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Iguape na Revolução de 1932





Ao tomar o poder em 1930, Getúlio Vargas destituiu todas as autoridades do país, substituindo-as por pessoas de sua confiança. Para os estados, foram nomeados interventores federais, que, por sua vez, nomeavam, por decreto, os prefeitos municipais. O Legislativo foi fechado e o prefeito governava o município sem o auxílio dos vereadores. Apenas em 1936 é que seriam realizadas eleições para o primeiro Legislativo após a Revolução de 1930.

Iguape na Revolução de 1932
Batalhão Redendor Filhos de Iguape. De pé, da esquerda p/direita: 1) Não identificado (n.i..); 2) n.i.; 3) Andrelino Nicolau Slindvain; 4) Antônio Pataca; 5) n.i.; 6) Sizenando Carvalho; 7) Catira; 8) n.i.; 9) Servino Paulino da Silva; 10) Theophilo Fortes; 11) n.i. No meio, de joelhos: 1) João Leandro de Souza; 2) n.i.; 3) Antônio Pedroso; 4) n.i.; 5) Nico; 6) Rafael Cambuçu; 7) Sarovita. Deitados: 1) n..i.; 2) João Pedro; 3) Chico do Vale; 4) Joãozinho Carvalho; 5) n.i.; 6) Benedito Pipa. (Foto: Acervo Arthur Fortes Filho). 



Dois anos após Vargas se instalar no Palácio do Catete, eclodia em São Paulo a Revolução Constitucionalista, que tinha por objetivo obrigar o presidente a dar uma nova Constituição ao País, pois a que vigorava, de 1891, não estava sendo respeitada.

No dia 23 de maio, um protesto contra o governo federal resultou na morte de quatro jovens: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Com as iniciais desses nomes, dias após, seria formada a sigla MMDC, que virou o logotipo da revolução constitucionalista.

E assim, no dia 9 de julho, explodia em São Paulo o movimento constitucionalista, apoiado amplamente pelo povo paulista. Foram meses de muita luta. Centenas de jovens paulistas sucumbiram nas trincheiras, motivados pelo ideal da constitucionalização do Brasil.

Como todo o efetivo policial das cidades paulistas fora requisitado pelo Governo do Estado, foi criada em cada município uma Guarda Municipal, formada pelos próprios cidadãos locais. Essa corporação era também conhecida pelo nome de Polícia Municipal, que, em Iguape, foi criada no dia 15 de julho de 1932, e era composta por 222 cidadãos iguapenses, que se apresentaram voluntariamente para o policiamento da cidade.
           
No dia 23 de julho, foi criada a Comissão da Guarda Paulista do MMDC, ou Comissão Municipal, como era conhecida, constituída pela Frente Única Paulista no Município, cujo propósito era trabalhar pela organização dos batalhões civis que deveriam permanecer de prontidão, aguardando o momento de entrar em combate. Essa comissão era formada por destacados cidadãos da época: o prefeito de Iguape, capitão Floramante Regino Giglio, Luiz Gonzaga Muniz, Paulo Barreiros, Álvaro Martins de Freitas e Hermelino França Júnior. Foram também criadas comissões idênticas nas subprefeituras dos então distritos iguapenses (hoje emancipados): Registro, Juquiá, Miracatu e Pedro de Toledo.

Essa comissão, apelando ao patriotismo das mães iguapenses, pedia que elas autorizassem seus filhos a se empenharem na luta “pela honra de São Paulo e do Brasil”. Segundo os inflamados slogans da comissão, o momento era de ação: “São Paulo é um só homem, um só pensamento. Levantou-se o Brasil em armas desde as chapadas do Amazonas às coxilhas do Rio Grande!” Cartazes com os dizeres– “Às armas! Viva Iguape! Viva São Paulo! Viva o Brasil uno e varonil!”  eram afixados por toda a cidade.  Iguape fervilhava. A emoção, o amor à Pátria, e em especial ao Estado de São Paulo, eram bradados aos quatro cantos.

