Os 6 erros que podem quebrar empresas em 2026

O cenário econômico de 2026 tem se mostrado desafiador para o empresariado brasileiro. Com o mercado cada vez mais dinâmico, a linha entre o sucesso e a insolvência tornou-se muito tênue. 


Felipe Junqueira - CEO fundador da consultoria empresarial "Números Falam"
Felipe Junqueira - CEO fundador da consultoria empresarial "Números Falam"


Segundo Felipe Junqueira, CEO e fundador da consultoria empresarial Números Falam, o grande vilão das empresas não é apenas a carga tributária ou a economia, mas sim a falta de clareza nos dados financeiros.

"Muitos empresários ainda confundem faturamento com lucro. Em 2026, com margens mais apertadas, esse erro pode ser fatal", afirma Felipe Junqueira. Para auxiliar empreendedores a navegarem neste ano, o consultor listou os seis erros críticos de gestão que precisam ser eliminados imediatamente.

1. A armadilha do saldo bancário

O erro mais recorrente é gerir a empresa olhando apenas o aplicativo do banco. De acordo com o CEO da Números Falam, o saldo bancário é uma visão momentânea que ignora o regime de competência. "O dinheiro está lá hoje, mas ele já tem dono. Ignorar os compromissos futuros é o primeiro passo para uma crise de liquidez", explica.

2. Escalar vendas sem conhecer as margens

Muitos negócios morrem vendendo muito. Isso acontece quando o empresário desconhece a margem de contribuição de seus produtos ou serviços. Para Felipe Junqueira, escalar o faturamento de itens que drenam o caixa é "pagar para trabalhar". Sem saber o que realmente sobra de cada venda, o crescimento torna-se insustentável.

3. Confusão entre Pró-labore e Lucro

O hábito de usar o caixa da empresa para despesas pessoais ou retirar "o que sobra" no fim do mês é um dos principais gargalos. Junqueira ressalta que o custo do sócio precisa ser precificado. "Se o negócio só parece lucrativo porque o dono não recebe um salário fixo, a saúde financeira da operação é uma ilusão."

4. Cortes que sufocam o crescimento

Em momentos de pressão, é comum que o empresário corte gastos de forma indiscriminada. O especialista alerta que confundir despesas com investimentos é um erro grave. "Cortar linhas que geram receita, como marketing ou ferramentas com ROI positivo, é como desligar o motor para economizar combustível com o avião em pleno voo", compara.

5. Delegar a execução e abandonar a estratégia

Ter alguém para pagar as contas não exime o dono da responsabilidade estratégica. Felipe enfatiza que a gestão financeira moderna exige dados para a tomada de decisão. "Delegar a tarefa operacional é necessário, mas o empresário nunca deve abrir mão da análise dos números. Gestão sem dados é apenas intuição."

6. Tentar resolver falhas de processo com "mais vendas"

Existe o mito de que o faturamento resolve todos os problemas. No entanto, injetar volume em um modelo de negócio ineficiente apenas amplia o tamanho do prejuízo. "Primeiro você ajusta a lucratividade e o processo, depois você escala. Tentar curar uma empresa doente apenas vendendo mais é uma estratégia de alto risco", conclui Junqueira.

 

 

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