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Porto de Santos exporta 80% do café nacional

O café continua sendo um dos produtos de destaque na exportação do Porto de Santos (SP).









O café continua sendo um dos produtos de destaque na exportação do Porto de Santos (SP). Segundo números divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), no primeiro quadrimestre deste ano foram escoadas 10,4 milhões de sacas, equivales a cerca de 80% do volume exportado em todo o país, o que significa um crescimento de 21% em relação ao mesmo período de 2018. 

Porto de Santos exporta 80% do café nacional


Até abril deste ano, as exportações Brasileiras somaram 13 milhões de sacas. A receita cambial foi de US$ 1,7 bilhão, 3,5% maior que os primeiros meses do ano passado. “Conforme temos acompanhado desde o início de 2019, tudo indica que esse ano-safra seja histórico, confirmando a eficiência com que o País atende à demanda e exigências de seus consumidores tanto no que se refere à qualidade quanto à sustentabilidade”, disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.


Além de Santos, outros 19 complexos portuários escoaram o café brasileiro entre os meses de janeiro e abril de 2019. O porto do Rio de Janeiro (RJ) aparece em segundo lugar, com 1,5 milhão de sacas enviadas ao exterior, representando 12% do total. Na terceira posição do ranking está o Porto de Vitória (ES), com 4,3% do volume exportado. Em seguida vem o Porto de Paranaguá (PR), que escoou 1,9% do produto para mercado internacional.

No primeiro quadrimestre de 2019 o Brasil exportou café para 111 países. Os principais destinos dos grãos foram: EUA (18,4%);
Alemanha (16,8%); Itália (10%); Japão (7,7%); Bélgica (5,6%); Turquia (3,3%); Reino Unido (3%); Rússia (2,5%); França (2,3%);  e Canadá (2,3%).


“A performance das exportações do café brasileiro continua firme, mantendo os bons resultados para abril. O destaque do mês fica para o aumento das exportações para os cinco maiores países importadores, ampliando o market share do Brasil”, afirmou Carvalhaes. Vale destacar que os Estados Unidos, Alemanha e Itália, juntos, representam quase 50% do volume vendido pelo País.

Com relação às variedades de café embarcadas em abril, o café arábica representou 84,7% do volume das exportações, seguido do café solúvel, com 8,7%, e do café conilon (robusta), com 6,6%. O preço médio da saca de 60 quilos foi de US$ 124,47. O valor registrado mostrou uma queda no preço de 19% em relação ao mesmo mês de 2018.  

Já sobre os cafés diferenciados (aqueles com qualidade superior), o Brasil exportou, de janeiro a abril, 2,5 milhões de sacas, 43,4% a mais do que o mesmo período de 2018.  O principal destino do produto foram os Estados Unidos.

O café nacional é responsável por movimentar cerca de R$ 30 bilhões por ano, com consumo interno e exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador do mundo, com o dobro da produção do segundo colocado, o Vietnã. O produto, que é cultivado há 300 anos no País, é a segunda bebida mais consumida do planeta, perdendo apenas para a água. “Ele é admirado no mundo todo. O café é uma bebida para socializar, para começar o dia ou até mesmo tomar em casa. Mas se tornou uma febre entre os jovens, com baristas e sendo servido em espaços diferentes”, exemplifica Carvalhaes, comentando que são consumidos cerca de 2 bilhões de xícaras por dia ao redor do mundo.