6 de janeiro de 2017

Confira os resultados das oficinas do Projeto Gerando Renda em Iguape

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Confira os resultados das oficinas do  Projeto Gerando Renda em Iguape

As oficinas de transmissão de saber do projeto gerando renda, motivando cidadãos já apresentam resultados em geração de renda 

A Associação dos Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape — AAPCI apresenta os resultados do segundo ano de atividades do Projeto Gerando renda, motivando cidadãos.

Confira os resultados das oficinas do  Projeto Gerando Renda em Iguape

Neste segundo ano do projeto foram realizadas muitas atividades e ministradas, pelos artesãos e outros profissionais, mais de dez oficinas, relata Anísia Lourenço, coordenadora de projetos da AAPCI.









“Desde de maio de 2016 até o momento, o projeto das oficinas de Transmissão de Saber já atenderam um público de mais ou menos 300 pessoas, com oficinas como: de técnicas de artesanato, de construção de instrumentos (rabecas, violas e alfaias), de culinária tradicional caiçara, de doces e compotas, de bolos, bolachas e pães caseiros, confecção das tradicionais panelas de barro, de extração da fibra de bananeira para a confecção de artesanatos e de papel, além das oficinas de aproveitamento de caixas de madeira e de papel reciclado”, explica a coordenadora. “O segundo ano do projeto é voltado as comunidades e estou muito feliz com os resultados, pois eu percebo, pelas avaliações, que as pessoas que participam das oficinas, de um modo geral, buscam de fato aprender a técnica para transmitir a outras pessoas e também como uma forma de geração de renda ou complementação da sua renda familiar. As oficinas além de contribuir para a capacitação de novos artesãos, também têm como objetivo a transmissão e valorização da nossa cultura tradicional e, com isso, eu vejo que alcançamos o objetivo proposto no projeto”, finaliza a coordenadora.

MULTIPLICANDO O SABER E GERANDO RENDA
Muitas pessoas que participaram das oficinas já começaram a pôr em prática o que aprenderam, tanto em casa como profissionalmente. Como é o caso da senhora Clarice Françoso Leite que ampliou o seu comércio com os produtos que aprendeu nos cursos:

 “FOI UMA BENÇÃO, UM PRESENTE DE DEUS” – “Eu estava passando por um momento difícil e de depressão e quando fiquei sabendo das oficinas resolvi participar. Para mim tudo foi um presente de Deus! Eu participei de quase todas as oficinas, a de confecção de panela de barro do Jairê, a de doces e compotas, reaproveitamento de caixas de madeira, a de culinária tradicional caiçara e a última de pães, bolos e bolachas caseiros. Tudo que eu aprendi, eu já fiz. Hoje, por exemplo, eu vendo os produtos que eu aprendi como: compota, geleias, frutas cristalizadas e casadinho de manjuba no meu quiosque no Pé da Serra, na Rodovia Casemiro Teixeira, e agora consegui uma barraca para vender na feira da cidade às quintas-feiras. As pessoas que compram as minhas geleias e compotas estão gostando muito e aí eu falo para elas que eu tenho certificado e que aprendi tudo com o pessoal do projeto Gerando renda, motivando cidadãos”, explica Clarice. “Foi mesmo uma benção, porque eu ampliei as minhas vendas e estou ganhando mais dinheiro com os produtos que aprendi nas oficinas”, finaliza.

UM NOVO TRABALHO, UMA NOVA ASSOCIAÇÃO – Para Rosineide da Paz Vieira, o projeto Gerando renda, motivando cidadãos lhe ofereceu a oportunidade de se associar a AAPCI e de aprender um novo ofício com a oficina de extração da fibra de bananeira que fez com a artesã Marlene Villela.
“A Da Marlene falou para mim e para outras meninas sobre a oficina de fibra de bananeira e como eu já mexo com artesanato eu me interessei, pois era algo novo para aprender. Na oficina nós éramos em sete mulheres e a Da Marlene nos ensinou muito bem. Aprendemos todo o processo desde extrair o miolo da bananeira até chegar ao ponto de se fazer a fibra, secar e tingir. Eu gostei bastante e nós agora pretendemos formar um grupo para confeccionar a fibra e pôr à venda no Mercado de Artesanato e Cultura para quem quiser fazer artesanato com a fibra de bananeira”, explica Rosineide. “Com isto, eu também me associei a AAPCI e já estou vendendo os meus trabalhos com panos de copa pintados e agora vamos começar a vender a fibra de bananeira. Eu estou muito animada com a AAPCI e pretendo participar de mais oficinas”.

Muitas outras pessoas que participaram das oficinas também já estão colocando em prática o que aprenderam, como é o caso do artesão e professor indígena Auá Nimboeté dos Santos, que fez a oficina de aproveitamento de caixas de madeira e de entalhe em placas e levou o que aprendeu para a sala de aula, “Junto com meus alunos nós estamos fazendo alguns armários para a escola reutilizando caixas de madeira. Foi muito bom, pois estou ganhando dinheiro com as placas entalhadas que aprendi na oficina, além dos meus próprios artesanatos”, fala Auá.

Marlene Silva Alves, auxiliar de limpeza em uma escola na cidade, ficou sabendo sobre a oficina de compotas e geleias; “Eu me interessei em aprender, pois é muito gostoso, né? Mas depois eu vi que dava para ganhar algum dinheiro e comecei a fazer geleias e oferecer para o pessoal da escola. Eles gostaram tanto que começaram a fazer encomendas. Este projeto já ajudou muito, não apenas eu, mas também outras mulheres que conheço e que estavam sem trabalho e, agora também estão fazendo seus produtos e ganhando algum dinheiro para complementar a renda familiar. Eu fiz várias oficinas e gostei da ideia de fazer artesanatos e quem sabe me associar a AAPCI”, diz Marlene.







Inscrições e informações:

Os interessados em participar das palestras e oficinas do Projeto Gerando renda, motivando cidadãos podem entrar em contato pessoalmente ou por telefone no Mercado de Artesanato e Cultura. As inscrições são gratuitas, mas limitadas.

O projeto Gerando renda, motivando cidadãos, é coordenado e executado pela Associação de Artesãos e Produtores Caseiros de Iguape (AAPCI), com o patrocínio da Petrobras.

A Petrobras, por meio do PPSA, patrocina 13 projetos sociais do litoral paulista, incluindo o Vale do Ribeira. O investimento é de R$ 3,8 milhões, no período de dois anos, para iniciativas dos municípios de Iguape, Ubatuba, Cananéia, Ilhabela, Peruíbe, Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Santos e São Vicente. No estado de São Paulo, a seleção pública contemplou 32 projetos socioambientais de 26 cidades paulistas, somando R$ 9,2 milhões em investimentos.


Eliana Rocha
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