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Enchente assola Eldorado, mais uma vez!

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Nos últimos três anos, o município de Eldorado vem sofrendo com enchentes.


A primeira, ocorrida em 2009, afetou residências que se localizam a beira do Campo Municipal. Em 2010, uma tromba d’água destruiu estradas, pontes e uma escola, afetando, principalmente, os bairros: Cavuvu, Areado e Areadinho. Em agosto do ano passo, com as fortes chuvas que assolaram a cabeceira do Rio Ribeira de Iguape, ocorreu, de repente, um enchente que atingiu a maior parte do município. E para finalizar, nesse mês, mais água invadiu Eldorado.


Com a primeira enchente, em 2009, a Defesa Civil eldoradense, por recomendação do prefeito, Donizete Antonio de Oliveira, tomou providências para estruturar a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), incluindo na mesma, projetos que preparassem a cidade para enfrentar possíveis eventos causados pela natureza. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Edson Ney Barbosa, o primeiro passo foi a composição dos membros da Coordenadoria.

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Após um trabalho ativo em cima da Comdec, em 2010, mais um desastre alcançou Eldorado. Com isso, o Comitê de Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) apresentou um projeto na Fehidro para apoio à Defesa Civil. O trabalho tinha como objetivo auxiliar na prevenção e mitigação de desastres naturais e tecnológicos, oferecendo apoio à instalação e manutenção da rede de monitoramento pluviométrico e fluviométrico, bem como aos: sistema de informações para previsão de cheias, estudos metereológicos e climatológicos, batimetria e levantamento de áreas inundáveis do Rio Ribeira, levantamento e monitoramento de riscos naturais e sistema de gerenciamento de acidentes automotivos com cargas perigosas. Após essa ação do CBH-RB, foi desenvolvido o projeto piloto do Plano Preventivo de Defesa Civil de Eldorado. “Ele trata do levantamento de áreas de risco por setores, em que foram realizados estudos em 23 setores com incidência de inundações e deslizamentos”, explica Barbosa. O coordenador conta, também, que nos distritos de Itapeúna e Barra do Braço e no bairro Boa Esperança foram mapeados por sistema de levantamento topográfico todos os pontos. “Esse estudo foi transportado para o cotorização do nível do mar”, comenta.

Ainda em cima desse projeto, aconteceu a segunda fase, que fez com que o município executasse o transporte da cota para os pontos definidos e identificasse os alvos de alagamentos com relação ao nível do Rio Ribeira. “Marcamos os locais de acordo com a altura que a água atinge em determinado ponto”, explica o coordenador. E ainda complementa: “Como exemplo temos a Rua Antonio Muniz, em que a água aponta com 7,5 m, sendo que o nível do rio é de 5 metros. Quando essa diferença é quase alcançada, soamos o alarme avisando que as residências daquela rua serão atingidas”.

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Mas os problemas com o rio não pararam em 2011. No último dia 5, a Regional de Defesa Civil (REDEC) do Vale do Ribeira, notificou a Comdec de Eldorado sobre uma possível enchente de, aproximadamente, nove e 10 metros do nível do rio, ou seja, quatro e cinco metros acima do nível. A partir desse momento, a Coordenadoria municipal começou a tomar providências. “Nós e o prefeito marcamos uma reunião para providenciar as medidas cabíveis”, conta Barbosa. “Então, decidimos divulgar as informações através de um carro de som para comunicar a população da zona urbana e, principalmente, a das áreas rurais. Organizamos uma estrutura de logística, com caminhões e equipes para a retirada das pessoas que, certamente, seriam alcançadas pela água ou que estavam nessa cota de 10 m.”, enfatiza o coordenador.

 

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Segundo a Comdec, nessa última enchente, foram atingidos os moradores da Rua Antonio Muniz e do bairro Meninos. Nos bairros Vila Maria, Incomager, Boa Esperança, Cecap, algumas famílias do Centro e o distrito de Itapeúna, famílias foram retiradas das áreas que poderiam ser afetadas.


Com relação à agricultura, já está sendo feito um levantamento da situação pelos técnicos do departamento de Agricultura da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Eldorado e da Casa da Agricultura. “Temos esse cuidado, pois a nossa agricultura é através da banana, sendo ela a nossa base da economia e geradora de empregos”, enfatiza Barbosa. Fora isso, o departamento de Saúde, o CRAS e o setor de Educação auxiliaram os moradores. “A presença dos profissionais da Saúde; as assistentes sociais e psicólogas do CRAS, atendendo os abrigos, organizando os locais e cadastrando as famílias ali atendidas e a Educação, que envolveu os professores e disponibilizaram as cozinheiras para darem o suporte na parte da alimentação, foram imprescindíveis”, ressalta.


Para finalizar, complementa que: “nós, com o apoio total do prefeito e em conjunto com o coordenador regional, Irineu Takechita, e com os técnicos da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), conseguimos obter êxito em nossos trabalhos. Sabemos que muitos pontos ainda precisam ser melhorados, mas o plano já nos ajudou muito para que tivéssemos ações mais planejadas”.

PONTOS QUE SERVIRAM DE ABRIGO:

- Escola Jayme Almeida Paiva

- Escola Viana Muniz

- Igreja Batista

- Igreja Católica no Alto da Parabólica

- Escola Profª Maria das Dores Viana Pereira (Itapeúna)

- Salão Comunitário

Segundo avaliação do Comdec, os abrigos receberam, aproximadamente, 41 famílias, totalizando 140 pessoas, e mais de 100 famílias, em todo o município, que moram em áreas de risco, saíram de suas casas por decisão própria.
E no dia 7, 100 cestas básicas e kits de limpeza foram entregues para os eldoradenses que estavam alojados nas escolas: Jayme Almeida Paiva, Viana Muniz e Profª Maria das Dores Viana Pereira, no Centro Comunitário e na Igreja Batista.

Por Taciana da Paz

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