21 de janeiro de 2018
1968 e o intolerável sofrimento humano
,
1968 e o intolerável sofrimento humano


No conjunto das experiências históricas concretas, na década de 1960, destaca-se com nitidez a percepção e a rejeição social ao sofrimento humano. 

Duas Guerras Mundiais aterrorizaram o mundo, na primeira metade do século XX, com a matança programada de grupos sociais e a destruição material sem precedentes na história. 

Esta cruel combinação atingiu o ápice na emblemática associação proporcionada pelas bombas atômicas e o seu lançamento pelos norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. 

O cenário de dor e de sofrimento completava-se com o morticínio nos campos de batalha e o extermínio massivo e sistemático de ciganos, deficientes físicos, doentes mentais, homossexuais, judeus, militantes anarquistas, comunistas e socialistas nos campos de concentração e de trabalho forçado.







A paz não representou o fim das causas e de supostas e alegadas necessidades de sofrimento humano. 

Na década de 1960, o sofrimento humano tornara-se intolerável. 


No ano 1968, ele foi rechaçado com clareza, vigor e criatividade em diferentes partes do globo. 

De um lado, a tecnologia dos meios de comunicação e de transporte aproximaram países e pessoas. 

As visões do sofrimento humano foram conhecidas, registradas, reproduzidas e difundidas com maior escala, rapidez, intensidade e carga dramática. 

De outro lado, repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, jornalistas, escritores, artistas, poetas, cantores, turistas, radialistas e publicitários varreram o mundo e alimentaram a opinião pública com imagens, alegorias, trabalhos artísticos, gestos, atitudes, frases, observações, comentários e testemunhos de situações sociais inaceitáveis, algumas,inimagináveis.


A intolerância ao sofrimento humano e a sua percepção em escala mundial deram impulso a sentimentos humanos universais, fortalecidos pelo senso de injustiça, o desejo de sua superação e a defesa de valores e atos humanitários. 

A Declaração Universal dos Direitos Humanos tornara evidente esta angústia no seio da Organização das Nações Unidas, já em 1948. 

Em escala regional, imagens e relatos da guerra no Vietnã, da pobreza na África, da discriminação racial nos EUA, da opressão às liberdades intelectuais no bloco soviético, do desemprego e dos danos à saúde nas sociedades industriais, da repressão e da tortura sob regimes ditatoriais na América Latina, surgiam como afronta. 

Em escala mundial, as constantes ameaças à paz e o risco da guerra nuclear, a explosão demográfica e a poluição do meio ambiente eram resultados incontestáveis da Guerra Fria e da interdependência econômica internacional.


A intolerância ao sofrimento humano e a sua percepção em escala mundial sugeriam uma erosão do futuro. 

A sua retomada requeria que o mundo fosse mais humanitário. 

E não só, tratava-se de alcançar este ideal aqui e agora, sem contar ou esperar pela iniciativa de empresários, de homens de negócios e de governos, entregues aos seus interesses lucrativos, particulares e de poder. 

Em pouco tempo elevou-se a temperatura política da condenação aos padrões de sociabilidade e aos valores da sociedade industrial e de suas estruturas políticas. 

Trabalhadores urbanos lesados em suas condições de vida e bem estar manifestaram-se em passeatas, greves e ocupações de fábricas. 









Estudantes lesados em seus sonhos, comportamentos e no acesso ao mercado de trabalho reuniram-se em assembleias, festivais culturais e ocuparam escolas, universidades e as ruas.


Condenada nos corações e mentes, a sociedade industrial exibia sinais de fadiga e de esgotamento. 

Os impactos sobre o meio ambiente, as consequências na vida urbana, na saúde humana e nas espécies silvestres, tornavam-se evidentes. 

Emergiam vínculos entre interesses econômicos e violações de direitos humanos, desenvolvimento industrial no hemisfério norte e subdesenvolvimento no hemisfério sul, ostentação e arrogância dos ricos, miséria e sofrimento dos pobres.

