19 de setembro de 2016

Dilma: a Presidente que não poderia ser Presidente

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Dilma: a Presidente que não poderia ser Presidente

Eu quero mostrar aos nossos diletos leitores que não sou apenas um geógrafo e professor mas também um cidadão consciente e preocupado com o destino de nosso país. 

Agora que nossa “querida” presidente perdeu seu mandato será bom rever alguma coisa que escrevi sobre ela no jornal O Imparcial de Presidente Prudente. 


São dez artigos publicados nos anos de 2014/15/16 sendo o último em setembro deste ano quando a senhora Dilma foi cassada no Senado numa votação estrondosa com 61 votos contra ela e apenas 20 a favor. Estes números mostram que até muitos dos seus seguidores votaram contra.


Durante a campanha pela reeleição a presidente disse: “O Brasil produzirá tanto que teremos um Pibão” (Produto interno bruto). Tivemos um pibinho, acumulando a maior dívida externa, e mesmo a interna. “A inflação estará em queda e será bem baixa”. 


A inflação subiu. “A Educação e Saúde terão padrão FIFA como foi pedido nas manifestações de rua em 2013”. Como se sabe o governo cortou 7 bilhões de reais das verbas para educação e saúde. Antes do segundo turno da eleição na propaganda a candidata à reeleição alardeava como uma das mais importantes medidas alcançadas pelo seu governo a grande redução da extrema pobreza. Dias depois O Imparcial informa em manchete: “Número de brasileiros na extrema pobreza cresce 3,6%". O total de pessoas nessas terríveis condições passou de 10.081,225 para10.463,383. 


Estes números foram obtidos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A diferença dos valores parece pequena mas demonstra que a candidata escondeu esses fatos que certamente prejudicariam a sua reeleição. Especialistas, diziam que se tratava de um estelionato eleitoral que poderia até obrigar o Supremo Tribunal Eleitoral a anular as eleições. Acredito que esta seria a melhor solução: Não teríamos a terrível crise que temos hoje e nem o sofrimento de 12 milhões de desempregados além de não jogarmos fora muitos bilhões de reais.


 Em dezembro de 2015 a mídia informa: “Economia afunda em crise histórica e poucas vezes se viu na história brasileira um encolhimento tão expressivo”. Interessante lembrar que a senhora presidente, em agosto de 2015 declarou numa entrevista a vários jornais que mostrava-se surpresa e demorou a perceber que a situação estava tão ruim. Um detalhe instigante. 


A madame contava com 30 ministros, dezenas de assessores uma penca de aliados no Congresso e ninguém para informa-la da situação tão grave que estava levando o Brasil para o fundo do poço? É muito estranho ou será que toda essa gente queria isso mesmo? E as manchetes continuam a enfatizar: “Famílias perdem 16 bilhões de reais de seu poder de compra mensal. 


Com inflação em alta, desemprego crescente, crédito restrito, o poder de compra das famílias está em queda pela primeira vez desde 2003”. Entretanto, para a senhora presidente, muita coisa que a mídia publicava era produzido pela oposição, entretanto o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciava em abril deste ano que o Brasil já contava com 11 milhões de desempregados. 

Todos esses fatos mostram o por quê do impeachment que o correu na primeira votação em abril de 2016, cujo resultado todos já conhecem (367x137) e o final culminou agora, no começo de setembro, quando o plenário do Senado aprovou por 61x20 votos em que Dilma Rousseff foi definitivamente destituída do cargo de Presidente do Brasil e foi empossado, de maneira definitiva, o cidadão Michel Temer que era o vice de Dilma e acusado de golpista. 

Essa acusação tem acompanhado o atual presidente e as pessoas que agem dessa forma, além de espalhar o ódio desconhecem um aspecto relevante da democracia que é a utilização de processos formais para a solução de conflitos e a regra do Impeachment, estabelecida em 1988 pela nossa Constituição diz que cabe exclusivamente ao Senado julgar o presidente nesse tipo de acusação e isto coloca em cheque o que disse a ex-presidente: “Que fará oposição firme, incansável e enérgica contra a gestão golpista”.


Delfim Netto – o grande economista – nosso conhecido há mais de sessenta anos, e que conhece bem o atual presidente, em reportagem da Folha diz que “Michel Temer é capaz de fazer tricô com quatro agulhas”. O texto é longo por isso vou citar apenas alguns trechos: Delfim afirma que Temer é nossa última esperança e ele sabe que é preciso constituir maioria política para sustentar qualquer programa. 


Temer poderá fazer alguns ajustes durante dois anos para convencer a sociedade de que o equilíbrio voltará em três ou quatro anos. Se aproveitar a chance poderá virar um estadista. A habilidade com a tessitura será necessária para resolver o grande problema do país; a falta de confiança tanto do trabalhador como do investidor lembrando que é necessário fazer com que a indústria e as exportações cresçam fazendo voltar os milhões de empregos destruídos na gestão anterior.

Por fim, deve-se aparelhar o Estado para servir a sociedade e não como fez Dilma que aparelhou o Estado para servir os amigos e sem pensar nos 12 milhões de desempregados e a angústia de suas famílias. Tudo o que foi escrito neste trabalho mostra a razão de seu titulo.

Marcos Alegre, professor emérito da Faculdade de Ciências e Tecnologia - FCT/Unesp e ex-diretor dessa mesma instituição. Contato: maralegre@ig.com.br
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