Foram também nomeadas subcomissões distritais: para Registro, Manoel Honório Fortes e Luiz Pires; Juquiá, Uriel Marques e João Adorno Vassão; Miracatu, coronel Diogo Martins Ribeiro Júnior e Roldão Constâncio Ferreira; e Pedro de Toledo, Joaquim Fernandes e J. Regino Vasconcelos. Essas subcomissões, de acordo com as instruções da Comissão Municipal de Iguape, teriam a colaboração dos subprefeitos dos respectivos distritos.


Iguape na Revolução de 1932
Legionários e voluntários iguapenses. (Foto: Acervo Ary de Moraes Giani). 


O “BATALHÃO REDENTOR”

Nesse mesmo dia 23 de julho, foi recrutado expressivo número de voluntários, que passaram a integrar o Batalhão Patriótico da cidade, que chamar-se-ia Batalhão Redentor (ou Redemptor, na grafia da época)Filhos de Iguape, nome escolhido em virtude da “grandiosa cruzada da redenção” que os seus componentes empreenderiam para a defesa de São Paulo.

           
A 1º de agosto, a Comissão do MMDC de São Paulo, Seção do Interior, solicitava o encaminhamento para a Capital dos voluntários já apresentados, para serem devidamente treinados, pedindo ainda que a Comissão Municipal prosseguisse com o alistamento de voluntários. A Comissão decidiu telegrafar aoMMDC comunicando que o serviço de alistamento continuava a ser feito com todo o entusiasmo e que alguns reservistas do     município já haviam seguido para a Capital. Resolveu, ainda, telegrafar às subcomissões distritais, por intermédio dos subprefeitos, transmitindo-lhes os dizeres do MMDC da Capital.

Foi providenciada a confecção de fardamentos para uniformizar os voluntários alistados. Esse Batalhão Patriótico ficou aquartelado, antes da partida, nos prédios da Cadeia Velha e do Fórum da cidade. Era juiz de direito o Dr. Phydias de Barros Monteiro.

Esse primeiro destacamento do Batalhão Redentor Filhos de Iguape partiu para o front no dia 4 de agosto, com destino a Juquiá para combater as forças federais ali instaladas. Para a partida desse batalhão, organizou-se uma grande comemoração, a fim de se homenagear aqueles bravos e destemidos jovens que partiriam rumo aos campos de batalhas, arriscando a própria vida para a defesa da honra de São Paulo.

Inicialmente, os integrantes do batalhão assistiram à missa celebrada pelo padre Henrique Harbeck. Logo em seguida, por uma comissão de senhoras iguapenses, foi servido chocolate quente e doces aos voluntários. Depois, apesar da chuva torrencial que caía sobre a cidade, o pelotão desfilou garbosamente pelas ruas centrais de Iguape, sob os entusiásticos aplausos do povo iguapense.

No Porto General Osório, onde se deu o embarque, ao lado das autoridades e de pessoas gradas, acotovelava-se a multidão. Coroando a cerimônia de despedida, duas moças da sociedade, num gesto que deixou transparecer o patriotismo e a fé da mulher iguapense, pregaram às fardas dos voluntários medalhas com a efígie do Senhor Bom Jesus de Iguape. Fizeram-se ouvir vários oradores, entre eles, João Bonifácio da Silva, Joaquim de Souza Oliveira e a professora Amância Alves Muniz. Finalmente, debaixo da aclamação cívica dos que ficavam em terra, o vapor Rio de Una afastou-se, levando os bravos soldados iguapenses.

Esse batalhão, composto por 41 voluntários, era comandado pelo sargento José Nogueira e levava a bordo também o diretor do Grupo Escolar de Iguape, professor Bento Pereira da Rocha. Incorporados a esse pelotão, seguiram 17 jovens da cidade de Cananeia. O sargento José Nogueira também foi o autor do hino do Batalhão Redentor, cantado a plenos pulmões pelos voluntários rumo aos campos de batalha:

De São Paulo
Partiu o heróico grito
Que reboou no céu
Cortando os ares.
Nós queremos a lei e a justiça
Que na terra é a liberdade.

De Iguape
 Seguiremos irmanados
Tendo em mira
Conquistar a glória.
Lutaremos com todo o denodo
Até ganharmos os loiros da vitória.