Em 1968, conscientes de seus interesses e necessidades imediatas e futuras, senhores do dinheiro, do poder e da cultura, avaliaram as perspectivas do mundo. O relatório Limites do crescimento apontava riscos e potencialidades de reprodução social da economia industrial. 

Por razões distintas daquelas que debatemos hoje, constatava-se a inviabilidade e a insustentabilidade, sem mudanças drásticas no padrão de crescimento econômico mundial. Este deveria ser “congelado”, logo, de impossível realização, ou arcaríamos com o ônus de seus limites estruturais. 

Vivemos, nos últimos cinquenta anos, sob os altos custos sociais e ambientais desta perseverança. 

O lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pela ONU, em 2015, atesta o prolongamento histórico dos sofrimentos humanos, da dor e da angústia que acarretam em todo o planeta.


Paulo Henrique Martinez, professor no Departamento de História da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis.





Continue lendo >> Deixe seu comentário

20 de janeiro de 2018
IFSP - Câmpus Registro-SP oferece 80 vagas para cursos superiores gratuitos
,
IFSP - Câmpus Registro-SP oferece 80 vagas para cursos superiores gratuitos


O IFSP - Câmpus Registro-SP oferece 80 vagas para cursos superiores gratuitos no primeiro semestre de 2018 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). 

As inscrições devem ser realizadas entre 23 e 26 de janeiro de 2018. 

O IFSP Campus Registro-SP oferece os cursos de Licenciatura em Física e Engenharia de Produção, com duração de 4 e 5 anos, respectivamente.

Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 e ter obtido nota na redação diferente de zero.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico http://sisu.mec.gov.br.








Não há cobrança de taxa de inscrição!

Datas do Sisu

Período de inscrições: 23/01 a 26/01

Resultado da chamada regular: 29/01

Prazo para participar da lista de espera: 29/01 a 07/02

Matrícula da chamada regular: 30/01 a 07/02


Convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições de ensino: a partir de 09/02




Continue lendo >> Deixe seu comentário

As Olimpíadas de Inverno de 2018
,
As Olimpíadas de Inverno de 2018


Depois que Moon Jae-in, presidente sul-coreano desde maio de 2017, manifestou intenção de dialogar com as autoridades norte-coreanas dirigidas por Kim Jong-un, e este respondeu por meio de uma mensagem de passagem de ano destacando o desejo de enviar uma delegação às Olimpíadas de Inverno de PyeongChang (Coreia do Sul), um novo capítulo na história das relações bilaterais entre os dois países teve início.

O dia 9 de janeiro de 2018 foi marcado por uma reunião entre as respectivas autoridades depois das tensões provocadas pelos exercícios nucleares ordenados por Kim Jong-un em resposta à ampliação das sanções pela ONU dirigidas ao país. 

Poderiam ser cheios de significados os gestos das autoridades das Coreias na contramão da escalada do conflito: primeiro um movimento que parte do Sul; depois uma mensagem vinda do Norte, em época festiva e de vibrações positivas, expressando intenção de enviar uma delegação a um evento esportivo de alcance internacional; por fim, o local escolhido para ocorrer as conversações – Panmunjom, onde foi assinado o armistício da Guerra da Coreia e que se tornou zona desmilitarizada.






 Entretanto todo o cuidado é pouco para compreender a situação em seu todo, interpretando gestos que podem ser artificiais e carregados de distorções.

Certamente a questão mais substancial corresponde à segurança internacional, e o primeiro encontro resultou em compromisso mútuo de se levar adiante as conversações sobre a redução das tensões militares e no pronto restabelecimento da comunicação direta entre as forças armadas dos respectivos países – interrompida no início de 2016 –  com o objetivo de evitar conflito acidental.  

Note-se que a Coreia do Norte historicamente participou das competições olímpicas, exceto nas Olimpíadas de Los Angeles (1984) e nas Olimpíadas de Seul (1988), por decisão unilateral. 

No caso das Olimpíadas de Seul, depois do fracasso das negociações bilaterais sobre os termos e condições da estada da delegação norte-coreana durante os jogos, houve um ataque a bomba a uma aeronave da companhia aérea Korean Air, em 1987, causando a morte das 115 pessoas que estavam a bordo.

