexit, Dória, Venezuela, Le Pen e o mundo globalizado


No final da tarde de 23 de abril, os jornais de todo o mundo noticiaram o resultado do primeiro turno das eleições francesas: Marine Le Pen e Emmanuel Macron disputarão no próximo dia 7 de maio o segundo turno pela presidência da França e, de acordo com alguns jornais, o destino da Europa. Pela primeira vez desde a reforma constitucional de 1958, os partidos Socialista e Republicano ficaram de fora da disputa pelo pleito presidencial francês.

Tão logo os resultados foram divulgados, o jovem centrista Macron, de apenas 39 anos, recebeu apoio de candidatos derrotados, em uma clara tentativa de se formar uma “frente republicana”, coalisão de esquerda, centro e direita versus a extrema-direita que Marine Le Pen e a Frente Nacional – fundada por seu pai, Jean Marie Le Pen – representam, classe política acusada de xenofobia e protecionismo.

Le Pen viabiliza sua chegada ao poder ao criticar o atual governo e mostrar caminhos que levam ao lado oposto: o nacionalismo econômico; a proposta batizada de “Frexit”: um referendo que poderia levar a França a abandonar a União Europeia e a zona do Euro, a exemplo do que aconteceu na Inglaterra; a repressão ao que chama de “perigos islâmicos”. Dos possíveis desdobramentos das propostas de Le Pen, dizem os especialistas, está o fim da União Europeia.









É no mínimo curioso observar a guinada à direita que vem sendo dada em todo o cenário político mundial. Donald Trump, presidente americano com pouco mais de 100 dias de governo já parece ter mostrado, com clareza suficiente, sua plataforma de governo: nacionalista, cujo discurso a todo momento promete “devolver o poder ao povo”, clara menção à dicotomia nós versus eles, como se o governo anterior tivesse usurpado os americanos, enfraquecido a hegemonia americana e, por isso, é dele a responsabilidade de fazer com que os Estados Unidos assumam novamente seu lugar no cenário internacional – “Make America great again”, vem repetindo ele à exaustão desde sua campanha.

Na Venezuela, o sonho socialista parece naufragar em um país carente de tudo: após o povo eleger representantes oposicionistas ao governo, Nicolás Maduro – o sucessor de Hugo Chávez, tentou manipular o Supremo Tribunal Federal a dissolver o Congresso e o que se viu foi uma sequência de acontecimentos que levaram o país à beira do caos. Não fosse a pressão exercida pela comunidade internacional, tal medida não teria sido revertida.

A repressão à livre manifestação e a violência nas ruas da Venezuela, de certa forma, são ingredientes já esperados na receita explosiva que contém, ainda: confisco de propriedade privada de multinacionais como a GM, carência de medicamentos, comida e produtos de higiene pessoal. Com milhares de manifestantes indo às ruas de Caracas, pouco a pouco a resistência da cidade dividida vai cedendo, ainda que tal conquista já tenha custado a vida de pelo menos 20 jovens nas últimas semanas. Caracas não tem e nunca teve um muro com o de Berlim, mas a divisão entre a “cidade leste” e a “cidade oeste” foi até bem pouco tempo preservada pela força policial, que por fim, acabou cedendo à força do povo.

A escassez de produtos que compõem o rol mínimo para a sobrevivência digna ainda é uma realidade. Os residentes na fronteira entre Venezuela e Colômbia conseguem, de tempos em tempos, com a abertura da fronteira por algumas horas, abastecer minimamente suas casas, privilégio de uma minoria geograficamente favorecida.

Em todos os casos até aqui citados, o povo vem tentando, por meio do voto, renovar os governos, deixando as propostas mais à esquerda do espectro político para trás: nos Estados Unidos, elegeram Trump, em oposição às políticas de Obama; na França, o segundo turno entre um candidato liberal e um nacionalista revela que o povo francês quer renovação e, na Venezuela, as urnas deram o recado, ainda que o governo tenha buscado manobras para reverter isso.