(Estrebilho)

Constituinte...
Constituinte...
Nós queremos vezes mil
Ou vencermos nesta luta
Ou morrer pelo Brasil.”

A REVOLUÇÃO CONTINUA

Por esse período, várias lutas sangrentas se desenrolavam em São Paulo. Das duas partes, tombavam centenas de mortos, banhando de sangue o Estado. O mês de agosto chega ao fim, inicia-se o mês de setembro e a revolução, já próxima do final, ainda consegue polarizar as atenções de todos.

Chega o dia 7 de setembro e a Comissão Municipal empenhou-se ao máximo para que a data fosse comemorada condignamente. Pela manhã daquele dia, foi celebrada missa pelo padre Pedro Gomes, capelão da Companhia Isolada do Exército de Santo Amaro (C.I.E.S.A.), companhia à qual estava incorporado o Batalhão Redentor, que contou com a presença da Guarda Municipal e do batalhão comandado pelo tenente Campos. À tarde, sob o olhar atento da população, saiu pelas ruas o desfile escolar realizado pelos alunos e professores do Grupo Escolar, sendo a festividade abrilhantada pela banda musical Santa Cecília, dirigida pelo maestro Paulo Massa.

Passa a empolgação pelo dia 7, mas não o fascínio pela Revolução. No dia 9 de setembro, um telegrama expedido pelo sargento José Nogueira comunicava estar suspensa a remessa de voluntários para Registro até segunda ordem, devido ao excesso de legionários aquartelados no distrito, sendo que os voluntários futuramente alistados deveriam permanecer em Iguape aguardando novas instruções.

No dia 12 de setembro, em telegrama enviado ao comandante Campos, da praça de Posto de Linha, a Comissão Municipal manifestou o seu contentamento pela vitória alcançada pelo destacamento do comandante na luta que travou contra os federais naquela localidade, expressando, ainda, a sua satisfação pela maneira exemplar como se comportou um dos seus subordinados, o iguapense Antônio de Campos Collaço.

No total, até o final da Revolução foram alistados, segundo o Livro de Alistamento da Comissão Municipal, um número de 76 voluntários, inscritos no período de 23 de julho a 26 de setembro de 1932, e que incorporaram o Batalhão Redentor Filhos de Iguape. É preciso levar em conta que muitos revolucionários, cujos nomes não constam do mencionado livro, também participaram da Revolução. Portanto, o número de voluntários iguapenses foi superior aos 76 soldados oficialmente inscritos. Esse número, somado aos 222 cidadãos que formaram a Polícia Municipal, perfazem um total oficial de 298 iguapenses que, direta ou indiretamente, prestaram a sua colaboração à causa de São Paulo.

Segundo vários depoimentos, apenas cinco voluntários iguapenses, integrantes do Batalhão Redentor, saíram feridos dos campos de batalha, não havendo, felizmente, qualquer baixa.


Iguape na Revolução de 1932
Vapor "Rio de Una", com os revolucionários iguapenses. (Foto: Arquivo Tribuna de Iguape). 


A REVOLUÇÃO MOBILIZA A CIDADE

Tão logo eclodiu, a Revolução polarizou as atenções do povo iguapense. Muitas comissões, destinadas a amparar a causa revolucionária, foram criadas na cidade. A Comissão Pró-Donativos às Famílias dos Voluntários Iguapenses, formada por  senhoras da sociedade local, tinha por objetivo amparar as famílias dos revolucionários que     partiram para o front e que eram arrimo de família. A Prefeitura Municipal organizou a Comissão Para Angariar Donativos, também formada por senhoras iguapenses, cujo propósito era arrecadar dinheiro e mantimentos para o êxito da Revolução.

Foi criada a Cruz Vermelha iguapense, composta por senhoras da cidade, para prestar auxílio aos feridos e dar assistência médico-hospitalar aos revolucionários e a seus parentes. A cidade foi dividida em quatro quarteirões, sendo designadas comissões para verificar o número de necessitados. Até o dia 31 de agosto havia sido apurada a existência de 171 famílias, num total de 925 pessoas, as quais receberam gêneros alimentícios e atendimento médico. Deve-se ser destacado o trabalho do Dr. David Coda, que não mediu esforços no sentido de amparar as famílias carentes.

