Saiba quais são as cidades que fazem parte da região do Vale do Ribeira Saiba quais são as cidades que fazem parte da região do Vale do Ribeira - O Vale do Ribeira Saiba quais são as cidades que fazem parte da região do Vale do Ribeira 1
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Saiba quais são as cidades que fazem parte da região do Vale do Ribeira

A região do Vale do Ribeira, fica entre os estados de São Paulo e Paraná, com 28 municípios, sendo  21 paulistas e 7 paranaenses, abrangendo a Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e o Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananéia e Paranaguá Ecoturístico do Brasil.

Mapa da região do Vale do Ribeira
Mapa da região do Vale do Ribeira



Municípios do Vale do Ribeira do lado de São Paulo


  • Apiaí
  • Barra do Chapéu
  • Barra do Turvo
  • Cajati
  • Cananéia
  • Eldorado
  • Iguape
  • Ilha Comprida
  • Iporanga
  • Itaoca
  • Itapirapuã Paulista
  • Itariri
  • Jacupiranga
  • Juquiá
  • Juquitiba
  • Miracatu
  • Pariquera-Açu
  • Pedro de Toledo
  • Registro
  • Ribeira 
  • Sete Barras

Municípios do Vale do Ribeira do lado do Paraná

  • Adrianópolis
  • Bocaiúva do Sul
  • Cerro Azul
  • Doutor Ulysses
  • Itaperuçu
  • Rio Branco do Sul
  • Tunas do Paraná
Mapa Vale do Ribeira lado de São Paulo e Paraná
Mapa Vale do Ribeira lado de São Paulo e Paraná


Curiosidade: Saiba qual é  maior e menor cidade do Vale do Ribeira

Ribeira tem o menor número de habitantes da região, com apenas 3.320 pessoas morando na cidade. Registro tem a maior quantidade de habitantes do Vale do Ribeira, com 56.463 habitantes.

  • Como começou a ocupação da região do Vale do Ribeira
O litoral da Baixada do Ribeira era habitado por índios seminômades que se dedicavam à caça, pesca e à agricultura itinerante de mandioca e foi visitado por exploradores e colonizadores no início do século XVI. Caso da expedição de 80 homens organizada por Martim Afonso de Sousa para explorar o interior em busca de ouro e prata.

Nesse primeiro período de exploração mineral surgiram os dois núcleos embrionários do Vale do Ribeira: as vilas litorâneas de Cananéia e Iguape. cuja economia se baseava na lavoura de subsistência e na atividade pesqueira. A partir do século XVII , iniciou-se uma ocupação mais intensa do interior em busca de ouro. Com o intenso fluxo fluvial no rio Ribeira de Iguape começou a colonização em suas margens e surgiram as cidades de Sete Barras, Juquiá, Ribeira e Jacupiranga, Eldorado entre outras.

A descoberta de minas de ouro contribuiu ainda mais para o fim do isolamento do interior. A articulação fluvial entre Iguape e os núcleos surgidos rio acima, conferiu à cidade grande importância estratégica e seu porto adquiriu grande relevância nacional. Mesmo tendo perdido o posto de principal atividade econômica no decorrer do século XVII em decorrência da descoberta de minas em outras regiões, a exploração do ouro se estendeu até o início do século XIX.

Iniciou-se assim o desenvolvimento da agricultura e o porto de Iguape, responsável pelo escoamento de produtos e pela ligação econômica da região com o resto do país, passou a ser considerado um dos mais importantes do país. O arroz tornou-se o principal produto agrícola, com a utilização de mão de obra escrava, e passou a ser exportado para mercados europeus e latino-americanos. O crescimento da demanda fez com que fosse necessário facilitar o escoamento da produção arrozeira pelo porto de Iguape e baratear os custos com fretes. Por essa razão, em 1825, foi construído o Canal de Valo Grande, interligação entre o rio Ribeira de Iguape e o Mar Pequeno.

No entanto, as oscilações do mercado e a dificuldade em repor fatores de produção, combinados com a expansão das lavouras de café e a abolição do tráfico de escravos, contribuíram, no inicio do século XX, para o colapso da produção de arroz e a conseqüente estagnação econômica. A economia do Vale regrediu voltando ao estágio de agricultura de subsistência, que se prolongou e foi responsável pela acentuada decadência econômica regional.