No Brasil, em meio à avalanche de denúncias e processos contra políticos presentes no cenário do poder desde sempre, quem vem se destacando é o prefeito que refuta o rótulo de político e se autodenomina gestor: João Dória Jr.

O empresário eleito com 55% dos votos para governar a maior cidade – e o maior orçamento municipal do país, vem se destacando pelos seus feitos, e por todo o marketing que os enaltece: os primeiros 100 dias de gestão foram marcados pelo sucesso de projetos como “São Paulo Cidade Limpa”, “Corujão da Saúde” e as parcerias entre poder público e iniciativa privada.

Recentemente cotado pela imprensa como possível candidato ao Planalto, Dória pode vir a ser o Macron brasileiro nas eleições de 2018: a alternativa tupiniquim à renovação, deixando para trás caciques que chafurdam na lama da corrupção, não permitindo na Terra Brasilis a ascensão de uma extrema direita.
 
João Paulo Vani é presidente da Academia Brasileira de Escritores. Aluno de doutorado do Programa de Pós-graduação em Letras da Unesp/SJRio Preto, é atualmente pesquisador visitante na University of Louisville, nos Estados Unidos.





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Terapia com Florais de Bach
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Terapia com florais de Bach


Muita gente fala dos florais de Bach, mas para o que realmente servem?

Samantha Khali
Samantha Khali
Os chamados florais de Bach nada mais são que essências extraídas a partir de flores. Acredita-se que essas substâncias ajudem a diminuir os sentimentos negativos.

O sistema foi desenvolvido por Edward Bach, um médico inglês que estudou durante toda a vida os benefícios das essências florais. O tratamento opera com a chamada Lei dos Opostos, que oferece um contraponto positivo para todos os estados mentais negativo. Os Florais de Bach buscam chegar à raiz dos problemas e erradicar a causa dos desequilíbrios.

Na medida em que o organismo vai sendo harmonizado como um todo, os sintomas vão gradativamente desaparecendo. São remédios que constituem um complexo sistema de cura. Cada planta foi escolhida especificamente pela sua capacidade de tratar a mente. Vou citar alguns bem interessantes, que tenho certeza que serão de grande ajuda. Pois acredito que são os mais importantes para resolver problemas do cotidiano. Você pode encontrar em farmácias de manipulação.








Agrimony – Pessoas com tendência a esconder seus sentimentos. São aparentemente alegres e descontraídas, mas de forma superficial. Apresentam conflitos emocionais e medo da solidão. É comum procurarem desculpas para não se conscientizar dos problemas. Apresentam tendência ao uso de álcool e drogas.

-Aspen – Pessoas que são tomadas por medo de algo que não sabem identificar. Neste estado há um aumento da ansiedade e apreensão, podendo levar ao pânico.

-Beech – Pessoas que mostram-se muito rígidas, com critérios muito definidos ao fazer julgamento sobre os outros e dificuldade em aceitar seus próprios erros.

-Centaury – Pessoas facilmente dominadas, com dificuldade em impor sua vontade e suas idéias. Esperam que os outros lhe digam que atitudes tomar e quais caminhos devem seguir. A essência vai ajudar a despertar as características positivas, reconhecendo a própria individualidade sem se influenciar pelas opiniões alheias.

-Cherry Plum – Pessoas que tendem a perder o controle sobre seus pensamentos e ações. Neste estado emocional podem apresentar impulsos violentos contra si mesmo e os outros, tornando-se bastante deprimidas.

-Chestnut Bud – Pessoas com dificuldade de aprendizagem. Estas não conseguem aprender com as experiências e cometem sempre os mesmos erros. Também crianças que apresentam dificuldade escolar.

-Chicory – Pessoas muito possessivas, que tendem a manter o controle sobre as outras e a dirigir suas vidas. São pessoas dominadoras, carentes, muito dependentes e presas a regras sociais.

-Clematis – Pessoas com grande dificuldade de concentração e de viver o presente devido, à falta de interesse pelas coisas. Aquelas pessoas que parecem estar sempre com o pensamento distante e tem dificuldade em memorizar.

