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Idealizado, organizado e realizado por jovens, desfile ‘O Grito da Diferença” clamou por respeito, autoestima e amor






Ilha Comprida – As irmãs Jacira Costa e Stéfani Gabrielli lembram que ao longo da infância ouviram piadinhas sem graça que as feriram e interferiram por muito tempo na vida de cada uma. Palavras descabidas costumam ser cruéis. Na juventude, elas aprenderam mais sobre o amor, a fé, a autoestima e principalmente que são as diferenças que tornam os seres humanos únicos e raros. 


Idealizado, organizado e realizado por jovens, desfile   ‘O Grito da Diferença” clamou por respeito, autoestima e amor
Idealizado, organizado e realizado por jovens, desfile   ‘O Grito da Diferença” clamou por respeito, autoestima e amor 


As marcas do que hoje chamam bullyng perduram feito tatuagens, mas elas decidiram fazer desta experiência o símbolo de uma luta para que mais pessoas também descubram que ignorância é uma chaga que pode ser curada com conhecimento e cultura. “O projeto surgiu como uma forma de manifestar às pessoas aquilo que minha irmã e eu aprendemos após sermos por muitas vezes alvos de piadinhas sem graça que nos feriram e interferiram por muito tempo na formação de nossos sentimentos e emoções. - Hoje isso já passou! Encontramos em Deus quem nós somos! Aprendemos sobre o amor próprio, e queremos com o "grito da diferença" levar motivação sobre a autoestima de cada um!”, explicou Jacira Costa. 

Assim nasceu o desfile “O Grito da Diferença” – projeto abraçado pelo município , pelos artistas locais, cantores, modelos, professores e estudantes. Com muito sucesso , profissionalismo e rasgados elogios, O grito da Diferença chegou, na noite terça 20/11, em sua segunda edição no Espaço Cultural Plínio Marcos. O que se viu foi um espetáculo de cores, luzes, som, arte, poesia, cultura e muita emoção . “Somos diferentes sim! Em personalidade, estilo, físico, mas isso nos torna quem nós realmente somos! Diferentes, lindíssimos e amados!”, gritou Jacira Costa. 

UM GRITO QUE CONQUISTOU UMA CIDADE 

Com curadoria do artista plástico Fernando Caixeta, professor de Artes e Fotografia do projeto Ilha Jovem , O Grito da Diferença contou com desfile das modelos Giovanna Souza; Ercília Lopes; Brenda Gabrielly; Éder Fernando; Tayná Ferreira; Esther Goulart; Amanda Rocha; Rebeca Vitória; Rafael Souza; Gisele Santos; Ingrid Beatriz; Estefany Teixeira; Edson Ferreira; Pablo Silva e Kelly Cena. 

Ganhou a música dos grupos Rap Nasmasdaszas e Negronx Trio, o ritmo do Bate Lata, o apoio dos integrantes do Centro de Convivência da Melhor Idade.E teve muito mais: contou com o profissionalismo e competência do estilista Camilo Bertholine, de Vitória Viana, Kelly Cena, Eddy Braga e sua coleção de óculos de sol, das maquiadoras Débora Moura, Gabriela Lima e Ana Laura e o modelo Rafael Souza na escolha dos looks masculinos. 

Também contou com a arte dos alunos de fotografia do projeto Ilha Jovem e a poesia de Kelly Cena: “Prometo não ser rude/Mas mude a sua atitude egocêntrica/Cada traço facial/É um documento original/Tira essa faixa imaginaria do meu corpo/Não vou ser rotulada/Não usa a minha cor/Não sou propriedade/Minha diferença é clara/Nunca vou ser padrão, se posso ser rara”. 

O desfile marcou as manifestações pela semana da Consciência Negra, comemorada em novembro. O sonho de Jacira e Stéfani - de que o respeito às diferenças se espalhe por todos os cantos como efeito dominó - começou a ser realizado na Ilha. E que se espalhe por todos os cantos do país.