Os resultados contabilizados por ora são bastante significativos diante não só do drama experimentado no contexto das Olímpiadas de Seul, em 1988, mas também da grave deterioração das relações bilaterais após um ano marcado por lançamento de mísseis, teste nuclear e ameaças de alvejar a Coreia do Sul. 

E muito dos tais resultados deve ser creditado na conta de Moon Jae-in, que realmente parece disposto a fazer do evento esportivo uma oportunidade singular para desenhar um novo curso nas relações diplomáticas do país com os vizinhos, especialmente Coreia do Norte, mas também com China e Japão.

Enquanto Kim Jong-un compete com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, com base nas regras do Chicken Game,  Moon está disposto a manter o equilíbrio e tentar desescalar o conflito, um desafio incomensurável. 

No mesmo discurso de Ano Novo, em que propôs o diálogo com a Coréia do Sul para discutir a participação de seu país nas Olimpíadas de Pyeongchang, Kim Jong-un afirmou ter incrementado seu arsenal nuclear, adquirindo inclusive mísseis balísticos intercontinentais que poderiam ser lançados na direção dos Estados Unidos com um toque no “botão nuclear”. 

Na sequência, Donald Trump respondeu via rede social, especificamente no Twitter: “Eu também tenho um Botão Nuclear, mas é muito maior e mais potente do que o dele, e meu Botão funciona.”

Moon, filho de refugiados norte-coreanos, ex líder estudantil, ativista contra a ditadura de Park Chung-hee e advogado em favor dos direitos humanos, especialmente das cláusulas trabalhistas, parece realmente compreender que a política de sanções e ameaças dos Estados Unidos fracassou. 

Entretanto, ele não pode e não deseja provocar as autoridades norte-americanas. Pelo contrário, no contexto dramático em que se encontra, ele está optando por livrar a cara de Donald Trump, ou seja, excluí-lo de uma situação difícil. Está tentando fazer que Trump se sinta parte da solução e não do problema. 

A frase de Moon – “Eu acho que o presidente Trump merece um grande crédito por promover as conversas intercoreanas.” – dita na esteira das provocações de Trump, acusando-o de “apaziguador”, sugere isso. 

Certamente ele tem em conta que Estados Unidos é o aliado militar mais importante da Coreia do Sul e em última instância tem que estar alinhado com o país sobre como responder às ameaças que Pyongyang representa.








Na outra ponta, ele investe substancialmente no diálogo com Kim Jong-un, que pode causar uma grande guerra na península. 

Ao dizer: “O propósito disso [da reunião do dia 9] não deve ser uma conversa para o bem das conversas.”, Moon demonstra que pretende reservar a Kim Jong-un papel central nas negociações. 

Ele indica que quer ser capaz de fazer que o outro venha por sua própria vontade e para isso oferece-lhe uma vantagem, acenando com a possibilidade de conceder alívio financeiro em forma de ajuda humanitária, o que parece natural dadas as suas credenciais, ou seja, ao seu senso de integridade moral, e não uma oferta humilhante para o vizinho.

Com isso Moon parece estar construindo “pontes douradas” para que os belicosos Donald Trump e Kim Jong-un possam recuar sem se sentirem constrangidos. 

No caso acima, a intenção realista não é exatamente conduzir à paz, mas sim administrar os conflitos.


  Neusa Maria P. Bojikian é Doutora em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas, Pesquisadora e Pós-doutoranda do INCT-INEU com apoio CAPES.







Continue lendo >> Deixe seu comentário

Bispos do Rio São Francisco
,
Bispos do Rio São Francisco


Há uma década o bispo Dom Luiz Cappio, da Diocese da Barra, na Bahia, realizava um inesperado ato de inconformismo. Um novo e longo jejum que por pouco não o vitimou. 

Em 2007, o seu protesto repercutia a intensidade da devastação ambiental, da falta d’água e dos custos sociais que projetos econômicos nada sustentáveis provocavam na bacia do rio São Francisco. 