-Gentian – Pessoas que desanimam frente às dificuldades que surgem. O floral vai devolver uma perspectiva positiva, ajudando a compreender e superar a situação.

-Holly – Pessoas que se encontram em estado de muita raiva, ciúme, inveja, constante expressão de mau humor.

Previsões da semana:

Previsões da semana:

Áries
Semana produtiva. Caminhos abertos para realizar grandes negócios. Procure deixar o passado de fora dos teus pensamentos, pois isso só lhe faz mal.

Touro
Não reclame da vida, pois ela tem proporcionado grandes felicidades, pare de reclamar e aproveite tudo que tem conquistado nos últimos tempo, pedir é bom mas agradecer é melhor ainda.

Gêmeos
Crie uma boa atmosfera em sua casa, pois isso vai ajudar muito você a lidar com as dificuldades da vida, nada melhor do que ter paz no seu canto sagrado.

Câncer
Viva os bons momentos da semana, esqueça o rancor, isso só trás limites para você ser feliz, aproveite os momentos no amor, eles vão fazer uma grande diferença em suas escolhas.

Leão
Semana conturbada no trabalho,procure ter mais paciência com as coisas que estão a sua volta e terá muito mais força para alcançar seu objetivos.

Virgem
Invista em novos projetos, o momento é bom para ter grandes transformações na sua vida, aproveite as boas energias e conseguirá resolver problemas que pareciam complicados.

Libra
Tenha muito cuidado em falar sobre sua vida pessoal, nem todas as pessoas estão com ao seu lado, tenha mais calma nas escolhas de quem vai fazer parte do seus projetos.

Escorpião
Use mais a sua intuição, pois ela vai dar a direção dos teus caminhos, a semana poderá ter grandes alegrias basta você não perder seu tempo com problemas menores.

Sagitário
Se entregue de corpo e alma ao amor, não fique com medo do futuro, ele só vai existir se você viver o presente, nada vai dar errado, acredite e siga em frente.


Capricórnio
Evite deixar para depois algo que precisa ser resolvido agora, a semana é excelente para realizar grandes negócios, mas para isso é importante ter foco e determinação.

Aquário
Não existe nada pior do que o medo,ele impede de você alcançar grandes objetivos, corra atrás do que é seu e não espere nada de ninguém, faça você mesmo.

Peixes
Semana cheia de paz, aproveite para ficar com os amigos, com a família e até mesmo com seu amor, se está precisando acertar a relação esse é o momento. Não fale demais sobre os seus planos profissionais, pois eles pertencem somente a você.








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Medicalização infantil: educação e saúde em perigo
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Medicalização infantil: educação e saúde em perigo


Por Vivian de Jesus Correia e Silva. Mestra e Doutoranda em Psicologia e Sociedade pela Unesp de Assis.

Que um menino pode ser agitado, todos nós já sabemos. E que um outro pode ser muito aluado, cheio de fantasias... E aquele ali pode gostar de ficar mais no canto dele... Outro é briguento. 

Aquele outro é doido por doces. E o outro ali tem dificuldades em algumas matérias. Isso não precisava, necessariamente, ser um problema psicológico. Até porque podemos encontrar no mesmo menino todas essas características na mesma semana. Quem sabe até no mesmo dia!

Contudo, hoje assistimos à popularização dos diagnósticos. Todos agora são leitores assíduos da internet e acreditam piamente nos sinais e sintomas descritos ali de forma tão objetiva e simplificada. Muita agitação e questionamentos? É hiperativo. Distraído? Déficit de Atenção. Fantasias ou jeito diferente? Esquizofrenia. 

Fica mais na dele? Só pode ser Autismo ou o nome mais chique, Asperger. Além dos diagnósticos-relâmpago, as siglas também podem nos confundir, principalmente quando percebemos que não é mais o João que está ali sentadinho, comendo sua merenda, é o “DI” (deficiente intelectual). O amigo ao lado passou de José para “o TDAH” (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e por aí vai.








