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Rosana Valle pede ajuste no plano de vacinação das pessoas com deficiência



A deputada federal Rosana Valle (PSB) propôs, na Câmara Federal, ajustes no Plano Nacional de Imunização no que tange à vacinação de pessoas com deficiência. Durante audiência na Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a deputada falou que o plano dá preferência às pessoas com deficiência que recebem o Benefício da Prestação Continuada (BPC), procurando priorizar os mais carentes.

Rosana Valle pede ajuste no  plano de vacinação das pessoas com deficiência



Mas, no instante da vacinação, quando os agentes de saúde exigem o comprovante do cadastro no BPC, as pessoas que não recebem o benefício são impedidas de tomar vacina. “Este critério de renda, embora busque justiça, acaba sendo injusto com os que não recebem o benefício e ficam impedidos de serem vacinados na rede pública, principalmente porque não há vacinação disponível na rede privada”, afirmou a parlamentar.

Rosana Valle foi procurada por muitas pessoas com gravíssimas deficiências que não conseguiram ser vacinadas. A deputada lembrou que foi dada aos estados e municípios a prerrogativa de alterar este critério de renda. A cidade de Salvador, por exemplo, já não exige mais comprovante há cinco dias.

Já São Paulo e outros estados da federação continuam solicitando o cadastro do BPC. Em Goiás, além de ser exigida a comprovação do auxílio, só estão sendo vacinados os deficientes com mais de 55 anos.

A deputada destacou que há muitos casos de comorbidades que não estão incluídos na lista restrita que o Ministério da Saúde determina. “Exemplo disso é o caso de uma mãe que me procurou, desesperada, temendo pelo seu filho com necessidades especiais. O jovem não fala, é hiperativo, convulsiona, usa fraldas e cadeira de rodas e esta mãe não está conseguindo vaciná-lo contra a Covid-19”.

Rosana contou que a mãe já levou o jovem a vários postos de saúde, apresentou laudos e não o vacinaram. A situação complica ainda mais porque o filho não consegue usar máscara e está confinado em casa há mais de um ano. Por isso, ela pede sensibilidade às autoridades para a solução deste problema e solicita a criação de um cadastro nacional que possa definir os graus de deficiência diante desta urgente necessidade de priorização.

Por isso, vai sugerir um ajuste ao Ministério da Saúde: “Compreendo que o Ministério da Saúde precisou definir, de algum modo, as prioridades. Mas precisamos nos debruçar imediatamente sobre este tema importantíssimo, sob pena de cometermos enormes injustiças, podendo levar pessoas à morte por não receberem determinado benefício, baseado apenas no critério econômico”, concluiu a parlamentar.

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