Alunos e professores de Juquiá e Tapiraí são coautores de livros que resgatam as histórias dos municípios Alunos e professores de Juquiá e Tapiraí são coautores de livros que resgatam as histórias dos municípios - O Vale do Ribeira

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Alunos e professores de Juquiá e Tapiraí são coautores de livros que resgatam as histórias dos municípios

A produção das obras faz parte da coleção “A Cidade da Gente”, da Editora Olhares, projeto que evidencia a importância do envolvimento das crianças no registro da história. A coleção é vencedora do prêmio Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro

O Legado das Águas – maior reserva privada de Mata Atlântica do país – e o Instituto Votorantim, em parceria com as secretarias de Educação e Cultura de Juquiá e Tapiraí, lançaram nesta última quinta-feira (16), os livros “Juquiá – A Cidade da Gente” e “Tapiraí – A Cidade da Gente”. As obras fazem parte do projeto “A Cidade da Gente”, que convidou crianças da rede pública de ensino a fazerem o resgate histórico-cultural das cidades em que o Legado está inserido. O projeto é idealizado pela Editora Olhares, de autoria dos escritores José Santos e Selma Maria, e ilustrações dos artistas Olavo Costa e Helena Küller.

Cada município recebeu 2.600 cópias das obras. Em Juquiá, o lançamento aconteceu na Escola Municipal Profª Terezinha de Lordes Jaze. Em Tapiraí, a solenidade aconteceu na Escola Municipal Profª Enir da Silva Pilan Rua Eduardo da Costa Magueta. Os livros também estão disponíveis para download, por meio dos endereços eletrônicos:

Juquiá: https://www.dropbox.com/s/5x3mtur96hfzvb8/ACDG_Juquia.pdf?dl=0

Tapiraí: https://www.dropbox.com/s/nn32sya8aei05gr/ACDG_Tapirai.pdf?dl=0

O projeto também inclui Miracatu, que tem o lançamento do livro previsto para abril de 2022.

Os livros têm coautoria de aproximadamente 500 alunos da rede municipal de Juquiá e Tapiraí. As temáticas incluídas nas obras foram escolhidas e pelos próprios estudantes, com orientação dos professores, tendo como ideia-chave do projeto patrimônios materiais, imateriais e naturais dos municípios.

Nas duas obras, o Legado das Águas também foi incluído pela sua história na região. “Embora o Legado das Águas tenha sido criado em 2012 como empresa, é fruto de mais de 70 anos de proteção de florestas. Nossa ligação é muito forte com os municípios aqui. A história de alguns dos nossos funcionários é diretamente ligada com a nossa. Para nós, esse projeto tem um valor afetivo muito grande. Há patrimônios históricos e culturais nessas cidades de valores inestimáveis. Por isso, resgatar e preservar a história é essencial para o processo de desenvolvimento e amadurecimento enquanto comunidade. Comunidades que respeitamos, defendemos e das quais nos orgulhamos em fazer parte”, diz David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, gestora do Legado das Águas.

De acordo com Daniela Gerdenits, coordenadora de Parcerias e Responsabilidade Social do Legado das Águas, explica que ao apoiar o projeto, a Reserva reafirma sua visão e missão de empoderar atores locais e gerar valor compartilhado. “O projeto A Cidade da Gente convidou as crianças a descobrirem seus próprios lugares, a sua história, cultivando e compartilhando a memória das comunidades locais e fazendo disso um processo de intenso e afetuoso aprendizado. Além disso, essas obras são importantes ferramentas para a comunidade escolar disseminar a história dos municípios”, diz a coordenadora.

Daniela acrescenta que “o projeto também mostrou como o trabalho de nossos educadores é fundamental para o desenvolvimento dos alunos, assim como a importância do envolvimento da iniciativa privada em apoiar a educação pública”.

A produção

O roteiro de cada livro surge a partir da interação entre professores e alunos. Eles são incentivados a investigar e dissertar sobre os patrimônios de seus municípios e tornam-se guias literários dos escritores na cidade. Com isso, viram protagonistas de suas próprias histórias quando o livro toma forma.

O projeto tem o objetivo de apoiar a perpetuação e a disseminação da história das cidades abordadas e ampliar as noções das crianças sobre sua identidade e sobre o pertencimento à cidade e à região onde vivem, além de valorizar lugares importantes da memória coletiva da cidade. “O projeto investe em uma via de mão dupla, com a pesquisa, a leitura e a escrita ajudando as crianças a valorizem seus locais de origem e, ao mesmo tempo, aproveitando esse vínculo geográfico para estimular tais atividades”, explica o escritor José Santos.