Para falar da linha divisória entre o normal e o patológico, precisaremos falar da norma. Norma é, primeiramente aquilo que nos define e nos diferencia. Ela funciona para separar as pessoas em grupos e seus comportamentos, em categorias.

Quem define o que é normal? Os estudiosos. Quem financia esses estudos? O capitalismo. Sendo a lógica do capitalismo baseada no lucro e na sobreprodução, as categorias do que é normal, na verdade, poderia dizer, o que é “normal para o capitalismo”. 

E o que é normal para o capitalismo não precisa ser normal para você. Existem tipos muito estranhos de pessoas normais para o capitalismo, e que se dão bem destruindo a natureza e pisando nos seus semelhantes.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre a eficiência dos diagnósticos no mundo pós-moderno, pergunte-se quem decide a pesquisa que vai ser financiada e ir para frente daquela que vai minguar até desaparecer na penúria. 

O capitalismo investe naquilo que interessa para seu modo de funcionar e ponto. Isso não precisa coincidir com diversidade, criatividade, tolerância, solidariedade ou, a tão em moda, qualidade de vida.

Enquanto estivermos preocupados com comparações, classificações, separações, nomeações, divisões em categorias, estaremos favorecendo a cultura capitalista. 

Essa forma de funcionamento impõe condições adversas e perversas que não estão a favor da vida, mas sim dos lucros.

Não é à toa que muitas vezes parte da escola as demandas por diagnósticos-relâmpago. 

Ninguém quer saber se a aula está chata, se o professor, explorado demais, se a coordenação apresenta metas descabidas, se a direção é tirana; basta encaminhar o aluno ao setor de saúde, diagnosticar e tratar. Precisamos de alunos obedientes para depois obter os funcionários obedientes. O capitalismo agradece.

Um encaminhamento da escola cujo resultado é a medicação de uma criança é visto como uma confirmação de sucesso da percepção da escola e como um cuidado da própria família. Relação amistosa entre educação e saúde, em busca de solução final para o problema. Acredito que o nazismo nos ensinou a temer as soluções finais.

Para manter alguém longo tempo em confinamento foi preciso estabelecer um complexo de relações de poder. Muita gente séria já estudou isso, mas, infelizmente, pouca gente bancou fazer uma escola realmente diferente. 

Porque comprar mobílias engraçadinhas, refazer a decoração e exibir frases motivacionais pelos corredores não faz uma escola se tornar mais democrática. Seria como colorir as paredes do antigo Carandiru ao invés de demolir. Bom que demoliram.

Além da medicalização, a psicoterapia compulsória e curativa pode ser tão terrível na vida de uma criança quanto o remédio tarja preta. Um verdadeiro desserviço prestado à Psicologia séria. 

Porque a Psicologia de verdade se recusa a simplesmente atender a demanda, reduzindo uma criança a uma sigla, reduzindo as sessões às aplicações de testes. 

O psicólogo experiente sabe que quando uma criança é trazida ao consultório ela traz junto o seu contexto e, fatalmente, vai ter que atender a mãe, o pai, o irmãozinho, conversar com a vizinha, conhecer o animal de estimação, tomar chá com os avós e sim, passar um bom tempo na escola sentindo o impacto de como as coisas funcionam ali.

Isso dá trabalho, leva tempo, pode ser doloroso e até arriscado. E não tem receita de bolo, não se reduz a uma troca de relatórios entre psicólogo e professor, um confirmando o outro ou um acusando o outro. 

Isto é, os resultados são imprevisíveis e muita gente não vai gostar do que vai ter que ouvir, ver, encarar, transformar. Então, recorre-se à solução reducionista, com suas mordaças químicas e seus rótulos de exclusão.

Vejo que a medicalização e os diagnósticos atinjam principalmente os meninos e noto, mais uma vez, outro tipo de violência de gênero. O sexo masculino também sofre com o machismo. 

Afinal, se os meninos são mais ativos e indisciplinados, seja pela formação cultural que os reprime menos do que às meninas, seja pelo danado do cromossomo Y, seja por tudo isso junto, eles estão perdendo o direito de serem moleques. 

