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Secretaria de Saúde de Registro-SP terá vacina contra febre amarela para toda a população


Secretaria de Saúde de Registro-SP terá vacina contra febre amarela para toda a população



Não se trata de campanha. As doses estarão disponíveis a partir de segunda-feira, 26/02, em todas as unidades de saúde para quem quiser ser vacinado em Registro-SP.

Apesar de não ter nenhum caso confirmado ou suspeito de febre amarela em macacos ou humanos no Vale do Ribeira, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Registro-SP vinha solicitando doses da vacina contra a doença para toda a população, como medida preventiva. As doses chegaram e estão sendo distribuídas às unidades de saúde do município. 

Portanto, a vacina contra febre amarela será ofertada a partir de segunda-feira, 26 de fevereiro, em todas as unidades (PSF e UBS), de segunda à sexta-feira.







A dose será fracionada para a população em geral. “Reafirmamos que não estamos em campanha vacinal. 

As doses estarão disponíveis para todos os munícipes elegíveis para receber a vacina, sendo que a dose fracionada é tão eficaz como a dose padrão”, destaca a Secretária Municipal de Saúde, Jô Rangel.

Na quinta-feira, 15/02, Registro-SP recebeu a visita da diretora técnica da Divisão de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Dra. Helena Sato. 

Ela veio tratar justamente sobre a proposta de vacinação contra a febre amarela como ação preventiva no Vale do Ribeira, assim como já vem ocorrendo na Baixada Santista.

A Dra. Helena ressaltou que os casos que estão acontecendo são do tipo silvestre, onde o hospedeiro é o macaco e o vetor é o mosquito Aedes haemagogus, que vive nas florestas e se alimenta do sangue de macacos. 

“No momento não há vírus circulante da febre amarela no Vale do Ribeira, porém precisamos estar preparados contra a doença caso ela venha a ocorrer. 

A vacinação é uma das formas de prevenção, também estamos monitorando os corredores ecológicos, investigando todo caso de morte de macaco e vigilantes aos sintomas para diagnóstico rápido da doença”, explicou a diretora técnica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o mapeamento desses corredores ecológicos permitiu identificar o caminho do avanço do vírus pelas cidades paulistas e priorizar a imunização das pessoas que estavam realmente em área de risco

Como o Vale do Ribeira possui grande concentração de matas e corredores que unem fragmentos florestais ou unidades de conservação separados por interferência humana (como estradas), é prudente imunizar especialmente os moradores da zona rural.











REAÇÕES DA VACINA

Após a aplicação da vacina contra a febre amarela, sintomas leves como dores musculares, de cabeça e febre são relativamente comuns. Também é possível a ocorrência de vermelhidão, inchaço e calor no local da injeção.

Já o efeito colateral mais graveé a doença viscerotrópica aguda. A vacina contra a febre amarela é feita com o vírus atenuado (ele está vivo, mas bem fraco). 

Uma vez administrada, o organismo produz anticorpos que protegem contra a doença.

Contudo, em situações raras, o corpo não consegue conter a multiplicação do vírus inserido pela vacina. As consequências podem evoluir para insuficiência renal, hepática e cardíaca, problemas de coagulação, hepatite fulminante e morte. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a literatura médica aponta uma morte para cada 450 mil doses aplicadas.

Mas é importante destacar que certos grupos possuem uma probabilidade maior de sofrer com os efeitos colaterais graves da vacina. Integram estes grupos: idosos, portadores de HIV, transplantados, gestantes ou pessoas com certas doenças autoimunes (artrite reumatoide, lúpus), que devem consultar o médico antes de tomar a vacina para checar o próprio estado de saúde. O mesmo vale para pacientes com câncer. 

Já mulheres amamentando, crianças com menos de 6 meses, alérgicos graves ao ovo e pacientes em tratamento com quimioterapia, por exemplo, não devem tomar a vacina.