Moradores constroem passarela entre SP e PR e cobram solução para travessia entre Iporanga e Adrianópolis

Vale do Ribeira - Comunidade afirma que antiga balsa deixou de operar há cerca de cinco anos; Prefeitura de Iporanga diz que não foi comunicada sobre a construção da estrutura.

Moradores constroem passarela entre SP e PR e cobram solução para travessia entre Iporanga e Adrianópolis
 Imagem cedida pelos moradores mostra a passarela para pedestres que foi construída pela comunidade.


Moradores da divisa entre os estados de São Paulo e Paraná denunciam a falta de uma estrutura oficial para a travessia sobre o Rio Pardo. 

A passagem conecta o bairro Andorinhas, em Iporanga (SP), ao bairro João Sura, em Adrianópolis (PR), e é utilizada diariamente pela população local, que relata a ausência de assistência por parte das prefeituras.

Imagem cedida pelos moradores mostra a embarcação utilizada, na época, para o transporte de moradores e veículos.
Imagem cedida pelos moradores mostra a embarcação utilizada, na época, para o transporte de moradores e veículos.

Ao Portal Rodonews GVR, um morador local relatou que existia uma balsa oficial que realizava o transporte, mas ela foi desativada há cerca de cinco anos e não foi substituída pelas administrações municipais. 

Em fevereiro de 2024, a comunidade construiu uma balsa improvisada com tambores e tábuas, movida por cordas, que acabou embargada pela Marinha em março de 2025. Diante do embargo e do longo desvio terrestre por Apiaí (SP), os moradores continuaram a usar a estrutura e relataram acidentes graves ao tentarem atravessar o rio a pé ou em botes.


Como solução definitiva por conta própria, a comunidade arrecadou cerca de R$ 29,2 mil e construiu uma passarela de pedestres com cerca de 50 metros de extensão sobre o Rio Pardo. 

Os usuários cobram uma atuação efetiva por parte das autoridades competentes de ambos os municípios.

Em nota, a Prefeitura de Iporanga informou que não recebeu nenhuma comunicação ou pedido das comunidades para a construção da passarela durante a atual gestão, desconhecendo também eventuais autorizações ambientais. 

O órgão declarou que o Executivo e o secretariado souberam da obra pelas redes sociais e que o projeto não contou com amparo técnico, ajuda financeira ou previsão orçamentária municipal. 

A Prefeitura de Adrianópolis também foi procurada pela reportagem, mas não respondeu aos questionamentos até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: Portal Rodonews GVR

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