O que é muito diferente de estar realmente doente e precisar de cuidados especiais. Em nome de um suposto problema de saúde, punimos quem, de repente, tem saúde e vitalidade sobrando. Essa postura deixa o verdadeiro doente, mais uma vez, sem remédio.
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Cada vez mais fragmentados
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Cada vez mais fragmentados

O filme 'Fragmentado' (Split, 2016) , de M. Night Shyamalan, chama a atenção pelo fato do protagonista ter 23 personalidades distintas que se alternam em seu cotidiano. 

A narrativa ganha em dramaticidade quando ele sequestra três adolescentes. Para além da tensão que o drama traz, está uma questão de fundo que pode se tornar patológica - se já não o é.

As dimensões fascinantes da era moderna, onde as redes sociais são centrais fontes de informação e de exposição, geram uma possibilidade nunca antes vista de fragmentação e criação de personalidades. 

A brincadeira de poder ser o que não se é sem ninguém descobrir abre infinitas possibilidades.

Se Fernando Pessoa tinha seus celebres heterônimos, com personalidades diferentes bem demarcadas, hoje é fácil ter dezenas, centenas, até milhares mesmo delas, se a pessoa for sistemática, de perfis no facebook. O que pode ser um exercício divertido de escrita, também corre o risco de esbarrar na diluição permanente entre o real e o imaginário.









É essencial discutir os componentes éticos dessa jornada, principalmente quando ocorre a interação com outras pessoas, que talvez também disfarcem ser quem são. Instaura-se uma corrente em que o fingimento e a ficção constroem uma realidade paralela, e até perigosa, pois é geralmente bem mais interessante do que aquela que a maioria julga ser real.


Oscar D'Ambrosio, Doutor em Educação, Arte e História da Cultura e Mestre em Artes Visuais, atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp.


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Projeto "Tem saúde no meu bairro" no Jardim Paulistano em Registro-SP
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Projeto "Tem saúde no meu bairro" no Jardim Paulistano em Registro-SP


Neste sábado (29/04) o projeto "TemSaúde no Meu Bairro", uma idealização do vereador Fabio Tatu em parceria com a Policlínica IESEP, Faculdades Integradas do Vale do Ribeira -  FVR, estará no bairro Jardim Paulistano. Trata-se uma ação de saúde itinerante, com acolhimento, orientações e atendimentos nas áreas de Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Nutrição. 

O evento será no barracão da Igreja católica, na rua 10 nº 152, Jardim Paulistano. Além do Vereador Fabio Tatu e a Policlínica IESEP/FVR, colaboram e apoiam o evento o vereador Rafa Freitas, o Sr. José Lopes e o comércio local.

Programação:

PROJETO “TEM SAÚDE NO MEU BAIRRO”
Data: 29/04/2017
Horário: das 08:00 as 14:00h
Local: Jardim Paulistano – Barracão da Igreja Católica (Rua 10 nº152)

Atividades desenvolvidas:

EDUCAÇÃO FÍSICA
Atividades desenvolvidas:
- Índice de Massa Corporal - IMC 
- Circunferência da Cintura - CC
- Relação Cintura Quadril - RCQ
- Teste de Flexibilidade

NUTRIÇÃO
- Avaliação Nutricional simplificada
- IMC- Índice de Massa corporal
- Educação Nutricional com enfoque a diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, e pressão alta
- Discussão de cartazes Sódio, Gordura, Açúcar.
- Orientações nutricionais simplificadas (entrega de folder).

ENFERMAGEM
- Teste de glicemia capilar
- Aferição de PA
- Teste de acuidade visual

FISIOTERAPIA
 - Orientações posturais e entrega de material informativo sobre “como manter a saúde de sua coluna”.

