Grupo de Maracatu de Cananeia conquista recurso para dar continuidade em seus trabalhos em 2021 Grupo de Maracatu de Cananeia conquista recurso para dar continuidade em seus trabalhos em 2021 - O Vale do Ribeira

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Grupo de Maracatu de Cananeia conquista recurso para dar continuidade em seus trabalhos em 2021

O grupo Maracatu Mar de Kaiala, da cidade de Cananeia, Vale do Ribeira, comemora a conquista de seu primeiro projeto aprovado junto a Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, através do Programa de Ações Culturais do Estado (Proac Editais), que vai de encontro ao programa estadual “Vale do Futuro”.

CULTURA POPULAR - Grupo de Maracatu de Cananeia conquista recurso para dar continuidade em seus trabalhos em 2021



O projeto garante que o grupo continue mantendo suas oficinas de percussão, aquisição de novos instrumentos, que seus integrantes façam intercâmbios culturais e que oportunize a convivência entre mestres e aprendizes.

Intitulado “Maracatu Mar de Kaiala: Tradição pernambucana com sotaque caiçara”, o grupo executa suas atividades na cidade de Cananeia, onde a cultura afro-nordestina vai muito além do chapéu de couro ou do forró. Entre as tradições caiçara dos fandangos e das puxadas de rede, o Maracatu se adaptou, se reinventou, e hoje se fortalece ao misturar os traços caiçara ao pernambucano, valorizando ainda mais as heranças culturais brasileiras e suas diversidades.

O Maracatu de baque virado vem ganhando cada vez mais espaço no Estado de São Paulo, acumulando brincantes e grupos que, à sua maneira, reproduzem esta cultura nordestina. “Nosso trabalho é uma atividade aberta, livre e contínua, realizada ao longo de todo o ano, com encontros semanais em praças da cidade. Esta atividade possui também o caráter de evento cultural, recebendo dezenas de pessoas em cada encontro, sendo estes não só brincantes, mas também espectadores”, comentou a gestora do projeto e batuqueira Marceli Pontes.

Mesmo diante da pandemia, o grupo pretende continuar com suas atividades de estudo de forma online e também participa de eventos e apresentações através de suas redes sociais.


HISTÓRICO – No ano de 2017, o grupo decide se desvincular da Associação Grupo Cultural Tiduca, deixando de ser “Maracatu Tiduca” para ser “Maracatu Mar de Kaiala”. E também com novo contramestre: Kléber Moura. Daí em diante, um grupo de estudo mais aprofundado sobre o maracatu de baque virado, tendo como referência as características “tradicionais” empreendidas pelos maracatus-nação de Recife, em especial as Nações Porto. Entendendo melhor a manifestação cultural que parte da miscigenação musical das culturas indígena, africana e portuguesa, com a manifestação religiosa relacionada às religiões afro-brasileiras, seu entrelaçamento a partir do intercâmbio entre cultura e religiosidade, fé e sagrado.


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