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Educação em tempos de pandemia

A Educação cumpre, ou deve cumprir, um papel fundamental no âmbito do desenvolvimento e do progresso de uma sociedade. No bojo dessa responsabilidade que é extensiva a todos os agentes participantes do processo, há ainda a imperiosa necessidade de que cada ser integrado a essa tarefa, tenha bem claro, o propósito no qual e para o qual está se empenhando. 

Educação em tempos de pandemia


O momento atual, pelo qual o planeta está passando, apesar dos diversos níveis de transtornos que vem causando nos relacionamentos entre as pessoas e instituições, tem servido também, para mostrar o quanto a Educação brasileira precisa evoluir para atender as reais necessidades de seus estudantes. Isto, considerando um processo eficaz, em que a aprendizagem aconteça de forma evolutiva e produtiva. 

Quantos desafios estão sendo enfrentados por professores, alunos e familiares para atender, mesmo que de forma mínima, aquilo que de cada um é cobrado pelo sistema educacional, seja ele municipal, estadual ou particular, nesses tempos de reinvenção? Difícil seria dimensionar um resposta capaz de satisfazer para todos essa questão. Todavia, vale lembrar e imaginar que durante as dificuldades surgem as oportunidades. 

Direcionando o foco para as soluções, seria este um momento oportuno para que todos os agentes que de alguma forma estão envolvidos no processo educacional convirjam seus esforços de forma que TODOS possam ser razoavelmente atendidos? As evidências dizem que sim. As instituições públicas e privadas que oferecem como serviço o atendimento educacional estão se deparando com uma situação para a qual - salvo raras exceções -, não estavam preparadas. 

Os professores, via de regra também, segunda pesquisa recém divulgada, em sua grande maioria não estão aptos para prestar o atendimento a distância aos seus alunos. Se instituições e professores se encontram nesse patamar para encarar a realidade que estamos vivendo, o que dizer dos alunos e de seus familiares referente ao mesmo problema? Ainda nessa linha de pensamento, é oportuno lembrar que a Educação do país passa por uma fase de mudanças, quando a Base Nacional Comum Curricular - BNCC, traz como pano de fundo a Educação Integral, ou seja, um processo de relacionamento e aprendizagem que possa permitir o desenvolvimento pleno de todos os estudantes. 

Pode parecer simples, mas não é. Quando se olha para a realidade vivida pelos estudantes, haja vista a heterogeneidade que se faz presente em nossa sociedade, é possível sentir na pele o quanto sofre cada um desses agentes, que lutam diariamente com as armas de que dispõem. Quem tem ou teve a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma escola pelo lado de dentro, bem como o seu entorno com toda sua realidade, consegue perceber o quanto é necessário progredirmos para melhorar a qualidade dos serviços prestados. 

Principalmente quando se faz referência ao trato às diferenças. Somente com o diálogo entre todas as partes e com propósitos bem claramente definidos será possível galgar alguns degraus para sairmos das das últimas colocações dos indicadores que medem a qualidade da educação em vários continentes. A Constituição brasileira assegura que "todos são iguais perante a lei". Na educação o tratamento que mais poderia se aproximar dessa expressão séria o tratamento com equidade. Todavia, a diferença entre escrever um parágrafo sobre o tema e a prática dentro de uma instituição e nos contextos sociais, é abissal. 

Para que a equidade seja praticada é necessário que cada estudante disponha dos meios e do atendimento necessários para o seu pleno desenvolvimento. Será necessário ainda que todo processo de atendimento esteja equipado e preparado para atender seus estudantes levando em conta todas a sua diversidade, compreenda-se aqui aqueles estudantes com necessidades especiais e/ou transtornos, sejam eles quais forem e o atendimento adequado para estes, incluindo orientações aos seus familiares. 

Tal atendimento, caso pretenda ser eficaz, segundo recomendam os profissionais experientes, deve levar em consideração as condições sociais, tanto dos estudantes, quanto de seus familiares, e procurar engajá-los no processo de acordo com suas condições e necessidades. Lembrando que, para isso são imprescindíveis as parcerias entre as diversas áreas do atendimento público e a sociedade civil, passando necessariamente pelo terceiro setor. 

O processo que leva esteticamente o nome de Educação, tem em seu interior um labirinto que raramente é observado. Cada personagem que compõe esse enredo sabe e sente no seu cotidiano, situações que muitas vezes, não compartilha com seus semelhantes. Professores, alunos e familiares são pessoas. Pessoas têm sentimentos, crenças, valores, necessidades e sonhos. 

Nessas condições estão, muitas vezes clamando por alguém que os escute. Por alguém que os acolha e que os mostre que eles existem e que são importantes. Esse é o processo que pode ser chamado de Educação. Um processo feito de gente e para gente. Gente que se relaciona. Gente que aprende. Gente que pode e que deve se desenvolver plenamente.

Por : Maximo Ribeiro; profissão: professor, residente em Cajati-SP.










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