O autoflagelo do bispo chamava a atenção para o flagelo imposto às populações, aos recursos hídricos, aos biomas e territórios culturais do extenso vale.






A caatinga, o cerrado e a mata atlântica cediam paisagens, biodiversidade, águas e solos, a vida de antigas comunidades, práticas agrícolas familiares e ancestrais, diante do avanço de projetos agropecuários, mercantis e obras de infraestrutura. 

Projetos muito pouco atentos à prevenção, preservação e regeneração de danos e de impactos ambientais. 

Projetos indiferentes às necessidades, expectativas e participação dos moradores, quase sempre muito pobres, nas áreas direta e indiretamente afetadas pelas ações empresariais e governamentais.

Uma década depois, em dezembro de 2017, bispos de outras dez dioceses na bacia do São Francisco tornam públicas as suas inquietações e propostas quanto ao destino do rio, de seus habitantes e biomas. 

A Carta da Lapa é o documento síntese do I Encontro dos Bispos da Bacia do Rio São Francisco. 

Além de Dom Luiz Cappio, a Carta recebeu assinaturas dos bipos das dioceses de Januária, Minas Gerais, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Irecê, Juazeiro e Paulo Afonso, Bahia, Floresta e Petrolina, Pernambuco, e Propriá, Sergipe. 

O diagnóstico de “morte gradativa” e anunciada é preciso, objetivo. Há escassez de água, perda de matas ciliares, da biodiversidade, assoreamento, muitos conflitos sociais. 









Um modelo de desenvolvimento predatório, indesejável e inviável. A Carta da Lapa pede ações conjuntas, de cristãos ou não, na educação, na mídia e nas políticas públicas. 

Propõe dez anos de “repouso sabático” na exploração econômica dos biomas e evoca a responsabilidade constitucional de autoridades e poderes públicos em defesa da vida e do rio São Francisco.

A Carta da Lapa coloca a Igreja católica no centro do debate social e cultural deste século, a crise ambiental. 

A encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, já pregara esta atenção e orientou a Campanha da Fraternidade em 2017, dedicada aos biomas brasileiros. A

 Carta da Lapa sinaliza o retorno da sociedade civil ao palco das decisões nacionais. 

Antecipando-se a partidos e a candidaturas deste novo ano, a preocupação com a comunidade de destino ultrapassa eleições e fronteiras nacionais. E o São Francisco falou para o mundo.



Paulo Henrique Martinez, professor no Departamento de História da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis






Continue lendo >> Deixe seu comentário

Facebook tenta se reinventar
,
Facebook tenta se reinventar


Desde 2017, o CEO da Facebook, Mark Zuckerberg, falava cada vez mais a respeito de como a distribuição de postagens na plataforma não favorecia o tipo de interação que a empresa desejava, com foco excessivo em produtos, marcas e notícias. 

O Facebook passou de ser uma plataforma largamente voltada ao compartilhamento de momentos pessoais, animais de estimação, festas e eventos, e algum conteúdo político mais focado, para se tornar uma guerra de trincheiras na qual ideologias políticas vagas precisam ser defendidas de modo sistemático e contínuo.

Mudanças foram anunciadas recentemente visando trazer a plataforma de volta a tempos mais pacíficos.

Não podemos, no entanto, pensar que a utilização do Facebook anteriormente não causava problemas aos usuários. 






Associações de psicologia mundo afora já reportavam à respeito de como a interação com essa plataforma social favorecia sentimentos de inveja e depressão devido às constantes comparações com a vida social alheia, além de promover um estresse derivado da necessidade constante da manutenção de uma aparência online e da consequente busca por parecer alguém interessante e relevante todo o tempo, algo quase impossível na vida real.

No entanto, o foco do problema mudou entre 2016 e 2017, em meio a uma intensificação global das disputas políticas dentro de vários temas, estimuladas pela busca de afirmação de poder por parte de diferentes atores, grupos e movimentos que tentam avançar seu domínio ideológico em relação à sociedade, sejam eles do alinhamento político que forem.

