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História de comunidade cabocla do Vale do Ribeira é resgatada em livro





Trabalho realizado pelo Legado das Águas reúne história e cultura da comunidade desde a década de 1930
História de comunidade cabocla do Vale do Ribeira é resgatada em livro
História de comunidade cabocla do Vale do Ribeira é resgatada em livro



Os 31 mil hectares de floresta do Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, são compostos por fauna, flora e histórias encantadoras, fatores que somam à identidade do Vale do Ribeira. Dentre elas, é a da Comunidade Cabocla Ribeirão da Anta, localizada em Tapiraí (SP). Para resgatar, divulgar e preservar essa história, o Legado das Águas lançou um livro que reúne o resultado do trabalho feito com a comunidade, que no dia 5 de outubro comemora o Dia do Ribeirão da Anta.

História de comunidade cabocla do Vale do Ribeira é resgatada em livro
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O livro, editado a partir de dezenas de relatos, entrevistas e inúmeras fotos, tem o mérito de contar, com riqueza de detalhes, a saga de quatro famílias, que, após saírem de suas cidades de origem, se embrenharam na mata por vários dias até se estabelecerem na área hoje conhecida como Ribeirão da Anta, dando início a uma autêntica comunidade cabocla do interior do Estado de São Paulo.

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Segundo a publicação, a história da comunidade do Ribeirão da Anta teve início na década de 1930, quando Gumercindo Alves deixou Ibiúna e se embrenhou na mata até se estabelecer ao lado de um ribeirão que recebia a visita de muitas antas que lá chegavam para matar a sede. Depois, ele trouxe a mulher, Mariana. Juntos, tiveram nove filhos. Oito deles ainda estão vivos e posteriormente tiveram filhos e netos. Hoje, a família tem cerca de 150 descendentes – a maioria mora e trabalha em Tapiraí.







“Fiquei muito feliz pela publicação do livro, pois está preservando e, ao mesmo tempo, divulgando nossa história. Mesmo em Tapiraí poucos conhecem o passado do Ribeirão da Anta”, diz Cilene Faria de Moraes, bisneta do sr. Gumercindo e de dona Mariana, primeiros moradores da comunidade, e presidente da Associação Cabocla do Bairro Ribeirão da Anta.



Todos os exemplares do livro foram repassados para os moradores.




Reconhecimento como comunidade tradicional


Um dos principais resultados do levantamento histórico, foi possibilitar junto ao Legislativo, Conselho de Turismo e a Prefeitura de Tapiraí, o reconhecimento do Ribeirão da Anta como uma comunidade tradicional. Portanto, desde 2015, em 5 de outubro, comemora-se o Dia do Ribeirão da Anta. “A comunidade do Ribeirão da Anta convive com o Legado das Águas e faz parte não só da nossa área, como também da nossa história. Queremos contribuir para que sua cultura seja respeitada e preservada por vários séculos. O título de Patrimônio Cultural e Comunidade Tradicional confere a eles direitos importantes”, explica afirma Frineia Rezende, gerente executiva da Reservas Votorantim.



Desde 2014, quando teve início o trabalho com a comunidade, outras atividades importantes foram realizadas, entre as principais está a inauguração da Cozinha Cabocla e do Centro de Tradições Caboclas do Ribeirão da Anta, que permitiu o local a receber turistas. 



O trabalho realizado junto à comunidade do Ribeirão da Anta não é uma iniciativa isolada. Para valorizar a cultura local e permitir que muitas pessoas conheçam a riqueza da região, outra iniciativa do Legado das Águas, em parceria com o Instituto Votorantim, o Programa de Apoio à Gestão Pública, tem como objetivo trabalhar no fortalecimento turístico da região, unindo várias atrações e, com isso, criando um circuito integrado de visitações.



Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim




O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com extensão aproximada à cidade de Curitiba (PR), é um dos ativos ambientais da Votorantim. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área foi adquirida a partir da década de 1940 e conservada desde então pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que manteve sua floresta e rica biodiversidade local, com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas.

Em 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Hoje, o Legado das Águas é administrado pela empresa Reservas Votorantim, criada para estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável.