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Banana e palmito se destacam como potenciais produtos de Indicação Geográfica no Vale do Ribeira


Sebrae-SP e entidades parceiras realizam estruturação dos produtos para futura efetivação no País




O Vale do Ribeira está prestes a ter a banana e o palmito, dois produtos típicos da região, conferidos com Indicação Geográfica no Brasil. Esse trabalho está sendo realizado pelo Sebrae-SP e Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em parceria com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR) e a Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (APUVALE). Após a fase inicial de diagnóstico que destacou os produtos em potencial, agora o processo está em fase de estruturação. A previsão de conclusão é de até três anos.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o registro de Indicação Geográfica é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.

A maior parte das Indicações Geográficas é formada pelos pequenos negócios, segundo levantamento do Sebrae. O reconhecimento de uma Indicação Geográfica no Brasil é obtido por meio de registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Hoje o país possui Indicações Geográficas em vários setores, como vinhos, artesanatos, cafés, queijos, frutas, entre outros.


Para o diretor da ABAVAR, Silvio Romão, as características do Vale do Ribeira, região peculiar no Estado de SP com muitas águas e rodeado pela mata atlântica, favorecem a bananicultura. “A banana do Vale é realmente uma banana com mais vigor, sabor e com uma polpa mais resistente. Quem conhece a banana do Vale sabe diferenciá-la das bananas de outras regiões”, destaca.

Claudio de Andrade e Silva, diretor da APUVALE, reforça as características do clima e meio ambiente preservado do Vale do Ribeira como diferenciais também para a produção de palmito pupunha. A Indicação Geográfica do produto, para Silva, chega para ratificar o que a sabedoria popular e o saber local já fazem há muitas gerações. “Esse palmito muito alvo, branquíssimo, já sai das fazendas macio, tenro e pronto para o consumo. Hoje o Vale do Ribeira lidera a produção agrícola nacional do palmito pupunha, o que nos enche de orgulho”, comenta.


Na visão da gerente regional do Sebrae-SP no Vale do Ribeira, Michelle Santos, as Indicações Geográficas ajudam na preservação da biodiversidade, do conhecimento e dos recursos, além de contribuir para o desenvolvimento econômico da região. “O reconhecimento como Indicação Geográfica agrega valor aos produtos diferenciando-os dos demais, estimulando investimentos na área com valorização das propriedades, favorecendo o aumento do turismo, do padrão tecnológico e da oferta de empregos, além de fidelizar os consumidores e melhorar a comercialização local, nacional e até internacional”.

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