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Microempreendedores individuais mais fortes




Microempreendedores individuais mais fortes
Paulo Skaf - Presidente Sebrae-SP



O Estado de São Paulo abriga mais de 1,5 milhão de microempreendedores individuais (MEIs), pessoas que trabalham por conta própria em mais de 500 atividades e que faturam até R$ 81 mil por ano. Em março deste ano, segundo pesquisa do Sebrae-SP, registraram aumento de receita real de 20% na comparação com o março de 2017, totalizando R$ 4,5 bilhões.



Foi o nono mês consecutivo de faturamento positivo, reflexo direto da recuperação do poder de compra da população e a retomada do crescimento econômico.



Mas os fatores externos não são os únicos que explicam a operação no azul desses empreendimentos. Além do trabalho árduo, boa parte deles está investindo em planejamento, capacitação e orientação. É o que vemos diariamente nos 270 pontos de atendimento presencial e na rede virtual de atendimento e capacitação do Sebrae-SP.








Esses empreendimentos já são a maioria entre os pequenos negócios: 53% do total. Por isso, os esforços do Sebrae-SP são na medida desta relevância. Quero destacar duas ações importantes. Uma delas é a Semana do MEI, mobilização nacional que o Sebrae promove anualmente para incentivar e orientar sobre formalização, cumprimento das obrigações legais, acerto de dívidas com o Fisco e mostrar as tendências do mercado. Em São Paulo, de 14 a 19 de maio, analistas e consultores realizaram mais de 35 mil atendimentos.



A outra é o programa SuperMEI, que oferece soluções integradas em gestão de negócios, mercado e acesso ao crédito.  Cerca de 25 mil microempreendedores individuais participaram do programa em 2017. 

E em nove meses foram liberados R$ 3,5 milhões pela linha Juro Zero Empreendedor. Para este ano, existem 35,5 mil vagas de cursos em 74 temas diferentes e mais R$ 6 milhões para financiar investimento e capital de giro.


Com o crédito orientado e mudanças na gestão dos negócios, os MEIs viram o faturamento médio mensal e a lucratividade saltarem, em alguns casos, até 50%. 

Muitos inclusive já planejam o próximo passo: tornar-se uma microempresa, ampliar a cartela de clientes e gerar, no mínimo, mais um emprego.







Os resultados alcançados até o momento, comprovam que criar linhas de financiamento com acesso, taxa de juros e prazos condizentes com as características deste segmento do setor produtivo, é investir na retomada do crescimento vigoroso da economia e na geração de renda e emprego.

Por isso, nossos esforços e recursos continuarão focados na criação e implantação de políticas públicas que garantam um ambiente realmente propício ao empreendedorismo forte, sustentável, que faz a diferença para o empreendedor e para o Brasil.


Paulo Skaf

Presidente Sebrae-SP