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HRR realiza primeira neurocirurgia com estimulação cerebral do Vale do Ribeira


Procedimento permitiu retirar tumor muito próximo a área motora do cérebro sem deixar sequelas no paciente


HRR realiza primeira neurocirurgia com estimulação cerebral do Vale do Ribeira


O Hospital Regional de Registro (HRR) realizou mais um procedimento inédito no Vale do Ribeira: uma neurocirurgia com estimulação cerebral, garantindo precisão na retirada de um tumor de aproximadamente quatro centímetros que ocupava uma área delicada do cérebro do paciente.

HRR realiza primeira neurocirurgia com estimulação cerebral do Vale do Ribeira

A operação foi feita no eletricista Diego de Oliveira, de 32 anos, que deu entrada na unidade após mais uma crise convulsiva. Já no dia seguinte, o paciente caminhava sozinho, sem sequelas, e teve alta três dias depois.


"A gente ouve falar muita coisa do sistema público de saúde e eu não imaginava que ia ter toda essa estrutura e ser tão bem atendido num hospital público", afirma Diego. "No primeiro hospital onde fui atendido, no final do ano passado, disseram que eu podia perder todos os movimentos do lado direito se fizesse a cirurgia para remover o tumor", revela ele.

Seu caso foi avaliado pela equipe de neurocirurgia do Hospital Regional de Registro, que optou pelo procedimento com estimulação cerebral porque a lesão estava muito próxima às áreas motora e sensitiva primárias do cérebro.

"A proximidade anatômica do tumor aumenta muito o risco de déficits pós-operatórios, como hemiparesia, alterações sensitivas e até de linguagem – por se tratar de hemisfério esquerdo. Por isso, muito provavelmente, a microcirurgia convencional poderia deixar este paciente sequelado, uma vez que, apenas visualmente, é muito difícil distinguir a região do tumor das áreas vizinhas", explica o neurocirurgião do HRR, Pedro Augusto Sousa Rodrigues.

Na neurocirurgia com estimulação cerebral, o cérebro recebe estímulos elétricos e o neurologista observa em tempo real as reações provocadas no hemicorpo contralateral, mapeando as áreas cerebrais eloquentes a serem evitadas durante a ressecção do tumor. Com auxílio da ultrassonografia transoperatória, o neurocirurgião verifica a exata localização da lesão no cérebro exposto. No caso de Diego, os médicos conseguiram remover completamente o tumor sem causar qualquer dano ao cérebro do paciente. Diego recebeu alta do hospital três dias após a cirurgia.

"Aliada à tecnologia, a qualificação das nossas equipes permite que o HRR realize cirurgias complexas e ofereça tratamentos de ponta aos nossos pacientes, sempre com o objetivo maior de promover saúde e resgatar a qualidade de vida dos usuários", destaca a diretora técnica do Hospital, Manuella Amaral Faria. 

O Hospital do Governo do Estado é gerido em parceria com o Instituto Sócrates Guanaes. Em agosto, completa dois anos de funcionamento, sendo referência em cirurgia cardíaca, neurocirurgia, ortopedia e traumatologia. Foi construído através do "Saúde em Ação", programa da Secretaria Estadual da Saúde em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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