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Frutos das Aroeiras da Ilha Comprida fizeram sucesso em Feira de Produtos orgânicos no Japão



Frutos das Aroeiras da Ilha Comprida fizeram  sucesso em Feira de Produtos orgânicos no Japão


Ilha Comprida - Os frutos colhidos da Aroeira (Schinusterebinthifolius - também conhecidos como Pimenta Rosa - , foram apreciados pelos Japoneses, em maio, em uma feira de produtos orgânicos organizada pelo Hiroshi Kanazawa na província de Santana, próximo a Tókio. 

Frutos das Aroeiras da Ilha Comprida fizeram  sucesso em Feira de Produtos orgânicos no Japão

As aroeiras foram levados por Paulo Nobuo Sugawara ao chefe confeiteiro Ariyama, que elaborou uma série de iguarias e doces típicos da comunidade nipônica , apreciados,inclusive, in natura.

De acordo com técnicos do Departamento de Desenvolvimento local do município, a  possibilidade dos frutos processados na Agroindústria Municipal chegarem ao consumo japonês é bastante real . De acordo com o setor, estão em andamento  os trâmites de regularização e preparo da documentação exigida para exportação .  A aroeira é beneficiada  pela  comunidade tradicional extratora da Ilha  - por intermédio da Associação dos  Extratores e Manejadores de Plantas de Ilha Comprida (AMPIC) .









A expectativa é que este possa ser mais um mercado promissor para os produtos sustentáveis da Ilha, já que os japoneses têm o hábito de consumo de chás e produtos naturais , além de  aplicarem a medicina alternativa.

Recentemente, a Revista Super Interessante publicou uma matéria sobre as propriedades benéficas da planta da aroeira no combate a super bactérias. Na reportagem, os pesquisadores descobriram que a planta tem propriedades que podem combater infecções letais e frear a multiplicação de super bactérias dentro do organismo. De acordo com a Revista, os antibióticos tradicionais atacam e matam as bactérias nocivas, ação que está se tornando cada vez mais ineficaz, porque os patógenos estão aprendendo a sobreviver a esse ataque.

Ainda de acordo com a reportagem, já os compostos da aroeira funcionam de uma forma mais inteligente, desarmando as bactérias – e não destruindo. Segundo os cientistas da EmoryUniversity, em Atlanta, as propriedades da planta reprimem o gene que permite que as células perigosas se comuniquem entre si, interrompendo a infecção. Essa alternativa também reduziria as chances das bactérias de desenvolverem resistência.

Publicado na revista ScientificReports , o novo estudo mostra que os compostos da planta foram utilizados para tratar, com sucesso, as lesões cutâneas de ratos infectados com superbactérias.