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Deputados apresentam moção de repúdio contra voto do governo brasileiro na Unesco que prejudica Israel

Deputados apresentam moção de repúdio contra voto do governo brasileiro na Unesco que prejudica Israel

Com o apoio de sete parlamentares, o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) protocolou, ontem (11/05), requerimento moção de repúdio ao voto favorável do governo brasileiro à resolução da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) que retira a soberania de Israel sobre a cidade de Jerusalém. O documento critica o texto aprovado na 201ª Sessão Deliberativa do Comitê Executivo da UNESCO, realizada nos dias 26 e 27 de abril.


Crédito da foto: Leonardo Prado
O texto da resolução aprovada diz que Israel não tem direitos legais ou históricos sobre Jerusalém, acusa o Estado judeu de ser uma “potência ocupante” em Jerusalém e alega que a nação israelense não tem vínculos jurídicos ou históricos sobre qualquer parte da cidade.

“Infelizmente, além de apresentar um enorme retrocesso, neutralizando os avanços obtidos na construção do documento anterior, o texto traz verdadeiras aberrações. Nele se nega o vínculo de Israel a Jerusalém”, ressalta Lucena, apontando que o documento é tão constrangedor que obteve 22 votos favoráveis, 10 votos contrários e 26 abstenções, revelando o desconforto da ampla maioria dos membros do Conselho.









Considerando a maioria de abstenções na votação da resolução, os parlamentares, com base nos princípios universais da Soberania Nacional e da Autodeterminação dos Povos, requerem que a Câmara dos Deputados se manifeste formalmente repudiando os termos da referida resolução da Unesco, assim como o voto favorável do governo brasileiro.

Para o vice-líder do PV, é preciso que se leve em consideração os tradicionais laços de amizade que unem os povos de Israel e do Brasil. “É um equívoco negar os laços históricos de judeus, cristãos e muçulmanos com a cidade de Jerusalém, berço das três religiões monoteístas. É preciso também considerar que, antes do século VIII, quando o islã foi fundado, não há qualquer registro histórico da presença de qualquer muçulmano em Jerusalém”, destaca.

Além disso, o deputado lembra que o Estado de Israel é o único país democrático, com uma democracia plena na região, que garante a liberdade de culto para todas as religiões. “O Estado de Israel preserva mesquitas, igrejas, sítios arqueológicos, conservando a história de Jerusalém. Negar os laços históricos do povo judeu com a cidade de Jerusalém não colabora em absolutamente nada para a preservação do patrimônio cultural palestino na região e muito menos com a construção da paz na região e no mundo”, disse.