FARMACIA

 - Orientações sobre automedicação










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Uma nova Lei de Migração para o Brasil: da construção de um novo paradigma à, sanção presidencial
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Uma nova Lei de Migração para o Brasil: da construção de um novo paradigma à, sanção presidencial

A organização mundial encontra-se fortemente condicionada por um padrão de globalização perversa, onde capitais forjam cada vez mais fluidez entre os territórios, contudo as fronteiras se fecham sem cerimônias para a maior parte dos migrantes, muitos na condição de refugiados. Neste contexto a aprovação no Senado Federal, no último dia 18 de abril, da Nova Lei de Migração aponta para uma humanização muito bem-vinda do tratamento de migrantes no Brasil.

Nos últimos anos, devem ser destacados alguns avanços de questões diretamente relacionadas ao tratamento de migrantes no Brasil. Esses avanços contribuíram para ampliação dos preceitos de Direitos Humanos, reduzindo riscos de grupos vulneráveis à exploração do trabalho, por exemplo. 

Entre esses progressos estão o acordo de livre residência para nacionais no Mercosul, Decreto 6.9.6.4/2009 e a anistia conquistada por migrantes pela Lei nº 11.961/2009, que permitiu residência provisória para aqueles que se encontravam em situação irregular. 

O Estatuto dos Refugiados, Lei nº 9474/1997, que definiu mecanismos e diretrizes para reconhecimento e acolhida de refugiados no país. 









O Brasil é signatário da Convenção de Refugiados desde 1951, sendo que só em 1997 estabeleceu as diretrizes por força de lei no país. Outra legislação que contribuiu para avanços nos quesitos de questões relacionadas a migrantes em situação vulnerável foi a Lei 13.344/2016, que dispõe sobre prevenção e repressão ao tráfico humano nacional e internacional de pessoas e medidas de atenção às vítimas.

Os resultados da política restritiva migratória de países europeus têm demonstrado que burocratizar e restringir regularização migratória não evita o deslocamento, mas degrada sobremaneira as condições de vida do migrante, denegrindo conquistas do campo dos direitos humanos para todos. Cabe ainda destacar o sucesso logrado das leis de anistia no Brasil, que influenciaram políticas similares na América do Sul, como aponta Ministério da Justiça.

Apesar destes avanços recentes na legislação brasileira, a diretriz normativa principal para tratamento da migração no Brasil, o Estatuto do Estrangeiro lei nº 6.815/1980, ainda continha forte caráter autoritário, com foco na segurança nacional do país, tratando migrantes como ameaça a ordem interna, o que reflete diretamente o período em que entrou em vigência.

Em 2014, por meio da Portaria nº 2162/2013 do Ministério da Justiça, foi criada uma comissão de especialistas com finalidade de apresentar um Anteprojeto de Lei de Migrações e Promoção dos Direitos dos Migrantes no Brasil. Durante quase um ano foram feitas reuniões e audiências públicas com diversos agentes e representantes da sociedade ligadas ao tema. 

Essa comissão definiu cinco princípios que norteariam a proposta de anteprojeto.: 

1) compatibilização do tratamento de migrantes com a Constituição Federal no que se refere aos Tratados de Direitos Humanos, em que o Brasil é signatário; 

2) mudança de paradigma do tratamento de migrantes da subordinação à segurança nacional para direitos humanos, inclusive deixando de utilizar o termo estrangeiro, que possui em sua raiz etimológica aquilo que é estranho, para migrante, ou seja, aquele que muda de um lugar para o outro; 

3) determinar uma coerência sistêmica a ordem jurídica do tratamento da migração, atualmente fragmentada; 

4) buscar entre os agentes sociais envolvidos na questão migratória a participação e escuta para acolher propostas e demandas, tendo surgido entre elas o deslocamento de emissão de registros e documentos pela Polícia Federal e solicitando participação política, principalmente em escala local, para os migrantes; e, 

5) preparar o Brasil para o novo ciclo de migrações internacionais em decorrência da globalização econômica. 

Esse novo ciclo estaria relacionado, por um lado, pela maior velocidade e
mobilidade pessoal dada pelos meios técnicos e o aumento de conflitos e alterações climáticas. Esses dois fatores tendem a gerar contingentes potenciais imensos de deslocamentos, reivindicando neste cenário um entendimento claro das situações de refúgio e política migratória.

