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Campanha Julho Amarelo: conscientização e prevenção das hepatites virais






As unidades de saúde farão testes gratuitos até 30 de julho e o resultado sai em 20 minutos

Campanha Julho Amarelo: conscientização e prevenção das hepatites virais
Campanha Julho Amarelo: conscientização e prevenção das hepatites virais


Até o dia 30 de julho, a Prefeitura de Cajati realizará a Campanha Julho Amarelo, para identificar e orientar o tratamento aos portadores dos vírus das hepatites virais B e C. A Divisão de Vigilância em Saúde e a Atenção Básica do Departamento de Saúde farão os testes rápidos com exame de sangue e o resultado leva entre 15 e 20 minutos para ser entregue ao paciente.

O teste é gratuito e indicado para homens e mulheres com idade acima dos 40 anos. Para participar, é necessário comparecer em uma das unidades de saúde do município, das 9h às 16h. Mais informações pelo telefone (13) 3854-8500 – opção 5 – ramal 2010 ou pelos e-mails vigilanciaepidemiologica_cajati@hotmail.com ouvigilanciacajati@hotmail.com.

As hepatites B e C e os grupos de risco que devem fazer o teste

Consideradas doenças silenciosas, as hepatites B e C são transmitidas por vírus. Na maioria dos casos, não apresentam sintomas e provocam inflamação no fígado. Se não tratadas, podem causar outras doenças como cirrose, câncer ou até mesmo levar à morte. “Com o diagnóstico precoce, é possível evitar que se torne um problema crônico e evolua para outras complicações”, observa o chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Cajati, Edilsom Batista.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, os grupos de risco que devem fazer o exame, desde que a pessoa tenha acima de 40 anos são:

- Pessoas com transplante de órgãos ou tecidos, como córneas e pele;

- Doadores de esperma, óvulos e medula óssea;

- Indivíduos que receberam transfusão de sangue antes de 1994;

– Doentes renais em hemodiálise;

– Usuários ou quem já tenha usado alguma vez drogas injetáveis ou cocaína inalada;

– Pessoas que usaram medicamentos intravenosos por seringa de vidro nas décadas de 1970 e 1980;

– Portadores do vírus HIV;

– Filhos de mães contaminadas com a hepatite C;

– Quem tenha feito tatuagem ou colocado piercing em estabelecimentos não vistoriados pela vigilância sanitária;

– Pessoas com parceiros sexuais de longo tempo infectados com hepatite C;

– Indivíduos com múltiplos parceiros sexuais ou com histórico de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs);

– Pessoas com necessidade de diagnóstico diferencial de agressão ao fígado;

– Profissionais da área da saúde, após acidente biológico ou exposição percutânea ou das mucosas com sangue contaminado.

Prevenção

Para evitar a hepatite B é necessário tomar a vacina. Para a hepatite C, são recomendados outros cuidados. “Como a transmissão acontece pelo sangue infectado, é fundamental não compartilhar objetos cortantes e perfurantes, usar preservativos nas relações sexuais, utilizar instrumentos esterilizados para tatuagens e piercings e usar luvas, máscaras e óculos de proteção no caso de profissionais que podem ter contato com sangue ou secreções”, orienta a chefe da Seção Municipal de Vigilância Epidemiológica, Graciete Maria Pereira.