A importância do apoio familiar no contexto do indivíduo com Transtorno do Espectro Autista A importância do apoio familiar no contexto do indivíduo com Transtorno do Espectro Autista
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A importância do apoio familiar no contexto do indivíduo com Transtorno do Espectro Autista

A importância do apoio familiar no contexto do indivíduo com Transtorno do Espectro Autista

 

Foi no ano de 1994, mais precisamente na Espanha que se promulgou a declaração de Salamanca, quando da realização da Conferência Mundial sobre Educação Especial, e definia entre outras diretrizes, que a educação de crianças com necessidades educacionais “especiais” seria uma tarefa dividida entre pais e profissionais. (Declaração de Salamanca, 1994, p.13-14).

Diante deste fato, cabe ressaltar que o apoio e também orientação à família do indivíduo com autismo faz-se tão importante e necessário quanto o atendimento ao próprio autista. Isso, pois, não somente a pessoa com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista necessita de cuidado profissional, mas a sua família inclusive, para que possa acolher, bem como defender os direitos de seus entes, gerando assim inclusão e desenvolvimento.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM – V (APA, 2014), define o transtorno do espectro autista, como um transtorno caracterizado pelo déficit nas interações sociais, bem como na comunicação, além de comportamentos repetitivos e restritivos, em suma, um individuo autista não deve ser compreendido como uma pessoa com deficiência habitualmente como outras, pois o autismo apresenta-se a partir de um arranjo de sinais e “sintomas” próprios. Eis, portanto, que se faz necessário ponderar sobre a dificuldade de compreensão da linguagem, aparentando o autista, parecer por vezes confuso e sem intenção de interagir, e que impacta direta e significativamente à família deste.

A tomar-se por base os distintos contextos em que vivem as famílias, é possível pensar que também lidam por exemplo, de maneira diferente com o estresse, pois, a família deve estar atenta a dimensionar e identificar os impactos emocionais e o estresse ocasionados por vezes pela limitação e dificuldade que há em cuidar de si e da pessoa diagnosticada com transtorno do espectro autista, além é claro, de dificuldades provocadas pelos desafios enfrentados no curso da vida. Nota-se neste caso, que o autismo mudará a percepção de toda a família, a respeito da vida.

A construção da relação familiar, a partir e através de bases de confiança, promovem ao indivíduo autista, fundamental e assertivo processos de desenvolvimento e aprendizagem, haja vista que, neste ambiente de vida domiciliar garante-se que se tenham cuidados adequados e tais bases de apoio servem como fundamentais elementos de alicerce para o progresso da pessoa com TEA.

Enfim, pode-se afirmar que, não é e tampouco será de todo efetivo, prestar apoio apenas ao autista, mas sim, a todo o núcleo familiar diretamente envolvido, pois tal atitude municiará e dará empoderamento aos familiares, habilitando-os a lutar, pleitear e até mesmo garantir os direitos de seus entes, participando assim, de forma e maneira ativa nos processos de aprendizagem, aportando-lhes condição de obter mais conhecimento e qualidade de vida. Recursos familiares e comunitários ambientam e repertoriam a pessoa autista em um contingente sadio, de forma física, emocional e afetiva.

É, portanto, importante ressaltar que, todos os atores que integram a dinâmica da sistêmica familiar em que o individuo autista está inserido, possuem relevância no cuidado e convívio com esses, levando-se em conta a possibilidade que se tem em repassar experiências pessoais e aprendizado à pessoa com TEA.

Todos devem buscar e absorver informações sobre o referido transtorno, de maneira a se evitar e prevenir a massificação e banalização de conceitos rasos e gerar o preconceito, que em suma abalam a vida de todos no contexto do autismo, deve-se também evitar as comparações entre pessoas autistas e neurotípicos.

Famílias que conseguem compreender, identificar e reconhecer as emoções de seus entes autistas, conectam-se a eles de maneira a lhes proporcionar empoderamento, qualidade de vida, autonomia, independência e apego seguro.



Glauco Gonçalves é psicólogo atuante na área de psicologia clínica, avaliações e terapia em TEA (Transtorno do Espectro Autista).

CRP/06 - 133936



(Direitos Reservados. O autor autoriza a transcrição total ou parcial deste texto com a devida citação dos créditos).

Contato: https://www.ovaledoribeira.com.br/2023/02/glauco-goncalves-psicologo.html


A importância do apoio familiar no contexto do indivíduo com Transtorno do Espectro Autista
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