Isso gerou um crescente investimento no Facebook enquanto arena ideológica, fomentando o fenômeno das fake news, que nada mais são do que uma constatação por parte desses atores políticos de que não é necessário fazer uso de dados reais para gerar reações viscerais em seus seguidores, bastando engajar com seus medos e ansiedades. 

O custo da mentira é pequeno, pois as pessoas fazem qualquer negócio para evitar o sentimento humilhante de estarem erradas em público, então mesmo que uma notícia se prove falsa, sempre já existe uma nova a caminho, e a atenção migra para outro tema deixando apenas um rastro de destruição no caminho.








Isso foi visto como positivo pela Facebook. 


O foco da plataforma sempre foi fazer com que as pessoas a acessassem o máximo o possível, passando o máximo de tempo dentro de seu jardim murado, tanto que empregam alguns dos melhores engenheiros de software do mundo para responder a essa pergunta de como manter um usuário alguns segundos a mais que seja na plataforma, potencialmente o expondo a uma nova propaganda ou mantendo outra em constante exibição. 

Dentro do campo dos games para celular já é há muito sabido que gerar certo grau de desconforto para o jogador faz com que ele gaste mais dinheiro com as micro-transações oferecidas, pois é gerada uma vontade de se livrar do incômodo apresentado ao mesmo tempo que se quer continuar dentro do jogo. 

O Facebook apenas replicou isso em uma escala muito maior. 


Deixe seus usuários incomodados, estressados, pensando em responder a aquela postagem de alinhamento ideológico contrário ao seu mesmo quando está desligado da plataforma. Patrocinadores pagam cada vez mais caro para anunciar na plataforma.

Mas por quanto tempo você pode realisticamente manter as pessoas nesse estado? Alguns continuariam, até por já terem transformado suas vidas para se encaixarem no entorno desses conflitos, preenchendo necessidades e insuficiências pessoais com batalhas ideológicas que pareçam relevantes. 

No entorno desses usuários, no entanto, existem outros cujo interesse é mais voltado à realidade cotidiana, por exemplo, acompanhar o que fazem os amigos, a que eventos vão, como estão seus filhos, entre outras coisas. 

Essas pessoas ficaram cansadas do constante conflito político e cada vez mais abandonam a plataforma ou limitam seu uso.

Zuckerberg anunciou que a mudança de foco da empresa em 2018 seria voltado ao bem-estar de seus usuários, buscando tirar a prioridade do conteúdo político e dar mais ênfase para “o que realmente importa”, como família, animais de estimação, seriados, passeios e afins. 

Percebe-se o a seriedade da situação quando se lê mais à frente em sua postagem que o próprio CEO afirma que o lucro da Facebook vai cair como consequência da mudança, mas que lhe parece um movimento importante no longo prazo.

Inauguramos este ano com a promessa de uma nova era de paz dentro da maior rede social do mundo. 

Infelizmente, essa quietude vem com data de validade prevista, durando até o momento em que parecer lucrativo ao mercado reinserir a todos em um guerra ideológica global, quando a Facebook certamente não irá hesitar em mudar todo seu sistema novamente.


Mark W. Datysgeld é mestre em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP, PUC-SP), especialista nos temas da Governança da Internet e no impacto da tecnologia na formação de políticas públicas e privadas.  

É fundador do curso Governance Primer, iniciativa gratuita de ensino de Governança da Internet na América Latina. Toda sua produção está disponível em: www.markwd.website







Continue lendo >> Deixe seu comentário

19 de janeiro de 2018
Vítima de assédio sexual pode mover ação contra concessionária ou prestador de serviço de transporte
,


Vítima de assédio sexual pode mover ação contra concessionária ou prestador de serviço de transporte


A segurança no deslocamento do utilizador de transporte é um direito garantido pela Constituição, pelo Código Civil, pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Política Nacional de Mobilidade Urbana. Proteção esta que é válida para todas as ocorrências que coloquem os passageiros em situações de risco ou constrangedoras, como em casos de assédio sexual.

