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As ações contra a Dengue continuam em Cajati





Nesta semana, os profissionais estarão no bairro Inhunguvira para fazer a nebulização casa a casa
As ações contra a Dengue continuam em Cajati

O Coronavírus é hoje o principal assunto tratado nas mídias. Entretanto, é necessário lembrar que a Dengue ainda merece atenção especial. De acordo com a Vigilância em Saúde da Prefeitura de Cajati, os números apontam novos casos confirmados diariamente no município. Até a última sexta-feira (13/03), Cajati tinha 723 casos suspeitos de Dengue e desses, 347 confirmados para a doença.

Para combater a Dengue, as ações continuam. Nesta terça-feira, 16 de março, os profissionais do Departamento de Saúde e da Vigilância em Saúde estão no bairro Inhunguvira para iniciar mais um trabalho da nebulização casa a casa. A ação segue até sexta-feira, 20 de março, das 8h30 às 12h. No momento da aplicação do inseticida, os moradores, assim como animais de estimação, devem ficar fora de casa e após o término, aguardar por meia hora antes de retornar.

A nebulização tem o objetivo de eliminar os mosquitos no local, entretanto não impede a sua proliferação. “Com essa ação, eliminamos os mosquitos que estão na residência, mas é necessário que cada um faça a sua parte para evitar que procriem. Precisamos acabar com os focos dos criadouros, onde há água parada”, orienta o coordenador da Vigilância em Saúde, Edilsom Batista.

O que é e como combater a Dengue
A Dengue é uma doença febril causada por um vírus chamada arbovírus, quando é transmitido por picada de insetos e mosquitos. A doença pode ser classificada em quatro níveis, do 1 ao 4, sendo esse último o mais grave. O paciente que tem a infecção por um desses quatro sorotipos, fica imune permanentemente a ele. De acordo com o diretor técnico do Departamento de Saúde de Cajati, Dr. Kassem Hamad, os idosos são mais suscetíveis ao nível grave da doença. “Nessa faixa etária, a atenção deve ser redobrada, pois podem desenvolver outras complicações e levar à morte”, alerta o médico. Quando o paciente tem alguma doença crônica como diabetes e hipertensão, a gravidade também pode aumentar.

Nos meses mais chuvosos de cada região há um aumento no número de casos da Dengue, pois o mosquito transmissor Aedes aegypti precisa de água parada para se multiplicar. A transmissão da doença tem maior incidência também no período de verão, com ambientes quentes e úmidos. Segundo o Dr. Kassem, manter a higiene e evitar água parada deve ser feito todos os dias, pois os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolverem. “Sendo assim, não há impedimento para ficar próximo de quem tem a doença, mas é fundamental evitar picadas de mosquitos. Eles picam quem está doente e podem transmitir o vírus ao picar outra pessoa”, orienta o Dr. Kassem. 

Os sintomas e o tratamento da doença
A Dengue pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas e quando aparecem, podem ser leves a graves – nesse caso pode levar à morte. Febre alta (acima dos 38,5º) de dois a sete dias, dores musculares intensas, no corpo e articulações, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, vômitos persistentes, falta de apetite, dor de cabeça, coceiras na pele, manchas vermelhas no corpo, perda de peso, náuseas e vômitos são alguns sinais da doença.

Para saber se os sintomas são da Dengue, primeiramente, o médico faz uma análise clínica e, em seguida, encaminha para o exame laboratorial. “Em uma situação de epidemia, somente o diagnóstico feito pelo médico é suficiente e o exame laboratorial será reservado para sanar dúvidas em relação ao estado do paciente”, esclarece o Dr. Kassem.

Após confirmar o diagnóstico positivo para a Dengue, o médico vai orientar cada paciente sobre como aliviar os sintomas e evitar a evolução da doença, pois não há um tratamento específico para a Dengue. As principais recomendações são: fazer repouso, não tomar remédios por conta própria e ingerir bastante água para manter o corpo hidratado – em alguns casos essa hidratação é feita com soro via intravenosa, devido à vômitos ou em casos graves da doença. “Há uma vacina contra a Dengue registrada pela Anvisa, mas está disponível apenas na rede privada e deve ser usada em pacientes que já tiveram pelo menos uma vez infecção por Dengue”, conta.

Como prevenir a Dengue
De acordo com o Ministério da Saúde, para combater a Dengue é necessário eliminar o mosquito transmissor. Para evitar a picada, pode ser feito o uso de repelentes e de roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, período que os mosquitos são mais ativos. Os mosquiteiros também ajudam a proteger o contato do mosquito durante o sono ou para pessoas acamadas.

Para que seja efetiva a ação, os focos onde há acúmulo de água parada, ambiente ideal para a proliferação do Aedes aegypti devem ser extinguidos. Os principais criadouros são vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção e recipientes pequenos, como tampas de garrafas. Calhas dos telhados e reservatórios de água das geladeiras também são possíveis locais de proliferação do mosquito. Como medida preventiva, é possível colocar areia nos pratos dos vasos de planta para não acumularem água, deixar a caixa d’água tampada e cobrir reservatórios de água como piscinas.

Além das ações de nebulização casa a casa, com orientações aos moradores para combater o mosquito, o Departamento de Saúde de Cajati faz mutirões de limpeza com o apoio de outros Departamentos Municipais nos bairros para eliminar focos de criadouros do mosquito.
Para denunciar locais onde há o acúmulo de água e podem ser focos da proliferação do mosquito e para mais informações, ligar para o telefone (13) 3854-8500 – opção 5.
O que fazer quando aparecem os sintomas da Dengue?
Segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), em situações epidêmicas pode ocorrer o esgotamento de recursos, com impossibilidade de atender adequadamente a todos os doentes. Cajati está em situação de epidemia da Dengue e para atender a todos os casos que chegam à Saúde Municipal, é necessário que os pacientes sigam as orientações dos profissionais. “Estamos em um período de epidemia da Dengue e de pandemia em relação ao Coronavírus. Por isso, é fundamental que todos acompanhem nossas orientações para que possamos atender com qualidade nosso pacientes”, afirma o Dr. Kassem.

A primeira orientação é procurar o médico quando aparecerem os sintomas da Dengue. “Na fase febril, que é a inicial, é difícil identificar a doença, mas se os sintomas persistem e aparecem associados a outros, é importante procurar o atendimento da Saúde Municipal”, orienta.
Quando procurar a Unidade Básica de Saúde o Pronto Atendimento?
O médico orienta que o paciente com sintomas leves da doença deve ir até a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou da Estratégia de Saúde da Família (ESF) próxima à residência. Essas unidades atendem das 8h às 12h e das 13h às 16h.

Para os casos graves da Dengue, com sinais de alarme como dor abdominal intensa e contínua, dor ao apalpar o abdome, vômitos persistentes, sangramento das mucosas (gengivas, nariz, boca, na urina ou nas fezes), desmaio ou tontura, acúmulo de líquidos no abdome, falta de ar e crianças com choro persistente, a orientação é procurar o Pronto Atendimento do Hospital, no centro da cidade.

Nos horários que as UBSs e ESFs estão fechadas, o paciente também pode ir ao Pronto Atendimento do Hospital. “Essas sugestões são para que possamos atender melhor e evitar a lotação nos ambientes da saúde. Com o apoio das UBSs e ESFs, conseguimos ter mais profissionais à disposição para os atendimentos, tanto da Dengue como de outras doenças”, considera o Dr. Kassem. 











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