Vale do Ribeira - Iguape(SP), Uma operação conjunta entre a Polícia Militar Ambiental e a Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem e na apreensão de uma grande quantidade de palmito-juçara clandestino em uma propriedade rural localizada no bairro Colombina, em Iguape (SP).
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| Operação conjunta apreende mais de 400 hastes de palmito-juçara e aplica multas superiores a 550 mil em Iguape |
Apreensão no Municipio de Iguape no Vale do Ribeira
A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, após investigações sobre crimes ambientais na região.
O Material Apreendido
Durante a vistoria minuciosa realizada por equipes policiais em todas as dependências do imóvel, foram localizados diversos produtos e insumos utilizados na industrialização ilegal do palmito:
- 402 hastes* de palmito-juçara (Euterpe edulis) in natura.
- 59 potes de conserva* contendo o produto beneficiado (totalizando cerca de 56,7 kg).
- 463 potes de vidro vazios* e centenas de tampas de diferentes tamanhos.
- Utensílios de processamento: fogareiro, botijões de gás, medidor de corte, facão, sal e ácido cítrico.
- 2.900 rótulos comerciais* prontos para uso e um aparelho celular.
O palmito-juçara é uma espécie nativa da Mata Atlântica que se encontra atualmente na lista oficial da flora brasileira ameaçada de extinção.
Prisão e Autuações
O proprietário do imóvel recebeu voz de prisão em flagrante no local e foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Iguape.
Ele responderá por crime ambiental — por ter em depósito produto florestal sem licença — e por infrações contra as relações de consumo, permanecendo à disposição da Justiça. Uma equipe de perícia técnico-científica também esteve presente para coletar evidências na propriedade.
Na esfera administrativa, o homem e sua esposa foram severamente penalizados com a lavratura de Autos de Infração Ambiental:
- Multa individual de R$ 275.220,00* para cada um dos autuados.
- Os valores das multas foram *majorados ao dobro* devido ao fato de o palmito-juçara ser uma espécie protegida por portaria ministerial contra a extinção.
Os infratores foram notificados e deverão prestar esclarecimentos em datas agendadas junto aos órgãos ambientais competentes.
Fonte: Policia Militar Ambiental do Vale do Ribeira
