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SP orienta cidades do Vale do Ribeira a intensificar vacinação contra Febre Amarela






Ações integradas entre Estado e municípios visam a prevenção da doença, com o aumento da cobertura vacinal; doses gratuitas são ofertadas em postos e devem ser tomadas dez dias antes de viagens ou visitas a áreas de mata

SP orienta cidades do Vale do Ribeira a intensificar vacinação contra Febre Amarela
SP orienta cidades do Vale do Ribeira a intensificar vacinação contra Febre Amarela


A Secretaria de Estado da Saúde está reforçando as orientações aos municípios do Vale do Ribeira para a intensificação das estratégias de vacinação contra a febre amarela, com o objetivo de aumentar a proteção contra a doença. Uma videoconferência foi realizada nesta terça-feira, às 15h, com os gestores da região.

A região concentra 12 casos confirmados de febre amarela neste ano, dos quais seis evoluíram para óbitos. O balanço é de 21 de janeiro, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). As vítimas se infectaram nos municípios de Eldorado (9 casos, 4 mortes); Jacupiranga (1 morte); Iporanga (1 morte) e Cananeia (1 caso).

O cenário requer medidas contínuas e integradas porque parte da população exposta ao risco ainda não foi imunizada. Para organizar os fluxos assistenciais, a pasta definiu um protocolo para que os casos suspeitos da doença sejam direcionados ao Hospital Regional do Vale do Ribeira, em Pariquera-Açu, referência em média e alta complexidade, onde o paciente passará por exames laboratoriais e poderá ser regulado a outros serviços SUS, caso necessário.

“Estamos atentos a todo o Estado e, neste momento, é fundamental essa atenção especial com o Vale do Ribeira. Queremos garantir, por meio do trabalho conjunto com municípios e mobilização da sociedade, máxima proteção contra a febre amarela, através da vacinação”, afirma o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

O Vale do Ribeira passou a ter recomendação da vacina contra febre amarela há cerca de um ano, mas a cobertura vacinal na região é de 66%, até o momento. Por isso, o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Registro-SP segue apoiando as ações de vacinação “casa a casa” feitas pelas Prefeituras, e as equipes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), continuam captando mosquitos para analisar a presença do vírus (pesquisa entomológica).

A região é visitada especialmente durante o verão, pois possui diversos pontos turísticos com vegetação densa, como a chamada “Caverna do Diabo” e o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira). Por isso, turistas que se deslocarem para lá também devem se vacinar 10 dias antes da viagem.



  • Vacinação



Todos os paulistas devem se vacinar contra a febre amarela, caso ainda não estejam imunizados. Moradores de qualquer região de SP precisam se prevenir contra a doença, sobretudo aqueles que residem ou visitam áreas com vegetação densa. A vacina, que está disponível na rotina dos postos da rede pública de saúde, deve ser tomada dez dias antes de viagens e/ou deslocamentos a áreas de mata para proteção efetiva.

Estar imunizado é fundamental para os que moram ou pretendem se deslocar para áreas rurais silvestre, de mata e ribeirinhas. “Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias a viagens com esse perfil, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelente, roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”, afirma a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

A vacina é indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados. Não há indicação de imunização para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide).

Desde 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Além do reforço nas estratégias em locais que convencionalmente estavam no mapa de imunização, as áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas antes mesmo da chegada do vírus. Isso ocorreu na Região Metropolitana de Campinas e Rota dos Mananciais, ainda em 2017, bem como a realização da campanha no início de 2018, que abrangeu 54 municípios da Baixada Santista, Vale do Paraíba e Grande ABC, culminando na totalidade do Estado.



  • Balanços

Nos últimos dois anos, mais de 15 milhões de pessoas foram vacinadas contra a febre amarela no Estado. O número é duas vezes maior que o vacinação da década anterior, com 7 milhões de pessoas imunizadas entre 2006 e 2016. 

Em todo o Estado, a cobertura vacinal contra febre amarela é de 65%, em média, com variação entre as regiões. Na Baixada Santista, o percentual é similar. No Vale do Ribeira, a cobertura é de 66%. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, de 85%. Todas essas regiões têm ações de imunização em curso desde o início de 2018.

De acordo com balanço divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, em 2018, houve 502 casos de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 175 deles evoluíram para óbitos. Em 2017, foram 74 casos e 38 mortes.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.