No início do século XX começaram as culturas de banana e chá. A partir dos anos 1960, a construção de estradas de asfalto facilitou a chegada à região, contribuindo um pouco para o desenvolvimento local. A duplicação da BR-116, que ainda não está terminada, pode ser considerada mais um passo para a integração do vale aos centros urbanos.

Ainda na década de 1960 a importância ecológica da Bacia do Rio Ribeira de Iguape passou a ser reconhecida e foram criadas diversas áreas de reserva e proteção ambiental, fundamentais na preservação da biodiversidade do local. Essas áreas de proteção, entretanto, acabaram por afetar a população nativa que ficou privada do uso da terra e daquilo que garantia seu trabalho e subsistência.

São 21 municípios, e dois pólos de ecoturismo, que a cada ano recebem mais turistas. Dono da maior porção contínua de mata Atlântica do Brasil, este Vale, encravado na serra do mar, abriga um conjunto natural de florestas intocáveis, de águas puras e cristalinas que percorrem a região, alimentando os ricos ecossistemas e reiniciam seu ciclo ao desaguar nas baías do lagamar. 

Toda essa generosidade da mãe natureza acabou criando ambientes únicos e integrados entre si, onde podemos encontrar; rios, cachoeiras, trilhas que levam a mirantes e lugares paradisíacos, observar espécies de fauna e flora, com mostras únicas como bagre cego das cavernas e alguns ameaçadas de extinção como o papagaio da cara roxa, a onça pintada, e o mono carvoeiro o maior primata das Américas. Sem falar nos sítios arqueológicos que datam de 9.000 anos, e o legado histórico, que tece um mosaico de ambientes e culturas populares.

  • Hidrografia do Vale do Ribeira



Treze sub-bacias formam a bacia do Rio Ribeira.


Alto Ribeira, abrangendo os municípios de:

  • Barra do Chapéu
  • Itapirapuã Paulista
  • Apiaí
  • Itaóca
  • Iporanga
  • Ribeira
  • Adrianópolis

Baixo Ribeira, abrangendo os municípios de:

  • Apiaí
  • Iporanga
  • Eldorado
  • Sete Barras

Rio Ribeira de Iguape, abrangendo os municípios de:

  • Registro
  • Pariquera-Açu
  • Iguape

Alto Juquiá, abrangendo os municípios de:

  • São Lourenço da Serra
  • Juquitiba
  • Tapiraí

Médio Juquiá, abrangendo os municípios de:

  • Tapiraí
  • Juquiá
  • Miracatu

Baixo Juquiá, abrangendo os municípios de:


  • Juquiá
  • Tapiraí
  • Sete Barras

Rio São Lourenço, abrangendo os municípios de:


  • Miracatu
  • Pedro de Toledo
  • Juquiá

Rio Itariri, abrangendo os municípios de:

  • Itariri
  • Pedro de Toledo
Rio Una da Aldeia abrangendo o município de Iguape.

Rio Pardo, abrangendo o município de Barra do Turvo.

Rio Jacupiranga, abrangendo os municípios de:

  • Jacupiranga
  • Pariquera-Açu
  • Cajati
  • Registro

Vertente Marítima Sul, abrangendo os municípios de:


  • Cananéia
  • Ilha Comprida

Vertente Marítima Norte, abrangendo o município de Iguape.

  • Vale do Ribeira patrimônio da Humanidade

Por causa de tamanha conservação, a UNESCO declarou a região como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Dos 7% que se calcula terem sobrado da cobertura original da Mata Atlântica, a maior extensão contínua (35 mil quilômetros, área maior que a de Alagoas) da floresta é justamente a do Vale do Ribeira, que juntamente com a porção Paranaense, formam todo esse corredor biológico.

Geograficamente, o Vale do Ribeira pode ser divido em Alto, médio e baixo vale, uma vez que em seu território, encontramos ecossistemas associados, desde ambientes serranos, passando por baixadas com espécies nativas, até findar no extremo sul do litoral.


Para quem busca conhecer lugares inóspitos e de total harmonia com o meio rural, encontrará cidades como ITAÓCA, que possui um belo conjunto de sítios arqueológicos, e artesanatos ímpares, pela beleza rústica que apresenta.