A exemplo do que acontecia em outros municípios, em Iguape também foi instituída, pela Prefeitura, aCampanha do Ouro para a Vitória, para arrecadar peças de ouro, prata, cobre e outros metais e pedras preciosas  destinadas à causa revolucionária. Aos doadores, o prefeito fornecia recibos, sendo depois enviados diplomas de São Paulo. A Coletoria Estadual local também angariava metais destinados a essa campanha, sendo que até 31 de agosto, haviam sido arrecadados donativos efetuados por 61 pessoas em ouro, cobre e outros metais. O doador também recebia como comprovante um anel de ferro, onde se lia a legenda: “Dei ouro para o bem de São Paulo”.

As mulheres iguapenses – mães, esposas, filhas, noivas e namoradas – reuniam-se diariamente nas dependências do Grupo Escolar ou em seus próprios lares, para confeccionarem fardamentos, agasalhos, meias de lã e, segundo se lê num jornal da época, chapéus de pano (“misto de capuz e capacete de explorador”), produtos que seriam remetidos aos soldados não só da cidade como também aos que eventualmente passassem por Iguape, destacados ou a passeio. Para a realização dessa tarefa, as mulheres da cidade abandonavam seus afazeres domésticos e se entregavam de corpo e alma à causa paulista.

No total, foram 87 dias de combates – de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 –, com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200 mortos. Iguape inscreveu com bravura o seu nome nos anais da luta pela liberdade de nosso país.


OS REVOLUCIONÁRIOS IGUAPENSES DE 1932

            Oficialmente, de acordo com o Livro de Inscripção de Voluntarios Para o Batalhão  de Iguape, foram alistados 76 jovens, no período de 23 de julho a 26 de setembro de 1932,  que integraram oBatalhão Redentor. Contudo, muitos outros jovens também arriscaram suas vidas por São Paulo sem terem assinado seus nomes no mencionado livro de alistamento. Dessa maneira, publicamos abaixo a relação dos 76 voluntários que se alistaram oficialmente, discriminando suas idades e profissões.

