Vale do Ribeira, Registro-SP, Além de aumentar o risco de infarto, tabagismo pode provocar AVC e comprometer a circulação sanguínea.
A ideia de que os prejuízos do tabagismo estão restritos aos pulmões é um dos mitos que ainda cercam o consumo de cigarros.
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, o Hospital Regional de Registro-SP alerta que fumar também representa uma ameaça importante ao coração e aos vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares.
O cigarro contém milhares de substâncias químicas e tóxicas. A nicotina provoca aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de contribuir para a contração dos vasos sanguíneos.
Já outras substâncias presentes na fumaça favorecem processos inflamatórios e lesões nas paredes das artérias, facilitando a formação de placas de gordura e a ocorrência de obstruções.
“O sistema cardiovascular é diretamente afetado pelo tabagismo. Fumar provoca alterações nos vasos sanguíneos e aumenta a probabilidade de eventos graves, como o infarto e o AVC.
Por isso, abandonar o cigarro é uma medida de prevenção que pode fazer uma diferença significativa ao longo da vida”, explica Maurício Kucharsky, superintendente do Hospital Regional de Registro, unidade da Secretaria de Estado da Saúde.
Principais mitos sobre cigarro e a saúde do coração
“Se eu fumar pouco, não faz mal ao coração”
Não existe uma quantidade de cigarro considerada segura para a saúde cardiovascular. Mesmo o consumo de poucas unidades por dia pode aumentar a exposição do organismo às substâncias tóxicas presentes na fumaça e contribuir para o risco cardiovascular.
“Parar de fumar depois de muitos anos não adianta mais”
Abandonar o cigarro traz benefícios em qualquer fase da vida. Mesmo quem fuma há décadas pode reduzir seus riscos à saúde ao interromper o consumo. Quanto mais cedo a pessoa parar, maiores tendem a ser os benefícios, mas nunca é tarde para começar.
“Trocar o cigarro convencional pelo vape elimina o risco para o coração”
O cigarro eletrônico não deve ser considerado uma alternativa inofensiva. Muitos dispositivos contêm nicotina, substância que provoca dependência e pode afetar o sistema cardiovascular. Além disso, os aerossóis inalados podem conter outras substâncias potencialmente prejudiciais.
“A fumaça não afeta a saúde de quem não fuma, mas convive com fumantes”
A exposição à fumaça do cigarro também pode prejudicar a saúde de pessoas que não fumam. Por isso, evitar ambientes com fumaça é uma forma importante de proteção.
Para quem deseja abandonar o cigarro, a recomendação é buscar apoio profissional. A dependência de nicotina pode dificultar o processo, e acompanhamento adequado aumenta as chances de sucesso.
Além de parar de fumar, controlar pressão arterial, colesterol e diabetes, manter alimentação equilibrada e praticar atividade física são medidas importantes para a proteção cardiovascular.
