Durante patrulhamento rural da "Operação Impacto" nesta semana, a Polícia Militar Ambiental desarticulou um ponto de apoio à caça ilegal e identificou um crime ambiental de supressão de vegetação nativa na Estrada Santa Maria, em Cananéia, no Vale do Ribeira.
A ação ocorreu em uma área já conhecida pela incidência de crimes ambientais. Ao aproximarem-se de um barraco de madeira, os policiais avistaram um suspeito que, ao perceber a chegada da viatura, fugiu para o interior da mata densa e não foi localizado.
Apreensão de Armamento e Munições
No local, foi encontrada uma estrutura utilizada como base para caçadores. Na área externa, a equipe apreendeu uma espingarda de cano duplo calibre 36, além de uma pochete contendo munições de diversos calibres e materiais para recarga.
Entre os itens apreendidos estão:
* *Armamento:* 01 espingarda calibre 36 sem marca aparente.
* *Munições:* 30 cartuchos de calibre 36 (entre intactos, deflagrados e recarregados), além de munições de calibres .44 e .38.
* *Equipamentos:* Frascos de pólvora e chumbo, petrechos para recarga de cartuchos e um "pio" de madeira (instrumento usado para atrair animais silvestres mimetizando seus sons).
Crime Ambiental em Unidade de Conservação
A equipe constatou que o entorno da edificação sofreu um desmatamento de 0,58 hectares. A área degradada está inserida no *Parque Estadual Lagamar*, território do bioma Mata Atlântica.
A vegetação suprimida estava em estágio inicial de regeneração, composta por espécies como embaúbas e jacatirão. Além do desmatamento, os policiais localizaram em trilhas adjacentes cerca de 0,85 m³ de madeira nativa da espécie *Guaricica*, já cortada em vigas e pronta para transporte.
Providências Judiciárias
O armamento e os materiais de caça foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Cananéia, onde foi registrado o boletim de ocorrência por posse irregular de arma de fogo e munições. A madeira permaneceu no local devido à dificuldade de acesso para transporte.
A Polícia Civil abrirá inquérito para investigar a autoria dos crimes. Novas diligências devem ser realizadas na região para identificar o responsável pela área e aplicar as sanções administrativas e criminais cabíveis pelos danos causados à Unidade de Conservação.
Fonte: Policia Militar Ambiental
.webp)
.webp)