De acordo com o entendimento recente da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a vítima de assédio praticado por outro passageiro dentro do ônibus, trem, metrô ou balsa pode propor ação de indenização contra a concessionária que administra o sistema. 

Além do transporte público, a ação pode ser executada também contra prestador de serviço de transporte por aplicativo, como Uber, Cabify, Lady Driver, Easy Taxi e 99, entre outros.







“A conexão entre a atividade do prestador do serviço e o ato capaz de configurar o assédio sexual, vai depender do conjunto de provas (boletim de ocorrência e testemunhas) e do devido processo legal”, explica o advogado Fabrício Posocco, especialista em direito civil e do consumidor do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores.

Segundo o advogado, o STJ reconhece que a prestadora de serviço ostenta responsabilidade objetiva para com os usuários. 

“Em ações anteriores o Superior Tribunal de Justiça assentiu que ao pagar uma tarifa para utilizar o transporte público ou particular, o passageiro firma um contrato com a concessionária, estabelecendo uma relação de consumo”.

Na jurisprudência, os casos recentes de condenação ao pagamento de indenizações foram configurados com base nas seguintes condutas:

Assédio sexual: constrangimento ou ameaça para obter favores sexuais;

Assédio verbal: importunar alguém, em lugar público, de modo ofensivo, com palavras desagradáveis, ameaças ou cantadas impertinentes;

Ato obsceno: ação de cunho sexual, por exemplo, quando alguém exibe seus genitais em local público, a fim de constranger alguém;
Estupro: constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter relação sexual ou a praticar outro ato libidinoso.
Como denunciar

O advogado Fabrício Posocco informa que quando a pessoa estiver no transporte e escutar sussurros indecorosos, for tocada por mãos e coxas, sofrer apertões ou esfregões, ter partes íntimas filmadas ou for vítima de ejaculação, deve imediatamente:

Identificar o assediador, memorizando suas características físicas, vestimentas, marcas ou tatuagens, ou até mesmo tirar uma foto;

Procurar o segurança do local ou um policial;

Convidar as pessoas que perceberam o assédio para serem suas testemunhas na delegacia ou, ao menos, disponibilizarem seus dados (nome, endereço e telefone) para poderem se submeter a posterior depoimento;

Dirigir-se a uma delegacia para fazer um boletim de ocorrência.
Para abrir um processo contra a prestadora de serviço é preciso contratar um advogado ou a Defensoria Pública.











Sobre o Posocco & Associados Advogados e Consultores

O Posocco & Associados Advogados e Consultores foi fundado em 1999. É um escritório de advocacia full service, que possui expertise em 47 áreas do direito. 

Atende o Brasil todo, através de unidades na Baixada Santista, São Paulo e Brasília, e de correspondentes fixados em diversas cidades do país. Para mais informações ligue para (13) 3467-1149, (11) 3373-7174, (61) 3226-8215 ou escreva para contato@posocco.com.br. Saiba mais em www.posocco.com.br.


Por Emanuelle Oliveira (Mtb 59.151/SP)

Foto: Free-Photos/Pixabay




Continue lendo >> Deixe seu comentário

MIRACATU TERÁ BASE OPERACIONAL DA ELEKTRO
,
MIRACATU TERÁ BASE OPERACIONAL DA ELEKTRO

Miracatu - Inauguração do prédio será na quarta-feira (24) e contará com a presença de representantes do Poder Público e da Concessionária  Elektro.

A partir da próxima semana, 17 mil clientes da Elektro dos municípios  de  Miracatu,  Juquiá e Juquitiba, localizados no Vale do Ribeira, vão receber um atendimento mais ágil da concessionária. Na quarta-feira (24) será inaugurada uma base operacional da Elektro na cidade. 

No local, vão atuar 27 eletricistas, quatro agentes de faturamento, um supervisor, um técnico e um almoxarife, totalizando 34 profissionais que oferecerão os seguintes atendimentos: leitura e entrega de conta simultaneamente, restabelecimento de energia e manutenção e expansão da rede elétrica.