            NOME                                                 IDADE          PROFISSÃO               RESIDÊNCIA
            1. José Nogueira                                24                   Comércio                    Iguape
            2. Alcides Cardoso                            22                    Mecânico                    Iguape
            3. Amaro Serrador                             24                    Operário                     Iguape
            4. João Rocha                                    24                    Operário                     Iguape
            5. Manoel Paulino da Silva               23                    Pescador                     Iguape
            6. Américo Amâncio                         26                    Operário                     Iguape
            7. João Santiago de Carvalho            20                    Ajud. Pol.                   Iguape
            8. Carlos de Campos Collaço            23                    Comércio                    Iguape
            9. Adélio Fortes                                 18                    Comércio                    Iguape
            10. Celso Veiga                                 20                    Operário                     Iguape
            11. Antônio Andrade                         27                    Enfermeiro                 Iguape
            12. Lucilio Carneiro                          27                    Operário                     Iguape
            13. Andrelino Nicolau Slindvain       21                    Sapateiro                    Iguape
            14. Aristóbulo Lima                           23                    Operário                     Iguape
            15. Oswaldo Freitas                           18                    Comércio                    Iguape
            16. José Silva de Lima                       19                    Operário                     Iguape
            17. Benedicto Pereira                        22                    Comércio                    Iguape
            18. Raphael Gonçalves Archanjo      18                    Operário                     Iguape
            19. Antônio de Campos Collaço       25                    Comércio                    Iguape
            20. Sisenando Carvalho                     29                    Func. Munic.              Iguape
            21. Domingos Júlio de Ramos           17                    Operário                     Iguape
            22. Francisco Giglio Júnior                28                    Comércio                    Iguape
            23. Mário Mendes dos Santos           --                     Operário                     Iguape
            24. Henrique Gonçalves                    19                    Carvoeiro                    Iguape
            25. Romualdo de Medeiros               18                    Jornaleiro                    Iguape
            26. Florisval Conceição                     25                    Viajante                      São Paulo
            27. Lúcio dos Santos                         20                    --                                 Iguape
            28. Theophilo Fortes                          20                    Comércio                    Iguape
            29. Antônio Ribeiro                           19                    Lavrador                     Iguape
            30. João Pedro da Cruz                     22                    Operário                     Iguape
            31. Horácio Gaudêncio Catira           22                    Motorista                    Iguape
            32. Silvino Silvestre                           21                    Marítimo                     Iguape
            33. Lavenefrança Carneiro                19                    Tipógrafo                    Iguape
            34. Antônio Torquato                        21                    Foguista                      Iguape
            35. Júlio Neves                                  19                    Foguista                      Iguape
            36. João Leandro Souza                    19                    Operário                     Iguape
            37. Mário Mendes Santos                  26                    Operário                     Iguape
            38. Bento Pereira da Rocha               36                    Func. Publ.                 Iguape
            39. Onofre Santanna Ferreira            23                    Estudante                   Iguape
            40. Oswaldo Rollo                             23                    Comércio                    Iguape
            41. Antônio Giani Foz                       23                    Comércio                    Iguape
            42. Ary de Moraes Giani                   19                    Comércio                    Iguape
            43. Antônio Ambrósio de Souza       18                    Operário                     Iguape
            44. Ernestino Rocha                          30                    Operário                     Iguape
            45. Francisco Souza                           28                    Jornaleiro                    Iguape
            46. Paulo Adarico Brazil                   31                    Operário                     Iguape
            47. Francisco Ribeiro                         25                    Operário                     Iguape
            48. Antônio Martins Olympio           27                    Lavrador                     Iguape
            49. Alfredo Alves                              22                    Lavrador                     Iguape
            50. João Olívio Ribeiro                      21                    Lavrador                     Iguape
            51. Antônio Fortes Filho                    --                     Comércio                    Iguape
            52. Brazil Simões                               29                    Comércio                    Iguape
            53. Antônio Pedroso                          22                    Operário                     Iguape
            54. Moacyr Bruno                              --                     Operário                     Iguape
            55. Joaquim Marques de Moraes       30                    Comércio                    Xiririca
            56. Bolivar da Silva Prado                 31                    Comércio                    Iguape
            57. José Izidro de Oliveira Júnior      19                    Comércio                    Iguape
            58. Elípio Cordeiro                            37                    Comércio                    Iguape
            59. Hildebrando de Morais                20                    Operário                     Iguape
            60. Benedito Rodrigues Lisboa         18                    Operário                     Iguape
            61. Ruy Louzada                               --                     Operário                     Iguape
            62. João Antônio da Cruz                  20                    Operário                     Iguape
            63. Emílio Franco                              19                    Operário                     Iguape
            64. Mário Rocha                                22                    Operário                     Iguape
            65. Lauro Gatto                                 24                    Chauffeur                   Iguape
            66. Assuero Lima                               21                    Comércio                    Iguape
            67. Joaquim Duarte                            20                    Comércio                    Iguape
            68. Antônio Collaço                          36                    Jornaleiro                    Iguape
            69. Benedicto Ribeiro                        17                    Jornaleiro                    Iguape
            70. Carmo Ribeiro Almeida               18                    Jornaleiro                    Iguape
            71. Salvador Sousa                            17                    Jornaleiro                    Iguape
            72. Aurélio Miguel Rodrigues           17                    Jornaleiro                    Iguape
            73. Jorge Brazileiro de Freitas           --                     Sapateiro                    Iguape
            74. Almando Camillo                        18                    Jornaleiro                    Iguape
            75. Antonio Neves Camargo             30                    Operário                     Iguape
            76. João Torquato                              18                    Operário                     Iguape




ROBERTO FORTES
ROBERTO FORTES, historiador e jornalista, é licenciado em Letras e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.  E-mail: robertofortes@uol.com.br



(Direitos Reservados. O Autor autoriza a transcrição total ou parcial deste texto com a devida citação dos créditos).





































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O Bacharel de São Tomé (e de Cananeia)