24 de fevereiro de 2017

Os negócios que prometem

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Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP


Quando alguém pensa em montar uma empresa, a primeira pergunta para decidir onde investir é: “o que dá dinheiro?” Claro que esse não deve ser o único critério para se optar por um ramo ou outro, mas é um dos que mais pesam. Para ajudar na resposta, o SEBRAE realizou uma pesquisa que aponta os negócios mais promissores para 2017. São eles: alimentação, vestuário, higiene e reparação.









Por mais crítica que seja a situação econômica, o mercado de gêneros de primeira necessidade costuma ser mais resistente. Daí alimentação permanecer como uma possibilidade atrativa. Estão nesse grupo restaurantes populares, lanchonetes, preparação de alimentos, produtos de panificação, para citar alguns. Em tempos de dificuldade financeira, a população compra menos e troca itens mais caros por mais baratos, mas não há uma diminuição tão radical na demanda a ponto de inviabilizar a iniciativa. O mesmo se dá com os segmentos de roupas (confecção, acessórios, bijuterias) e higiene.

Os serviços de reparação se destacam por ter havido um expressivo aumento das vendas de eletrodomésticos, eletrônicos, automóveis etc. durante anos, antes do início da recessão em 2014. Com a crise, avanço do desemprego e queda na renda, as famílias se viram sem condições de adquirir produtos novos quando os seus ficaram velhos ou apresentaram defeito. A solução foi mandar para o conserto e tentar reaproveitar o que seria descartado em época de vacas gordas. 

Isso significa que todo mundo deve correr para essas áreas? Depende. Se o interessado conhece o segmento, tem experiência ou se capacitou para tanto, ótimo. É o encontro da oportunidade com a preparação.

No entanto, por mais que seja instigante atuar com o que aponta melhores retornos, mergulhar em um setor sem o devido preparo, apenas pela possibilidade de lucro, não é recomendável. O empreendedor competente sabe onde está pisando porque ele se informa previamente, busca orientação e só corre riscos calculados. Cair de paraquedas num negócio pouco ou nada familiar dificilmente vai bons resultados. A possibilidade de erro cresce e a falta de identificação com o negócio pode trazer insatisfações e frustrações, prejudicando o desempenho e até abreviando a vida da empresa.

É bom ter em mente que, além de perspectiva positiva e simpatia com a área, o empreendimento só vai prosperar se houver planejamento, gestão bem-feita, capacidade de inovar, entre outros requisitos.

Saber quais são os setores promissores é uma ajuda muito bem-vinda. Afinal, quem sai de casa com GPS não se perde no caminho.


Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP
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