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Projeto “VIVA A PRAÇA!”: ocupar os espaços públicos com arte, cultura e cidadania







O projeto finaliza suas atividades em Cananeia com planos de abranger outros bairros ainda em 2019

Projeto “VIVA A PRAÇA!”: ocupar os espaços públicos com arte, cultura e cidadania
Projeto “VIVA A PRAÇA!”: ocupar os espaços públicos com arte, cultura e cidadania

Promover e utilizar os espaços públicos para levar arte e cultura as comunidades, e divulgar os artistas da cidade. O projeto VIVA A PRAÇA!, organizado pelo grupo Mochileiras Caiçara, circulou nas praças públicas de Cananeia entre os meses de fevereiro e maio deste ano. O projeto foi contemplado pelo Programa de Ações Culturais do Estado de São Paulo em 2018, com execução em 2019 e apoio do Departamento de Cultura de Cananeia e da SABESP.

As três edições promoveram um roteiro de atividades culturais em três Praças Públicas situadas em bairros da cidade (Acaraú, Rocio e Carijó) onde não existe acesso a equipamentos culturais, muito menos de lazer e entretenimento. Circularam em média de 400 pessoas durante os três dias, com todas as atividades gratuitas.

Esse roteiro de atividades englobou grupos artísticos da própria cidade, nas linguagens: Teatro, Música, Saberes Tradicionais, Cinema, Oficinas Culturais e de Dança. O projeto faz o uso da cultura para promoção de qualidade de vida, cidadania, oportunidade de lazer e entretenimento, valorização dos artistas locais, sem esquecer de proporcionar contatos face a face, uma antiga, mas primária necessidade humana, talvez esquecida ou negligenciada nesse mundo atual de tecnologias e de criação de um mundo particular.

Vale ressaltar a importância de ocupar espaços públicos que estão sem utilização na cidade, em torno da cultura e da arte, tornando o ambiente urbano includente, que podem se transformar em movimentos crescentes de transformação urbana e social. “O ideal é que todos os espaços criados na cidade fossem pensados para as pessoas que vivem ali, atraindo gente para circular e ocupar esse local”, comentou a gestora do projeto Fabiana R. Rodrigues. 

O público que passou pelas praças encontrou um ambiente cheio de cor e vida, com uma programação construída para englobar a todos. “Nosso intuito é o de valorizar a diversidade cultural, criar ambientes propícios à criatividade e ao processo de produção cultural, promovendo a formação de público e propiciando o diálogo entre os agentes culturais da cidade e as comunidades dos espaços ocupados”, comentou a coordenadora Bárbara de Aquino. 

Por toda parte, ecoavam as vozes e risadas de crianças que encontraram à sua disposição uma praça de brincadeiras. “Ao ver as praças cheias pensamos: atingimos nosso objetivo! Agora é pensar como manter esse projeto na cidade e expandir para outros bairros como Porto Cubatão e Itapitingui, que compõem a área continental e que tem ainda menos acessam a arte e cultura”, relatou a produtora Lilia Gomes de Souza. O próximo passo agora é o de avaliar todo o processo e articular os novos rumos.









Por Bárbara de Aquino