  • Conheça o Turismo no Vale do Ribeira

BARRA DO CHAPÉU, com seus rios e corredeiras, onde se pode praticar raffiting, e um circuito de arvorismo que leva o visitante por um maravilhoso passeio em meio à copa das arvores, proporcionando uma visão única das paisagens.


Apiaí e Iporanga, duas pequenas cidades no alto da serra, que são ligadas por uma estrada-parque, abrigam cavernas e grutas que por sua vez formam o maior conjunto espeleológico do país. São galerias com formações raras, e algumas delas só podem ser visitadas em grupos pequenos, num período de 4 em 4 anos e pré-inscritos na Sociedade Brasileira de Espeleologia, que já conta listas de espera até 2015. Mas todo esse tesouro esta protegido no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR, uma das muitas Unidades de Conservação do Vale, criadas para , guardar e proteger sob legislação especifica, o patrimônio natural da região.


O parque tem três núcleos de visitação, sendo um em APIAÍ - o núcleo Caboclos, que é formado por grutas e lugares, místicos de formações exóticas. Esse município, assim como outros do Vale, foi sendo colonizado a partir da busca pelo ouro e pedras.

Outros dois ficam em Iporanga morada da Casa de Pedra caverna com o maior portal de pedra do mundo, registrado no Guines book. O núcleo Ouro Grosso, com cavernas que chegam a ter até 3 quedas da água em seu percurso, e o núcleo Santana, que é o mais visitado e possui a melhor infra estrutura do parque, além das centenas de outras que são visitadas apenas por pesquisadores e funcionários, e que estão sendo estruturadas para futuramente abrir a visitação publica. Essas cidades recebem turistas e visitantes de todo Brasil e também de países do MERCOSUL, que se hospedam nas diversas pousadas e hotéis disponíveis na cidade.


Nesse inicio de viagem encontra-se passeios para todos os públicos e idades. Há trilhas recheadas de adrenalina e esportes na natureza, como rapel, cascading, caminhadas com interpretação ambiental e até o bóia cross, uma modalidade muito original onde o visitante desce corredeiras de águas vindas direto da serra, por um determinado percurso, variando o grau de dificuldade, muito divertido e curioso. Todos os passeios são acompanhados por monitores ambientais, capacitados para atuar nos roteiros disponíveis. 

Caverna do Diabo
Caverna do Diabo ou Gruta da Tapagem 



Em 2 horas, de viagem , chegaremos a Eldorado, uma cidade formada a partir da busca pelo ouro. Aqui, fica a famosa Caverna do Diabo, ou gruta da Tapagem para os mais ortodoxos. O núcleo faz parte do Parque Estadual de Jacupiranga- PEJ, e possui um centro de visitantes com diversas informações da área, amplo estacionamento, restaurante, chalés e camping, que hospedamos visitantes. A caverna é linda e tem acesso, todo calçado, o que torna o passeio fácil e contemplativo, para todas as idades. Ainda há trilhas ecológicas, cachoeiras e grutas que levam o turista a compreender melhor porque este é um dos núcleos mais visitados do parque. Com um pouco mais de disposição pode-se chegar a uma seqüência de cachoeiras belas que termina na Queda do meu Deus, onde um véu de água que despenca de 90 metros de queda livre, formando um grande poço de águas puras e transparentes, que nos deixa molhados sem entrar na água, isso mesmo! Só a nuvem formada peça força da queda no poço, já é o suficiente para tomar um banho refrescante. Na chegada monitores ambientais fazem a recepção e orientam sobre os melhores passeios.

O médio Vale é composto por cidades que formam o eixo BR 116, rodovia federal que corta a região e liga as capitais de São Paulo e Curitiba.

Algumas contam com uma melhor infra-estrutura, em questões de comércio e serviços, mas também possuem atrativos que merecem ser visitados, principalmente por sua localização, sendo “passagem” para outras cidades como; Miracatu, Pedro de Toledo, Juquiá, Registro, Jacupiranga, Cajati, Barra do Turvo. Todos esses lugares , possuem belas cachoeiras e rios, para pesca esportiva e prática de esportes aquáticos. Também encontramos , trilhas ecológicas e lugares próprios para vôos de asa delta e paraglider, além de festas populares que ocorrem durante o ano, com comidas típicas e clima serrano.

