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PACIFICAÇÃO



PACIFICAÇÃO


Qual seria nosso maior desejo na vida? Ficar rico, abastado? Ser feliz, independente da condição socioeconômica?  Compreender o sentido da vida e permanecer em paz?

São perguntas difíceis de responder, especialmente porque as escolhas vêm do nosso cotidiano, da experiência de vida de cada um. Arrisco um raciocínio.

PACIFICAÇÃO

Fazemos as escolhas a partir do nosso cotidiano, coletivo ou no mundo íntimo. Desconfio que o homem moderno deseje ter paz, a paz de espírito, como se fala. Ele sabe que nossa vida depende dessa paz. Seguem alguns comentários.

Em primeiro, sabe-se que a paz interna depende da nutrição. Da nutrição corporal e mental. Isso sempre foi claro para a ciência médica. 

Ninguém aprende algo se tiver fome, o aviso cerebral do déficit energético orgânico. Primeiro, é necessário alimentar.







Nesse item, me lembro dos cuidados em casa, em Leme-SP, com a refeição matinal antes de ir às aulas, na infância. O prato com polenta e leite quente, a broa de fubá com nata e mel são inesquecíveis. 

Criança bem alimentada aprende mais e melhor, dizia a mãe. No retorno, havia a garantia da segurança e o ambiente de trabalho físico e intelectual familiar. 

Criou-se a cultura que conforta e favorece a paz íntima. Mas, existem outras observações.

Mesmo no mundo agitado em que vivemos, conheço pessoas pacíficas, instruídas ou não, que demonstram ter a almejada paz interna como patrimônio espiritual próprio. Algo admirável, pois nasceram assim, dizem seus pais. 

Maravilhosas, pessoas íntegras, honestas, discretas, solícitas, sinceras, abertas ao diálogo e à compreensão de nossas falhas e imperfeiçoes pessoais. 

Essas criaturas, visivelmente, cultivam a paz interior. Sim, pacíficas, elas existem e são minha inspiração de vida. Ofereço esse testemunho aos queridos leitores.

Assim, quem sabe, saberemos todos responder àquelas perguntas iniciais.
Francisco Habermann

Francisco Habermann fhaber@uol.com.br