Considerando os apontamentos feitos pela comissão formada pelo Ministério da Justiça, que incluem contribuições de diversos agentes sociais, podemos destacar que o atual texto de Lei de Migração no Brasil garante avanços demandados há décadas. 

O texto da lei foi aprovado pelo Senado e seguiu para sansão presidencial no último dia 18 de abril de 2017. A Lei abarca tratamento de imigrantes, emigrantes, apátridas, visitantes e residentes fronteiriços. Entre as mudanças que merecem destaque estão, em primeiro plano, a descriminalização da imigração, ou seja, nenhum migrante pode ser preso por estar em situação irregular e a desburocratização para acesso a documentação necessária para o imigrante viabilizar sua permanência legal no país. 

Outro avanço relevante é a equiparação de direitos dos migrantes aos direitos dos cidadãos brasileiros, garantindo-lhes inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, acesso aos serviços públicos de saúde e educação e documentação que permita ingresso ao mercado de trabalho e direito a previdência social. 

Também é facultado aos imigrantes exercer cargo, emprego e função pública, desde que definidos nos editais. Também há avanços ao institucionalizar no novo marco regulatório uma política de vistos humanitários, já utilizada para alguns grupos de modo extraordinário.

Dentre as alterações, merece ainda destaque a garantia do direito de povos originários e populações tradicionais à livre circulação em terras tradicionalmente ocupadas.

Durante a votação no Senado, esse tema foi fortemente, todavia o argumento de garantia constitucional de direitos dos povos originários prevaleceu.

Também a garantia de respeito às legislações federais e acordos internacionais sobre acolhida a refugiados, solicitações de deportação, asilo e retiradas compulsórias são tratados no texto da lei e garantem amplo direito a defesa e garantia de respeito aos tratados de Direitos humanos.

Há setores da sociedade que, contrariando uma visão dos avanços propostos nesta nova legislação, se manifestem contrários a tais mudanças. É fundamental lembrarmos que desenvolvimento se constrói com movimento e não com isolamento. É preciso nos valermos do desafio de acomodarmos a todos com dignidade, como forma de buscar paradigmas inclusivos de avanço da sociedade. Nenhuma sociedade estática, inflexível e imutável se adequará à realidade móvel, fluída e incerta dos tempos atuais. 

Ou avançaremos todos juntos, ou continuaremos juntos pagando os ônus altíssimos de uma visão obtusa de civilização. O desafio é imensurável em ambos os caminhos, entretanto só um deles nos fará progredir efetivamente.

Patrícia Martinelli, Doutoranda em Geografia pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da UNESP/Rio Claro-SP
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POLÍCIA MILITAR TERÁ NOVO COMANDANTE NA BAIXADA SANTISTA E VALE DO RIBEIRA
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POLÍCIA MILITAR TERÁ NOVO COMANDANTE NA BAIXADA SANTISTA E VALE DO RIBEIRA


Decorrente do planejamento estratégico do alto comando da Polícia Militar, neste mês de abril foi promovido ao Posto de Coronel PM, o Tenente Coronel PM Rogério Silva Pedro, que até então comandava o 21º BPM/I, localizado no município de Guarujá. 

O Coronel Rogério será responsável pelo comando de 8 unidades da Polícia Militar localizadas no Litoral Sul e Vale do Ribeira, sendo elas: 6º BPM/I em Santos, 14º BPM/I em Registro, 21º BPM/I no Guarujá, 29º BPM/I em Itanhaém, 39º BPM/I em São Vicente, 45º BPM/I em Praia Grande, 2º BAEP em Santos, além da sede do CPI-6 em Santos. 

Neste campo de atividade, às 10 horas desta segunda-feira (24) será realizada a primeira reunião com todos os comandantes de batalhão, a fim de alinhar as estratégias operacionais e administrativas elaboradas pela nova gestão. 









O Comandante, Oficiais e Praças do 14º BPM/I fazem votos de sucesso e total apoio ao Coronel Rogério nesta nova fase. Seja bem vindo!
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