Deputado Paulo Alexandre Barbosa apoia leis mais duras contra agressores e ampliação da proteção às mulheres

Na Câmara dos Deputados, o parlamentar levanta a bandeira da causa feminina em votações e iniciativas que fazem a diferença na vida das brasileiras

 

Deputado Paulo Alexandre Barbosa apoia leis mais duras contra agressores e ampliação da proteção às mulheres
Deputado Paulo Alexandre Barbosa apoia leis mais duras contra agressores e ampliação da proteção às mulheres


Março, mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher, reforça a mobilização por igualdade de direitos e pelo enfrentamento da violência de gênero. Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa tem defendido, como uma das bandeiras de seu mandato, o fortalecimento de políticas públicas e o endurecimento da legislação contra agressores de mulheres.

 

“Não podemos mais permitir que as mulheres vivam com medo em nosso país. Temos visto uma crescente de crimes bárbaros contra centenas de brasileiras, o que gera insegurança e sensação de impunidade. Os agressores precisam voltar a temer as leis”, afirmou Barbosa.

 

O parlamentar votou favoravelmente ao Projeto de Lei nº 2.942/24, aprovado pela Câmara e Senado, que permite ao juiz determinar que agressores passem a utilizar tornozeleira eletrônica quando houver risco para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A proposta também aumenta de 5% para 6% a parcela do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) destinada a ações de combate à violência contra o público feminino.

 

Pelo texto, tanto a polícia quanto a vítima devem ser alertadas caso o agressor se aproxime indevidamente. No caso da mulher, o aviso poderá ser feito por meio de aplicativo no celular ou outro dispositivo de segurança. O projeto, que segue para sanção do Executivo, também estabelece que o monitoramento eletrônico seja aplicado com prioridade em casos de descumprimento de medidas protetivas anteriores ou risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima.

 

Segundo o deputado, o enfrentamento da violência exige integração entre diferentes esferas de governo. “Precisamos implementar ações efetivas, além de fortalecer as políticas de segurança nos municípios”, pontuou. “A articulação entre estados e União é fundamental para garantir proteção às vítimas e combater diferentes formas de violência”.

 

O deputado também votou favoravelmente a dois PLs que deram origem a importantes leis: a de nº 15.123/2025, que agrava a pena para violência psicológica contra mulheres cometida com uso de inteligência artificial e deepfakes; e a 15.160/2025, que põe fim à prescrição reduzida e aos atenuantes de idade para autores de crimes sexuais contra mulheres.

 

Barbosa ainda votou “sim” ao PL nº 727/2026, hoje no Senado, que aprova a comercialização de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres. Além disso, o parlamentar apoia o PL nº 953/2026, que propõe o aumento da pena máxima para feminicídio de 40 para 50 anos de prisão – a proposta segue no Senado e ainda não passou pela Câmara dos Deputados. “Quem agride, ameaça ou tira a vida de uma mulher precisa enfrentar o rigor da lei”, enfatizou o parlamentar.

 

Entre as votações favoráveis – que avançaram para o Senado – também está o PL nº 6.222/2025, que institui a Mobilização Nacional dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, com o objetivo de intensificar ações de prevenção e enfrentamento; o PL nº 481/2025, que prevê campanhas educativas permanentes para orientar a população sobre prevenção e denúncia da violência doméstica; e o PL nº 6.415/2025, que institui a Política Nacional de Assistência Jurídica Obrigatória às Vítimas em Situação de Vulnerabilidade, garantindo atendimento jurídico integral, gratuito e efetivo a vítimas de violência, especialmente mulheres.

 

PAB apresentou projeto de lei para proteger mulheres

Visando maior proteção aos passageiros, principalmente as mulheres, Paulo Alexandre apresentou o PL nº 3.909/2023, que cria nova tipificação no Código Penal para “Abandono de Passageiro Incapaz”. A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, é uma alteração no Artigo 133 para incluir pena de reclusão de dois a cinco anos em casos em que o motorista abandone, “quando em transporte de pessoas, seja de natureza gratuita ou onerosa, de caráter ou público, passageiro incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”.

 

O objetivo do projeto é evitar episódios como o da jovem de 22 anos que foi estuprada após ser abandonada por um motorista de aplicativo em Belo Horizonte (MG), em 2023. O texto propõe, inclusive, que a pena aumente em casos em que o abandono de incapaz resultar em crime contra a dignidade sexual – o tempo de reclusão nestes casos passará a ser de três a oito anos. O PL sugere ainda o aumento de um terço da pena quando a vítima estiver incapacitada, por qualquer motivo, de exprimir consciente e livremente sua vontade. 

 

Legado em Santos

Antes de chegar à Câmara Federal, Paulo Alexandre Barbosa governou Santos entre 2013 e 2020, período em que implantou políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Entre as iniciativas estão o Programa Mãe Santista, que garante acompanhamento desde a gestação, e a ampliação do atendimento da Delegacia da Mulher 24 horas na cidade.

 

Outra iniciativa foi o Programa Parada Segura, que permite que mulheres solicitem o desembarque de ônibus à noite em qualquer ponto do trajeto, mesmo fora das paradas oficiais, ampliando a segurança no transporte público. Também foi fortalecido o Programa Guardiã Maria da Penha, que mobiliza a Guarda Civil Municipal para acompanhar mulheres com medidas protetivas determinadas pela Justiça.

 

Foi criada, ainda, a Casa das Anas, lar que acolhe mulheres em situação de risco social, bem como seus filhos, durante a fase de transição para um novo começo, período de até 1 ano. No local, vítimas de violência e/ou em situação de rua passam a ter acesso a atendimentos psicológicos e sociais, bem como a cursos de capacitação e profissionalização. Por fim, as crianças têm vagas nas escolas da rede municipal.

 

“Seguiremos firmes trabalhando para que nenhuma mulher tenha medo de viver, trabalhar ou sonhar. Defender as mulheres é defender as famílias, a sociedade e o futuro do país”, concluiu.

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