No prefácio do livro de Juquiá, Ana Paula Martins, secretária de Educação, diz que a obra “conta da ‘nossa gente’, nossas festas, igrejas, cachoeiras e muito mais... de modo bem divertido e descontraído, o leitor será convidado a conhecer a história de Juquiá. Em sala de aula, ela se tornará uma facilitadora da leitura e escrita sobre nós, juquiaenses. Juquiá das cachoeiras, das bananeiras, das pupunhas, de muito amor no coração do povo acolhedor. Deixamos aqui [no livro] um pouco do nosso passado, vivendo com esse delicioso presente e sendo agentes de um futuro maravilhoso que nos espera”.

Já na obra de Tapiraí, o grupo de professores das escolas municipais Profª Enir da Silva Pilan e José de Moura Glasser, que fizeram parte da produção do livro, declaram no prefácio “Patrimônio são coisas que nem sempre podem ser quantificadas em dinheiro, pois são tão importantes que não existe preço que dê conta de seu imenso valor. Herdamos das gerações passadas o ambiente no qual vivemos, a cultura dentro da qual fomos criados, as lendas, as canções, os hábitos, a religião, os comportamentos, a língua com a qual nos expressamos. Tudo isso faz parte do patrimônio de um lugar, uma cidade, um país. Aqui em Tapiraí temos muitos patrimônios que vamos mostrar neste livro. As informações estavam espalhadas e isso dificultou um pouco a nossa pesquisa sobre os nossos antepassados. Mas não desanimamos, pois a vontade de passar para as crianças, nossos alunos, o que aprendemos nesta pesquisa era maior”.

Além de Juquiá, Tapiraí e Miracatu, outras 15 cidades brasileiras já receberam o projeto.

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim


O Legado das Águas é a maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil. Área de 31 mil hectares divididos entre os municípios de Juquiá, Miracatu e Tapiraí, no Vale do Ribeira, interior do estado de São Paulo, que alia a proteção da floresta e o desenvolvimento de pesquisas científicas a atividades da nova economia, como a produção de plantas nativas e o ecoturismo. Foi fundado em 2012 pelas empresas CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, Nexa, Votorantim Cimentos e Votorantim Energia. É administrado pela Reservas Votorantim LTDA. e mantido pela Votorantim S.A, que também em 2012, firmou um protocolo com o Governo do Estado de São Paulo para viabilizar a criação da Reserva e garantir a sua proteção. Mais do que um escudo natural para o recurso hídrico, o Legado das Águas trata-se de um território raro e em estágio avançado de conservação, com a missão de estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável. Saiba mais em https://www.legadodasaguas.com.br



Sobre a Editora Olhares

Em um catálogo heterogêneo, os títulos da Olhares têm em comum a proposta de estruturar o conteúdo junto com os autores, o pensamento editorial e de design entrelaçados, a articulação entre textos e imagens para a construção de uma narrativa comum. Trata de temas da cultura brasileira, em especial nos campos da arte, da história, da fotografia, da arquitetura e do design. Além de títulos relevantes nesses segmentos, a editora conquistou prêmios como o Jabuti, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira e o Retratos da Leitura.

Sobre os autores

José Santos

José Santos é mineiro de Santana do Deserto. Vencedor do Prêmio Jabuti de livro infantil em 2016, tem 27 livros para crianças e jovens publicados, atingindo uma tiragem de 350 mil exemplares. Já teve quatro de seus títulos selecionados para o catálogo da Bologna Children’s Books Fair. E cinco de seus livros foram escolhidos pelo Ministério da Educação para fazer parte do PNBE – Programa Nacional Biblioteca na Escola. Seus projetos foram feitos em parceria com importantes ilustradores como Alcy, Laurabeatriz, Girotto, Guazzelli, Jô Oliveira, Maurício de Sousa e Eliardo França.

Selma Maria

Formada em Artes Plásticas pela FAAP, a paulistana Selma Maria Kuasne cedo se envolveu com o universo da arte-educação. Além de atuar como professora de artes em várias instituições culturais, Selma dedica-se a pesquisar a Cultura da Infância, abordando as formas de brincar das crianças que vivem distantes de centros urbanos. Essa pesquisa a levou a viajar pelo interior do Brasil, especialmente à região onde Guimarães Rosa cresceu, em busca das raízes da infância do escritor. Lá realizou oficinas com apoio das prefeituras de Morro da Garça, Cordisburgo e Três Marias para crianças de diversas idades. O resultado desse trabalho gerou a exposição "Meninos quietos - um olhar sobre os brinquedos do sertão", visitada por 50 mil pessoas durante dois meses do ano de 2006, no Sesc-Pinheiros, em São Paulo.

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