Em PARIQUERA-AÇÚ, suas baixadas revelam passeios diferenciados. O Parque Estadual da Campina do Encantado tem lugares mágicos. Em certa época do ano algumas áreas ficam totalmente alagadas, renovando os ciclos de vida da mata, e a impressão de estar num pantanal atlântico. Quando esta seca, o passeio pela trilha mostram belezas raras, e um fenômeno natural, que encanta os visitantes O chão ao ser perfurado com um bambu, libera um gás natural, gerado a partir de compostos orgânicos do solo. Em uma demonstração o monitor atea fogo na outra extremidade, dando um show a parte - daí o nome Campina do Encantado. A cidade diferente de outras na região, teve parte de sua colonização feita por europeus, primeiro sendo passagem para outros locais, e por estar numa localização estratégica. Mais tarde Pariquera-Açú, fica conhecida pela famosa Festa das Nações, onde os visitantes podem desfrutar de festival de danças e comidas típicas dos italianos, portugueses, espanhóis, alemães entre outros.

A partir daí, dois caminhos levam ao litoral, onde belas praias, ilhas e passeios históricos nos levam ao descanso completo e viagens inesquecíveis.

Na região mais densamente ocupada do país, um paraíso serve de berçário à vida do Atlântico Sul e, junto com a Mata Atlântica que o envolve, abriga uma das maiores biodiversidades do Brasil. O lagamar constitui-se na mais rica composição de ecossistemas associados na região sul do Estado de São Paulo. O Lagamar é considerado o "berçário do Atlântico" pela grande quantidade espécies de peixes e crustáceos que nascem na região. A diversidade biológica do lugar, com florestas, campos, praias, rios e cachoeiras possibilitam opções turísticas para todos os gastos e públicos. Há um sítio arqueológico com objetos de populações de mais de cinco mil anos. Ainda é possível encontrar na baía os golfinhos se ali se reproduzem, e podem-se observar muitas espécies de mamíferos e aves, alguns em extinção


Dificilmente, porém, alguém se lembraria de incluir nesta listagem uma faixa costeira de 200 quilômetros, entre os municípios de Iguape, em São Paulo, e Paranaguá, no Paraná, conhecida pelo estranho nome de Lagamar. Em 1991, no entanto, quando a UNESCO decidiu fazer da Mata Atlântica nos dois Estados a primeira Reserva da Biosfera brasileira, o Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape-Paranaguá seu nome científico acabou ganhando um lugar no seleto grupo de santuários ambientais. Considerada uma das mais ricas biodiversidades do país. Apesar de espremido entre o porto paranaense, Paranaguá, e as praias paulistas do litoral mais cobiçado por empreendimentos turísticos, a natureza sobreviveu incólume, tanto na terra quanto no mar. O Lagamar é o berçário do Atlântico Sul, garante a oceanógrafa Yara Schaeffler Novelli, da Universidade de São Paulo (USP). Em suas águas se reproduzem diversas espécies de peixes e crustáceos, garantindo a sustentação de uma fabulosa cadeia alimentar marinha.


Em terra, onças, capivaras, tamanduás-mirins, macacos muriquis os maiores das Américas convivem com animais endêmicos e ameaçados de extinção, como o papagaio-cara-roxa (Ama-zona brasilien-sis) e o precioso mico-leão-caiçara (Leontopithecus caiçara). Mas estas não são as únicas espécies em risco encontradas no Lagamar. Lá também vivem o jacaré-de-papo-amarelo e a quase esquecida ariranha-de-planície (Ptero-nura brasiliensis), parente distante da lontra considerada extinta na Região Sudeste.


Mais intrigantes ainda são os sambaquis, ou casqueiros, reservatórios parecidos com os deixados pelo mar. A diferença é que eles foram criados pelo homem e acabaram levando para o Lagamar arqueólogos interessados na cultura perdida dos conchófagos.

