Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras

Vale do Ribeira - A Polícia Militar Ambiental resultou na interdição de uma unidade clandestina de beneficiamento de palmito no bairro Monjolo nesta terça (24). 

Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras
 Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras

A ação, realizada durante patrulhamento rural, revelou um cenário de crime ambiental e graves irregularidades sanitárias na produção de conservas das espécies Juçara e Pupunha.

Flagrante e Fuga


Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras
 Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras



Durante o deslocamento pela Estrada do Jorginho, a equipe recebeu uma denúncia direta sobre o funcionamento da fábrica ilegal. 

Ao chegarem ao imóvel, que não possuía cercas ou muros, os agentes avistaram um indivíduo no local. Ao perceber a aproximação policial, o suspeito fugiu em direção à mata e não foi localizado até o fechamento desta edição.

No imóvel, os policiais constataram que a fábrica estava em plena atividade, configurando situação de flagrante. Além do processamento irregular de produtos florestais, foram encontrados indícios de crimes contra as relações de consumo e posse de munições.


Itens Apreendidos

Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras
 Polícia Ambiental desarticula fábrica clandestina de palmito em Sete Barras



A inspeção detalhada resultou na apreensão de uma vasta lista de materiais e produtos, incluindo:

Produtos Florestais: 117 hastes de palmito Juçara in natura e 110 kg de palmito Pupunha in natura.

Conservas: Cerca de 66 kg de palmito (Juçara e Pupunha) já envasados em vidros de 1,8 kg.

Equipamentos: Picadores industriais, caldeirão de 100 litros, fogareiro, botijão de gás e insumos como sal e ácido cítrico.

Munições: 11 cartuchos de calibre .36 (entre intactos e recarregados).


Riscos à Saúde Pública


A ocorrência destacou-se pela extrema insalubridade. O relatório aponta que o preparo do palmito era realizado próximo a um banheiro, com a presença de resíduos vegetais em decomposição, violando todas as normas de higiene. 

As embalagens utilizadas possuíam rótulos de uma empresa da região, indicando possível tentativa de dar aparência de legalidade ao produto clandestino.


Penalidades e Providências

O responsável pelo imóvel foi identificado e indiciado por posse irregular de munição, crimes contra as relações de consumo e depósito de produto florestal sem licença.


As multas ambientais aplicadas somam mais de R$ 84.000,00. Os valores foram dobrados pelo fato de a infração ter ocorrido na zona de amortecimento do Parque Estadual Carlos Botelho. 

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia local, e a Vigilância Sanitária municipal foi notificada para adotar as providências cabíveis.

Fonte e imagens: Policia Militar Ambiental 
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