Shangri-Lá, uma distopia tecnobrega”: comédia apocalíptica do Núcleo Inverso de Teatro estreia no Sesc Registro-SP

O Núcleo Inverso de Teatro – coletivo fundado em 2025 pelos artistas André Sun e Artur Mattar – apresenta seu espetáculo de estreia, “Shangri-Lá, uma distopia tecnobrega”, no Sesc Registro-SP. A apresentação ocorre no dia 21 de abril, das 17h às 18h, com entrada gratuita.


Shangri-Lá, uma distopia tecnobrega”: comédia apocalíptica do Núcleo Inverso de Teatro estreia no Sesc Registro-SP
Shangri-Lá, uma distopia tecnobrega”: comédia apocalíptica do Núcleo Inverso de Teatro estreia no Sesc Registro-SP



A montagem se inscreve na tradição da comédia que utiliza a catástrofe como lente de aumento do presente. 

Em vez de um futuro genérico e asséptico, a peça organiza sua sociedade pós-colapso a partir da estética e da musicalidade do tecnobrega – gênero popular, ligado ao corpo, ao desejo e à precariedade. 

O resultado é um território cênico entre a festa e a ruína, onde a cultura brega aparece como mecanismo de sobrevivência e, simultaneamente, sintoma de esgotamento.


A dramaturgia, de André Sun, investiga como comunidades reinventam rituais, afetos e hierarquias quando as instituições colapsam. 

O registro cômico não atenua a tensão: amplifica contradições entre solidariedade e oportunismo, memória e amnésia, celebração e desolação. A direção de arte (Antonio Apolinário), o figurino (Cesar Póvero) e a cenografia (Maria Zuquim) constroem um universo visual que recicla o descartável e o kitsch como matéria política.


O elenco reúne Amanda Schmitz, André Sun, Marcelo Moraes e Mariana Rhormens – todos com formação no curso de Artes Cênicas da Unicamp, além de pesquisas em andamento ou concluídas em nível de mestrado e doutorado. 

O grupo tem afinidade com as linguagens de máscara teatral e teatro de rua, e seus integrantes já colaboraram com grupos como Cia do Tijolo, Damião e Cia de Teatro e Desembargadores do Furgão. 

A direção musical e a trilha original são de Max Huszar.


Com duração de 60 minutos e classificação livre, “Shangri-Lá” se alinha a uma linhagem do teatro popular que não abre mão da complexidade: o riso como forma de pensamento, e o brega como chave estética para compreender um Brasil que resiste – mesmo depois do fim.

Serviço:

“Shangri-Lá, uma distopia tecnobrega” – Núcleo Inverso de Teatro
Data: 21 de abril (terça-feira)
Horário: das 17h às 18h
Local: Sesc Registro-SP (gramado K2/K3)
Entrada: gratuita
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