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UTI Covid Hospital Regional de Registro: Um ano de aprendizado e muitos desafios



Nesse período foram atendidos mais de 300 pacientes, com 157 óbitos e 148 altas hospitalares

UTI Covid Hospital Regional de Registro: Um ano de aprendizado e muitos desafios



No começo da pandemia, eles foram chamados de heróis. E não decepcionaram. Até hoje, um ano depois de implantada a UTI Covid do Hospital Regional de Registro, nossos profissionais de saúde mantêm a bravura e a coragem. Funcionando desde 25 de março de 2020, a unidade de terapia intensiva destinada especialmente ao tratamento de pacientes com a Covid-19 já atendeu mais de 300 pessoas no HRR.

Quando foram convidados a atuar na UTI Covid, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, médicos e outros profissionais não imaginavam que a pandemia se estenderia por tanto tempo - muitos acharam que iriam trabalhar alguns meses atendendo os pacientes com o novo coronavírus. Mesmo assim, a maioria permanece no mesmo setor no HRR, vivenciando hoje o pior momento da pandemia.

Além do desafio inicial de adaptar os leitos de enfermaria para UTI, havia o medo diante de uma doença totalmente desconhecida. Medo de se contaminar e, pior ainda, levar a doença para casa. “A rotina na UTI Covid é exaustiva: trabalhamos com pacientes graves, de longa permanência, que precisam de acesso venoso central, diálise, intubação - respiram por meio de um ventilador mecânico - e cursam com instabilidade hemodinâmica”, explica a coordenadora de Enfermagem da UTI Adulto e Covid, Jéssica Alípio. “Para atuar nos primeiros dez leitos, levamos profissionais da UTI Adulto, que já tinham experiência com terapia intensiva. Em agosto do ano passado, foram abertos mais dez leitos e a equipe foi repassando o aprendizado obtido na prática. Tínhamos o desafio de ensinar o colega e não deixar o paciente desassistido. Muitos não tinham noção da demanda assistencial que esse paciente exige”, ressalta Jéssica.

Diretor técnico interino e médico infectologista, Dr. Arnaldo D’Amore Zardo coordenou a implantação da UTI Covid do HRR. “No início, não sabíamos exatamente como atender o paciente com a Covid-19. A união de todos, entre profissionais e entre as instituições, tem sido fundamental. Recebemos muitas informações e as equipes tiveram que aprender a cuidar do paciente na prática. Foi um desafio, mas foi bonito ver essa união entre todos”, observa o médico. União que ajudou a enfrentar o medo e superar cada desafio com coragem. “Hoje, apesar de toda exaustão, não desistimos”.

Como diretor técnico, Dr. Arnaldo também passou a compreender melhor a importância dos demais setores do hospital. “Vejo o quanto esse suporte para a equipe assistencial também é estressante. Montar toda a estrutura, adquirir equipamentos, medicamentos e materiais essenciais para o atendimento é um desafio. E o ISG também tem auxiliado muito nesse processo”, observa.

Além do cansaço físico e mental, os profissionais da UTI Covid também precisam de muito equilíbrio emocional para conviver com tantas perdas. E se no início a maioria dos óbitos era de idosos com mais de 70 anos, hoje o perfil é mais jovem. Há muitos pacientes internados na faixa dos 30, 40 anos. “Perder alguém da nossa idade nos abala, nos faz pensar ainda mais nos riscos”, revela a enfermeira Jéssica.

Para o enfermeiro André Arcari, que atua na UTI Covid do HRR, enfrentamos uma “guerra desleal” contra o coronavírus. “Convivemos com vários sentimentos, com perdas diárias e com a emoção a cada alta hospitalar. São tempos difíceis, de esgotamento físico e mental, mas temos juntado forças no desejo de salvar vidas, isso nos serve de combustível para seguir em frente”, afirma André.


Por Por Mônica Bockor  (08/04/2021)  

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