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Número de pinguins encalhados na Ilha Comprida preocupa o município




Nos últimos dias, moradores e turistas da Ilha Comprida têm acompanhado um grande aparecimento de pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) mortos nas praias da Ilha Comprida, o que tem causado uma estranheza e preocupação geral. 

Número de pinguins encalhados na Ilha Comprida preocupa o município

Na última semana, mais de 50 animais foram registrados pelo Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC)

Número de pinguins encalhados na Ilha Comprida preocupa o município

Antes de mais nada, é importante sabermos que esses animais são comuns em nossa região nessa época do ano, apesar de poucas pessoas terem a oportunidades de vê-los. 


Pinguins encalhados na Ilha Comprida preocupa o município


Eles vêm do extremo sul do continente sulamericano, e costumam chegar à costa brasileira em busca de águas mais quentes e alimento farto, retornando para suas colônias após o inverno. 

Uma das dificuldades encontradas por eles nessa viagem pode ser falta de experiência de alguns pinguins. Muitos indivíduos juvenis, ao realizarem essa migração pela primeira vez, correm o risco de enfrentar diversas dificuldades como a exaustão, a fome e os problemas causados pelo ser humano como o lixo marinho. 

Por estarem fracos, estes animais também se tornam mais suscetíveis a ficarem presos em redes de pesca e, apesar dos cuidados de muitos pescadores, essa acaba sendo mais uma causa das mortes. 


A equipe do IPeC realiza o monitoramento das praias da região todos os dias em busca de animais encalhados vivos ou mortos. 

Os animais vivos vão para tratamento, enquanto os animais mortos são necropsiados para que os veterinários descubram as causas de sua morte. 


Quando esses animais são encontrados em um estágio de decomposição avançada eles são retirados do alcance da maré, mas suas carcaças devem permanecer na praia, pois fazem parte de um ecossistema e servem de alimentos para outras espécies, como os urubus, carcarás, carrapateiros, etc. 

Os pinguins já coletados pela equipe de monitoramento do IPeC estão sendo avaliados pelos veterinários necropsistas e, após exames, as possíveis causas de morte poderão ser identificadas. 













O apoio da população é fundamental 


Pedimos à população que, ao encontrar qualquer animal marinho encalhado vivo nas praias, não tente mover o animal de volta para a água, bem como não tente resfriá-los, já que a maioria chega às praias com a temperatura corporal muito baixa, inclusive os pinguins. 

Em casos de encalhes de animais vivos ou mortos, o IPeC disponibiliza um número gratuito que recebe ligações todos os dias, incluindo fins de semanas e feriados: 0800. 642.3341. 


A participação da população é muito importante para que a equipe do IPeC seja notificada sobre o aparecimento desses animais e possa realizar o resgate ou a coleta de carcaças o mais rápido possível. 

Dessa forma as chances de sobrevivência dos animais aumentam bastante, bem como a chance de descobrir a causa da morte dos animais recém-encalhados. 


O resgate e a reabilitação de animais marinhos são atividades realizadas pela equipe do IPeC dentro do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. 

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

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