Talvez tenham sido estes estranhos homens as primeiras testemunhas humanas a pôr os olhos na paisagem que emergiu das entranhas do oceano. Provavelmente, na época o mesmo conjunto de ilhas e ilhotas que ainda hoje caracteriza a região. Algumas se renderam à ocupação humana e sustentam cidades com até 20 000 habitantes, como a Ilha de Iguape e a de Cananéia. Muitas outras, porém, permanecem quase intocadas, como a Ilha do Cardoso, a Ilha do Mel e a Ilha das Peças.

Fruto da miscigenação entre europeus, indígenas e escravos africanos, o povo Caiçara é testemunho vivo da formação do povo brasileiro. A palavra Caa-içara é de origem tupi-guarani, e serve para denominar as comunidades de pescadores tradicionais dos Estados de São Paulo, Paraná e sul do Rio de Janeiro, essa cultura é uma das primeiras que surgiram no Brasil pós descobrimento. A cultura caiçara é uma manifestação popular que reúne musica e dança, está associada ao trabalho a lavoura, e na pesca.



IGUAPE

Bom Jesus de Iguape
Bom Jesus de Iguape



Foi sede da primeira casa da moeda nos tempos do Brasil colônia, quando todo ouro que era arrecadado pelas capitanias, iam para a vila de Iguape para ser fundido e então transformado em moedas de ouro. Mais tarde os arrozais fizeram a pequena vila crescer e ganhar casarios coloniais, em sua maior parte preservados até hoje. Iguape ficou muito famosa com a descoberta de um santo milagroso por pescadores que apareceu misteriosamente nas margens do mar pequeno, ou braço de mar na década de 50. O Bom Jesus de Iguape, atrai ainda hoje milhares de peregrinos , durante 10 dias de festa em sua homenagem, que lotam a cidade. Eles vêem de toda parte do país e ate do exterior e configura-se como a 2ª maior festa religiosa do Brasil. A forte cultura local, realiza festas populares durante todo o ano, artesanato e danças caiçaras também fazem parte do ciclo cultural, sem falar no centro histórico, sendo o mais preservado da região. Iguape ainda reserva museus, igrejas e praças que ficam espalhadas pela cidade. A “fonte do senhor” recebe muitos visitantes, aonde os mesmos vão para tirar lascas de uma pedra considerada milagrosa, e alguns contam que ao colocar a pedra dentro de um recipiente de vidro, a mesma multiplica-se misteriosamente. Em 1980, foi erguido no morro da espia, de fronte para a cidade, uma réplica do Cristo Redentor, com tamanho 10 vezes menor que o original no Rio de Janeiro, virando mais um atrativo turístico, e de onde é possível se ter uma das mais belas vistas da cidade, ou simplesmente contemplar o por do sol, com o mar ao fundo. Explorando mais Iguape, seguimos para o bairro Barra do Ribeira, onde uma vez por ano acontece a Festa do Robalo, um delicioso peixe do mar que é preparado de diversas formas numa verdadeira festa gastronômica. O lugar dispõe de monitores ambientais, que recebem os visitantes e orientam para os melhores passeios.


De Iguape, atravessamos para a bela ILHA COMPRIDA. Essa faixa de areia, com 70 km de extensão, proporciona momentos de relax total, com o vento soprando a face, e apenas o barulho das ondas quebrando na praia. De carro mesmo é possível seguir pela praia, até chegar às ultimas dunas do Estado. Acompanhados de um monitor, o passeio na vila de pedrinhas nos leva á uma comunidade de pescadores. A Ilha também é agitada e para quem gosta de uma balada, não pode deixar de conhecer os quiosques, que fazem a alegria do publico na noite. Tem também a feirinha de artesanatos na praça central, que fica em frente ao corpo de bombeiros, além dos bares e restaurantes que servem petiscos e pratos tradicionais. Ao longo do ano, diversos eventos e shows, marcam a vida cultural de Ilha Comprida, são exposições, mostras de arte, cinema, teatro, campeonatos de Surf, MotoCross, Wind surf, e outras modalidades aquáticas. A Ilha possui uma boa infra-estrutura e investe cada vez para dar conta da demanda crescente, principalmente em feriados de fim de ano e Carnaval.