Antes, as equipes eram deslocadas da base de Registro que fica a 55 quilômetros de Miracatu para fazer o atendimento. Agora, com a nova base a concessionária estará ainda mais próxima de seus clientes, inclusive para reconhecer novas oportunidades de expansão da rede elétrica. “Essa é uma demonstração do quanto a Elektro aposta no crescimento da região e está disposta a contribuir para fortalecer o sistema elétrico local”, Marcos Xella, gerente da Elektro.

A cerimônia de inauguração será na quarta-feira (24), às 14h , na rua Rubens Florêncio, s/nº , no Jardim Francisco. O evento contará com as presenças do prefeito Ezigomar Pessoa e de representantes da Elektro.  


Sobre a Elektro
Reconhecida por oito vezes como a melhor distribuidora de energia elétrica do Brasil, a Elektro é uma empresa do Grupo Neoenergia. Com atuação em 228 municípios, sendo 223 no Estado de São Paulo e cinco no Mato Grosso do Sul, a Elektro tem uma área de concessão de 121 mil quilômetros quadrados. A empresa tem 2,5 milhões de clientes (6 milhões de habitantes).









Continue lendo >> Deixe seu comentário

SURPRESAS
,
SURPRESAS

Estas primeiras semanas do ano são de sustos. Os primeiros chegam via correio, os carnês, os impostos, as cobranças; mas há os que chegam pela internet e a estes se acrescentam as dúvidas. 

São sustos verdadeiros ou falsos?  Há evidência demonstrada ou são invenções interesseiras?

Nessa rotina moderna ou dos que se dizem modernos, consideramo-nos atualizados. 

Mas ando desconfiado que essa circunstância gere mais ansiedade estéril do que satisfação evolutiva ou de progresso individual. 

Tira de nós o que os entendidos em psicologia humana chamam de tranquilidade interna, a conhecida e tão almejada paz de espírito. 






Essa, dizem, é a condição básica reflexiva para se evitar desonestidade ou cometer falcatruas com prejuízo coletivo.

Percebi isso com a chegada de uma mensagem eletrônica. Veio encaminhada por leitor de Leme, interior do Estado de S.Paulo, que me fez a gentileza de enviar delicioso vídeo onde surge uma criança. 

Sim, uma criança de uns quatro anos, não mais que isso, dando explicações com simplicidade impressionante. 

Com traços fisionômicos orientais, falando inglês, descreve carinhosamente sobre o que ela pensa a respeito do nosso comportamento adulto na busca da tão almejada felicidade e paz. Uma surpresa.

Explica que nossa ansiedade é produto da incompreensão e da pressa em obter resultados. Esclarece que compreender é lento na vida, pois nada se consegue imediatamente. 

Não recomenda enganar, ser desonesto ou ludibriar. Dá o exemplo de seu irmãozinho menor que não sabe ainda usar a privada; acredita que ele vai aprender, sim, mas só após treino sob rigoroso controle. 

Ao final, faz um alerta: a fé no trabalho honesto não dispensa a vigilância – o que evita surpresas desagradáveis para todos.

Com a belíssima aula recordou conceitos que geram estabilidade emocional tanto para o indivíduo como para coletividade. 

Falando nisso, penso na população brasileira que precisa de paz, não mais de sustos para sair do atoleiro econômico, ético, político e social em que nos encontramos.

A propósito, um conjunto humano como a dos sofridos brasileiros – os honestos, dignos, esperançosos e eternos pagantes – não merece levar mais um susto na próxima semana, com noticias vindas do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre-RS. 

Sem contar outras surpresas que poderão vir de Brasília-DF.

Aquela criança angelical do vídeo poderá nos dizer: eu avisei...!

Francisco Habermann


Francisco Habermannfhaber@uol.com.br











Continue lendo >> Deixe seu comentário

in-article

Tropdan 02

Consorcio na Valenautico

Técnico de Informática

Manutenção de celulares - Técnico de Informática

20 Mega de Internet

20 Mega de Internet na Infovale

Clique na imagem

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

O Vale do Ribeira Copyright © 2011 | Design by: [ Camilo Aparecido Almeida ] | Movido a: [ Blogger ]