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ACIAR premia mães no concurso “Conte a Sua História”






Na noite de quarta-feira, 16 de maio, foi realizada na ACIAR (Associação Comercial de Registro) a entrega dos prêmios para duas das três mães vencedoras do concurso “Mãe, Conte a sua História”. Maria Elisabete Kotoski Oliveira, de Pariquera-Açu, ganhou um dia de princesa no Rubens Rozeno Stúdio, enquanto Keilane dos Santos , de Registro, e Márcia Mendes Ferreira, de Juquiá, empataram na segunda colocação e ganharam manicure, pedicure e limpeza da sobrancelha. 

ACIAR premia mães no concurso “Conte a Sua História”
ACIAR premia mães no concurso “Conte a Sua História”

O júri, que definiu as três histórias vencedoras, foi composto pelas jornalistas Monica Bockor e Margarete Michelleti, as psicólogas Luciana Calazans e Débora Amaral e o docente SENAC Orlando Castaldeli Neto.

As seis mães participantes dessa primeira edição do certame, que poderá se tornar anual, concederam depoimentos, transcritos e entregues a elas com diploma de participação. Elisabete, por exemplo, tem quatro filhos – um de 17 anos e os trigêmeos que farão 12 anos no mês de junho. Dos três, um nasceu com paralisia cerebral e é cadeirante e, o outro, é autista.

A vida de Elisabete é totalmente dedicada a fazer com que os dois filhos com deficiência sejam inseridos na sociedade e tenham seus direitos assegurados, garantindo-lhes vida com qualidade. E, para isso, ela luta diariamente e conseguiu algumas vitórias em Pariquera-Açu. Agora, sua luta é mais abrangente: ela quer que as mães de crianças com deficiência tenham carga horária de trabalho reduzida para poder dedicar mais tempo a esses filhos. Funcionários públicos federais já conquistaram esse direito.

Keilane, mãe de um menino e duas meninas, relatou a luta que travou para entender e se adequar à realidade dos filhos. “Fiz cursos de autoconhecimento porque eu vi que nascer na década de 70 não estava sendo coerente com uma mãe do século 21”, contou Keilane, ressaltando que a diversidade mora na sua casa: um filho é branco, uma filha é negra e a outra morena.

Márcia se tornou uma militante da causa dos autistas e tem conseguido que outras mães reconheçam os filhos portadores dessa síndrome. Na vida pessoal, Márcia enfrenta batalha judicial para manter a guarda do filho e move mundos e fundos para que ele tenha seus direitos preservados e tenha vida normal. “Acredito que cada autista terá um destaque e que, por intermédio de autistas, se descobrirá inclusive cura para muitas doenças porque eles são focados naquilo que fazem”, afirma.

Igualmente comoventes foram os relatos de Silvia Regina Mancio, Edinalva da Silva Pinto e Yara Lucia Rambo, que relataram histórias de amor e lutas.

A breve cerimonia de premiação, que contou com a presença dos empreendedores Rubens e Adriana Rozeno, foi comandada pela gerente administrativa da ACIAR. Ellisabete e Keilane, presentes ao evento, elogiaram o concurso e a possibilidade de contarem suas histórias. Rubens e Adriana observaram que o legado das mães no século 21 é educar os filhos para que, com suas ações, eles construam um mundo melhor.

Valda Arruda leu os relatos das duas mães e emocionou os presentes com histórias que mostram que, para as mães, o amor continua sendo a melhor e mais eficaz arma para vencer as batalhas da vida.