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Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.







Respeito ao diálogo justo, sem imposições e transferência de responsabilidades. Persistir nas políticas públicas que querem e defender as existentes para a perpetuação das culturas sob o lema “Resistir, existir, nenhum direito a menos”, foram algumas das definições do encontro.

Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.
Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.

O evento integra as atividades das Oficinas Culturais, Programa da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciado pela Poiesis, em parceria com a Prefeitura de Registro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e aconteceu nos dias 28 e 29 de setembro (sexta e sábado), no Centro de Formação Artística ‘Ferminio Gonçalves de Freitas’.


Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.
Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.

Na noite de sexta-feira, a plateia formada por professores compartilhou de maneira interativa uma reflexão sobre o legado oferecido pelas danças tradicionais brasileiras, em oficina pedagógica complementar aplicada por Maria Eugênia Almeida, filha do respeitado ator e músico pernambucano Antônio Nóbrega.

Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.
Resistência foi a palavra de ordem no Ciclo de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade que aconteceu em Registro-SP.


No sábado, foram três mesas redondas mediadas pelo professor doutor da USP - Antonio Carlos Diegues. As discussões exploraram o universo da cultura caipira, caiçara, indígena, tradições afro-brasileiras, religiosidade e cultura popular, com a presença de mestres, lideranças e representantes atuantes nas questões que implicam no fortalecimento do entendimento dos processos históricos ocorridos nas comunidades, na importância da valorização do meio ambiente e da cultura local e no saber tradicional e científico, que segundo eles, devem andar juntos com a educação; com quem produz conhecimento, pois estão organizados e dispostos a não desaparecer.






Considerando que as comunidades tradicionais ocupam a maior parte do território brasileiro, sendo 5 milhões em todo o País, principalmente nas áreas preservadas, Ditão do quilombo IVaporanduva afirmou que “os verdadeiros ambientalistas somos nós, porque preservamos com sustentabilidade”.



Os questionamentos giraram em torno das lutas e desigualdades, em manter vivas essas tradições respeitando o meio e a forma como vivem como poder de transformação, por isso a palavra de ordem foi “resistência” a tudo que venha contra esses costumes, contra a disseminação que vem ocorrendo.



A região do Vale do Ribeira tem um rico capital de saberes, pesca, dança, música, um solo sagrado com rios, mar, agricultura, mata atlântica, lida com a terra, cultura e história que deveriam ser aplicadas em salas de aula para que as novas gerações sintam orgulho do que são e do lugar de onde vem; das suas origens.



O encerramento ficou por conta da impecável apresentação do Fandango de Tamancos de Itaóca e do Fandango Caiçara do Grupo Esperança de Cananéia, Patrimônio Cultural Imaterial.



Estiveram presentes o chefe de gabinete, Luís Arruda, representando o prefeito Gilson Fantin, a secretária municipal de Assistência Social, Ademilda Suyama, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Carlos Junior e o coordenador dos programas das oficinas culturais do Estado, Fernando Fado. As mesas foram compostas na seguinte ordem: 1) Adriana Lima, Andrew Toshio Hayama, Claudio Henrique Pedroso, Davi Paiva, Ditão e Timóteo Verá Popiguá; 2) Cleiton Prado, Dauro do Prado, Fernando Oliveira, Lisângela Kati do Nascimento, professor Deco, Mestre Aorelio Domingues e Paulo Cesar Franco; 3) Elaine Marques, José Mário, Marcos do Prado, Mestre Luis Adilson, Simoni Lara, Zé Pereira e Tatiana Cardoso.



Integraram-se ao contexto do evento os empreendedores com seus artesanatos e produtos naturais peculiares do Mercado Municipal e Quilombolas de Registro-SP, da Casa do Artesão de Pariquera-Açu, de Cananéia, do Grupo de Apicultores da Comunidade Quilombola do Peropava e da Afrovale, Núcleo Caboclo do Petar/Iporanga.