30 de maio de 2017

Brasil... sil... sillll

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Brasil... sil... sillll

Atualmente o Brasil passa por momentos difíceis na política e economia. A economia sofre com 14 milhões de desempregados embora haja sinalização de alguma melhora em um futuro próximo uma vez que a inflação diminuiu e a taxa de juros básica vem decrescendo.

Assim, o agravante dessa grande crise é a política. Nossos representantes no legislativo e executivo estão tão distantes do eleitor que uma saída para essa profunda crise não virá tão brevemente.
Dentre todas as alternativas propostas para a solução dessa crise não se discute o que foi destacado pela presidente do STF em sua posse: “A vontade da Vossa Excelência, o Povo”.

Diante desse turbilhão de fatos estarrecedores (ou casos de polícia política) que assistimos diariamente a vontade do povo é ignorada, e sim, o povo aqui inclui os manifestantes de direita e de esquerda, todos eles. Aliás, é interessante para a classe política essa polarização entre a direita e a esquerda como se fosse um jogo do FLA x FLU.








Embora tenhamos manifestantes profissionais, e talvez mais profissionais sejam os manifestantes da esquerda devido ao engajamento histórico de sindicatos com políticos, acredito que em geral o povo quer um Brasil menos corrupto nesse momento tão delicado que estamos vivenciando. Aliás, acho que a palavra chave nesse momento é a CORRUPÇÃO. Pelas ruas, no trabalho, em clubes ou em festas o que mais se escuta são baixos gritos contra a corrupção. Por outro lado, infelizmente essas vozes não são ouvidas pelos três poderes da república... vozes essas que os assombram desde 2013.

Muitas articulistas estão discutindo a eleição direta ou indireta do novo presidente da república como solução para essa crise que enfrentamos, mas não creio que isso seja a solução. De imediato creio que ainda teremos a forte polarização dos movimentos de esquerda e de direita. Inclusive ouso dizer que mesmo a eleição direta de 2018 não irá resolver esse problema da polarização política que é tão prejudicial para o país. Essas eleições podem amenizar a crise econômica, porém a crise que estamos vivendo é bem mais profunda e ampla.

Mas, então, o que poderia nos salvar? Acredito que somente atitudes corajosas e leais ao país é que indicarão um ponto de inflexão, e isso, sem dúvida, só será possível com a política, mas não com a velha política. Acho que uma boa reforma política poderá unir novamente o povo desse país. Nessa reforma não seria mais admissível um candidato ser eleito inúmeras vezes, ter regalias salariais e jurídicas exclusivas. O voto distrital e fim da obrigatoriedade do voto também seriam fundamentais. Para termos um processo eleitoral mais justo, o fim do financiamento privado é necessário e a campanha política deveria ser realizada pela justiça eleitoral apenas distribuindo os famosos ‘santinhos’ com informações dos candidatos, informações essas contendo foto, profissão, cidade, planos de governo, etc. Esse novo e barato modelo de campanha poderia ser padronizado pelo TSE de modo que a campanha fosse igual para todos os candidatos, e não mais prevalecendo o que acontece atualmente em que os candidatos com enorme financiamento se destacam dos demais. Atualmente o sistema eleitoral distorce a eleição democrática.

Diante do fato de que a classe política dificilmente irá se render a uma boa reforma política para o país, a convocação de uma constituinte pode ser o início de uma solução para essa grave crise que vivemos. Além disso, uma constituinte também seria fundamental para alterar o critério de escolha de membros do CNJ, CADE, CARF, diretorias de estatais, de desembargadores, de funcionários em comissão, de ministros do STJ, TCU, STF etc. Acredito que a forma atual de escolha dos membros desses órgãos contribui significantemente para os escândalos assustadores que estamos vendo diariamente nos jornais.

Percorrido esse longo caminho talvez tenhamos um Brasil melhor, com as pessoas deixando de lado suas ideologias partidárias e lutando sempre por um país melhor, país este com menos corrupção.


José Renato Campos possui licenciatura em Matemática pela UNESP de São José do Rio Preto e mestrado em Matemática Aplicada pela mesma Universidade. É aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UNESP de Ilha Solteira. Trabalhou como professor assistente na Faculdade de Tecnologia de Jales (FATEC Jales) e atualmente é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.








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