Catedral São Francisco Xavier completa 100 anos do lançamento de sua pedra fundamental em Registro-SP

Vale do Ribeira - Marco histórico celebrado nesta segunda-feira (31) recorda a construção de um dos principais símbolos religiosos, culturais e históricos de Registro-SP.

Catedral São Francisco Xavier completa 100 anos do lançamento de sua pedra fundamental em Registro-SP
Catedral São Francisco Xavier completa 100 anos do lançamento de sua pedra fundamental em Registro-SP



Centenário da Catedral São Francisco Xavier em Registro-SP no Vale do Ribeira


Nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, Registro celebra um importante marco de sua história: os 100 anos do lançamento da pedra fundamental da Catedral São Francisco Xavier, um dos mais tradicionais e importantes patrimônios religiosos e culturais do município.

A pedra fundamental foi lançada em 31 de agosto de 1926, com a bênção de Dom José Maria Pereira de Lara, dando início à história de um templo que, ao longo de um século, passou a fazer parte da identidade da comunidade registrense.

A construção da igreja teve início efetivamente em 1928 e foi concluída com sua inauguração em 11 de maio de 1933. 

Um dos aspectos mais marcantes dessa história é a participação dos colonizadores japoneses, que contribuíram de maneira significativa com recursos materiais, mão de obra e trabalho para a construção do espaço religioso.

Naquele período, a maioria dos imigrantes japoneses não era cristã. Ainda assim, eles participaram ativamente da construção, em um gesto de respeito e colaboração com a comunidade local. 

Com o passar dos anos, muitos desses imigrantes e seus descendentes também se aproximaram do catolicismo e passaram a fazer parte da vida religiosa da cidade.

A própria arquitetura da Catedral São Francisco Xavier guarda elementos que ajudam a contar essa história. 

No centro de sua fachada simétrica estão duas pilastras retas que emolduram a imagem de São Francisco Xavier, santo cofundador da Companhia de Jesus e um dos mais importantes missionários católicos da história.

Conhecido como “Apóstolo do Oriente”, São Francisco Xavier dedicou sua missão à evangelização no Oriente e morreu na China. A escolha de seu nome para o templo também dialoga com a forte presença da comunidade japonesa na formação histórica de Registro.


Um patrimônio que une culturas



Mais do que um espaço de fé, a Catedral São Francisco Xavier representa um importante capítulo da formação de Registro. Sua história está diretamente relacionada ao encontro entre diferentes culturas e à participação de comunidades que ajudaram a construir o município.

“Celebrar os 100 anos da pedra fundamental da nossa Catedral é celebrar também a história de Registro. É lembrar das pessoas que ajudaram a construir nossa cidade, dos pioneiros, dos imigrantes japoneses e de toda a comunidade que, ao longo das décadas, ajudou a preservar esse patrimônio”, destaca o vereador Jeferson Magario.


Para Jeferson, preservar a memória da Catedral é também valorizar a própria história do município.


“A Catedral São Francisco Xavier está presente na memória de várias gerações de registrenses. 

Ela testemunhou transformações, momentos de alegria, dificuldades e acontecimentos importantes da nossa cidade. Que este centenário seja uma oportunidade para conhecermos ainda mais a nossa história e valorizarmos esse patrimônio que pertence a todos nós”, afirma.


Um século de história


Do lançamento de sua pedra fundamental, em 31 de agosto de 1926, até os dias atuais, a Catedral São Francisco Xavier atravessou um século acompanhando o desenvolvimento de Registro.


A construção iniciada pelos pioneiros e fortalecida pela colaboração dos colonizadores japoneses tornou-se um símbolo da cidade e permanece como um importante espaço de fé, memória, cultura e encontro da comunidade.

100 anos depois, a pedra fundamental lançada em 1926 continua representando muito mais do que o início de uma construção: representa as bases de uma história construída por muitas mãos e por diferentes culturas que ajudaram a formar Registro-SP.


Por Jeferson Magario
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