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Artigo: Mídia mutante


A mídia eletrônica é tão prática que põe em perigo a edição impressa dos jornais. Essa é uma observação que já gerou previsões para o último leitor de jornais a ocorrer em 2043 (Philip Meyer, USA, 2018 ). Será? 


Artigo: Mídia mutante


Pessoalmente, gosto da leitura de periódicos impressos, mas confesso sentir a contínua presença que a agilidade e instantaneidade da informação eletrônica, especialmente noticiosa, vêm conquistando na atualidade. Se a noticiário é instantâneo, a reflexão e os comentários e debates não são. Daí a importância do jornal impresso, embora essas abordagens elaboradas possam ser transmitidas também eletronicamente. Mas, há outro motivo. 











É a fuga dos textões ( como esse aqui ) e o fenômeno é consequência da dinâmica do mundo imediatista moderno estimulada pela agilidade e pela forma sintética de comunicação. Não se pode perder tempo, dizem os internautas modernos. 

Isso tem consequências cerebrais e psicológicas, como a atenção multifocal simultânea que não permite concentração e dificulta a análise e reflexão em qualquer assunto, seja escolar ou outro. Daí a fuga dos livros, dos jornais, da leitura reflexiva, das estatísticas elaboradas e da análise cuidadosa de qualquer assunto. Afeta nossa saúde – gerando ansiedade - e interfere no ensino de crianças e jovens que já apresentam dificuldades em focar a atenção nas aulas e nos estudos. Vai faltar leitura, claro. 

Aqui, conto com a paciência dos leitores e agradeço a acolhida que os jornais impressos têm com escribas que ainda não usam memes e emogi nos escritos - como esse que tem apenas 284 palavras - para não cansar ninguém. Espero. 

O alerta está feito! 

( e nem falei do poder das redes sociais – cujo ação sentiremos proximamente nas eleições )
Francisco Habermann
Francisco Habermann