Para fechar a nossa volta pelo Lagamar, vamos desembarcar em CANANÉIA, a primeira vila do Brasil. Teve início em 1502, quando um Bacharel Português, homem ilustre e muito culto, chegou à costa brasileira, tendo sido degredado de Portugal por questões religiosas e políticas. Este fato é retratado em Lendas e Histórias (A Lenda de Caniné). Foi “oficialmente descoberta”, no mesmo ano pela esquadra de Martin Afonso de Souza, e anos depois virou palco de guerra na disputa de terras entre Portugal e Espanha. A partir de sua colonização outras frentes foram povoando a região do Vale do Ribeira em busca do ouro e metais preciosos.


Foi classificada como “Cidade Monumento’’ por lei federal nº2. 627, de 1.966, teve seu centro inscrito no livro do Tombo V, resolução nº06, de 27.11.69. Em 1973, teve seu tombamento revisto e modificado sendo definidas cinco manchas que englobam os bens imóveis tombados, uma vez que essas manchas se sobrepõem e, ainda, se preservará todo o núcleo histórico. Essa pequena ilha, já chegou a ter mais de 50 estaleiros, sendo responsável pela indústria naval do Brasil no século XVII e XVIII.


Cananéia é formada por um conjunto de ilhas e uma área continental. Esta Ilha no extremo sul do estado reserva para os turistas, passeios náuticos, pescarias, trilhas ecológicas, parques, museu, centro histórico com a primeira igreja do Brasil uma construção fascinante construída com restos de sambaquis e uma liga feita a partir do óleo de baleia, a igreja foi erguida sob um antigo cemitério indígena e servia de abrigo para os moradores da vila, durante o período de guerra; comunidades tradicionais que hoje abrem sua porta para o turismo e revelam o simples modo de vida do caiçara com seu artesanato, danças, ritmos e pratos típicos da cultura local. Ainda andando pelas ruas de pedra, o visitante pode observar artesanatos da cultura caiçara, que são vendidos na Rua do Artesão, uma visita ao museu municipal, traz a grande surpresa, o grande tubarão branco esta em exposição no museu municipal, na rua mais antiga da cidade. Esse foi o 2º maior tubarão branco do mundo pego em águas do atlântico sul.


As praias de Pereirinha e Marujá ficam no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, ambas de areias branquinhas e praticamente desertas, ficam de frente para o Oceano Atlântico. Observação de flora e fauna, trilhas de interpretação ambiental e contemplativas, fazem a alegria dos visitantes. A cidade dispõe de infra-estrutura para todos os bolsos e gostos, desde campings, passando pelas pousadas, que ampliaram a oferta de serviços e hoje garantem hóspedes ao ano inteiro oferecendo uma recepção diferenciada que inclui pacotes turísticos completos, garantindo a total satisfação de seus hóspedes. Existe a opção por serviços mais sofisticados, que acaba salgando os preços principalmente nas altas temporadas. Os restaurantes servem o melhor da culinária caiçara e no circuito de turismo rural, pode-se degustar pratos preparados com ingredientes frescos, vindos de hortas orgânicas e de cercos de pesca artesanal, onde o peixe permanece vivo em seu habitat natural , até o momento de ir para a panela de barro no fogão a lenha. Escunas e voadeiras levam o visitante para passeios , nas praias do parque passando pela baía dos golfinhos, e até mesmo uma vila “fantasma”, que foi abandonada por seus moradores e, os poucos que sobraram , acabaram morrendo, devido ás ressacas do mar. Este fato gerou histórias e a Vila do Ararapira hoje recebe turistas que querem conhecer as casas ainda intactas, a velha igreja com seus santos, e bancos e o cemitério da vila, que uma vez por ano, recebe os descendentes que vão limpar a vila e reverenciar os seus antepassados.


O imponente morro de São João fica a apenas alguns minutos do centro histórico, e guarda a melhor imagem da Ilha, onde observamos a Ilha Comprida, praia da pereirinha, Ilha do Bom Abrigo, e o farol, parte continental de Cananéia, é realmente uma visão inesquecível....


Viajar pelo Vale do Ribeira é mergulhar em ambientes naturais, é conhecer a rica cultura local, e desvendar histórias da própria história do Brasil, desbravando-se em roteiros, cheios de aventura e emoção, levando na bagagem imagens e sensações inesquecíveis.

Fontes da pesquisa : Site "O Melhor do Vale do Ribeira", Site "Cílios do Ribeira, Site "Wikipédia" .


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