Por falta de funcionários, unidade pode ser fechada e deixar moradores sem atendimento essencial.
O Instituto Médico Legal (IML) do Vale do Ribeira, responsável por atender 28 municípios da região, está passando por uma das situações mais graves dos últimos anos. Com apenas 9 servidores para todo o volume de trabalho — e três deles próximos da aposentadoria — a continuidade dos serviços está ameaçada.
Atualmente, o IML de Registro realiza exames necroscópicos, constatações de violência, identificação humana e atende ocorrências de toda a região. A perda de servidores pode levar à suspensão parcial ou total das atividades, afetando diretamente a população.
Sensível à importância do tema, o deputado estadual Vitão do Cachorrão prontamente iniciou articulações políticas, e esteve junto ao prefeito de Pariquera-Açu e vereadores da região para cobrar atenção do governo.
“Estou aqui com o Prefeito Wagner de Pariquera-Açu, junto aos vereadores Zé Antônio de Juquiá, Itamar de Registro e Oeder de Ilha Comprida, e vocês podem contar com o deputado Vitão do Cachorrão, vamos fazer de tudo para manter o IML na cidade de Registro, irei falar direto com o governador para que mantenha os funcionários e contrate até mais, pois o IML tem que continuar prestando serviço para o Vale, e todas as 28 cidades da região. Vamos continuar firme nesse pedido, e levarei essa pauta para a tribuna, tenho a certeza que o governador é parceiro e vai atender o nosso pedido” Enfatizou o parlamentar.
A gravidade do impacto é ainda maior quando se observa a demanda da unidade. Somente nos últimos períodos, foram realizados aproximadamente:
· Mais de 550 exames de necropsia
· Cerca de 4500 exames de corpo de delito
· 80 exames relacionados a crimes sexuais
Sem o IML em funcionamento, pessoas já fragilizadas enfrentariam ainda mais sofrimento, além de prejuízos irreparáveis à Justiça, à saúde pública e à segurança da população.
Na tribuna da Assembleia Legislativa o deputado estadual Vitão do Cachorrão abordou o tema, e falou sobre os grandes impactos negativos que o fechamento do IML causaria para a população “Caso a unidade seja fechada, todos os atendimentos teriam que ser transferidos para cidades como Praia Grande, Santos, Sorocaba ou São Paulo, a mais de 180 quilômetros de distância, isso é inadmissível.
Em um momento de dor, vulnerabilidade e urgência, famílias poderiam ser obrigadas a viajar quase 200 quilômetros ou mais de 2 horas, em busca de um serviço essencial e obrigatório por lei”.
O parlamentar completou afirmando que seguirá lutando para que a população não seja afetada com essa mudança drástica “A partir de hoje minha missão será fazer todo o esforço para manter o IML em funcionamento, garantindo dignidade e respeito à população.
Em um momento tão doloroso esse serviço é essencial, e se depender de mim ele continuará atendendo e oferecendo todo o suporte que as pessoas merecem” Concluiu Vitão do Cachorrão.
Nota da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC)
A Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) esclarece que não procede a informação de que o Instituto Médico-Legal de Registro-SP corre risco de fechamento. O atendimento à população segue sendo prestado normalmente, sem qualquer interrupção ou redução de atividade.
A atual gestão vem atuando, desde o primeiro dia de mandato, na recomposição do efetivo das polícias paulistas. No âmbito da Polícia Técnico-Científica, a defasagem funcional, que era de 26,4%, foi reduzida para 20,8%.
Desde 2023, mais de 400 novos servidores — entre peritos criminais, médicos legistas e demais profissionais — concluíram formação e passaram a reforçar os Institutos de Criminalística e de Medicina Legal em todo o estado. Outros 136 estão em fase de capacitação.
Além disso, seguem em andamento tratativas para a abertura de novos concursos públicos, a fim de ampliar ainda mais a estrutura da Instituição.
O IML de Registro-SP opera plenamente e continua atendendo de forma regular a demanda regional. A SPTC monitora continuamente a situação de todas as suas unidades, inclusive quanto ao quadro de servidores, para assegurar que nenhum serviço essencial seja impactado.
Sempre que necessário, são realizadas readequações técnicas e operacionais, sem prejuízo ao atendimento prestado à população
