17 de agosto de 2016

De MEI a SuperMEI

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De MEI a SuperMEI


O Brasil tem quase 12 milhões de desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Este contingente é o maior já registrado desde o início da pesquisa, em 2012. Soma-se a isto o fato que as empresas estão gerando menos empregos, o que leva a outra média histórica: leva-se entre 12 e 18 meses para se conseguir uma recolocação profissional.

Esta é a metade do copo vazio. A metade do copo cheio revela que, seja por necessidade ou oportunidade, 6,5 milhões de brasileiros decidiram não ficar desocupados e deram vazão àquela vontade de ser patrões de si mesmos. Tornaram -se microempreendedores individuais (MEIs), categoria que é considerada a porta de entrada para o mundo do empreendedorismo. No estado de São Paulo, hoje são 1,6 milhão, 25% do total.

É o caso do ex-motoboy paulistano que montou uma distribuidora de água, da dona de casa que, diante do desemprego do marido, decidiu investir na produção de doces gourmets, do ex-empregado da construção civil que resolveu fazer sabão de óleo reciclado. As histórias destes e de centenas de milhares de outros MEIs que passaram pelo Sebrae-SP são exemplares. Mas também trazem a outra realidade do mercado: não é fácil ser empresário.

Como já falei outras vezes não basta a vontade de trabalhar e saber fazer bolo e salgadinhos, pintar paredes, fazer reparos. Pesquisa Indicadores Sebrae-SP revelou que, no primeiro semestre de 2016, os MEIs acumularam uma perda de quase R$ 4 bilhões, na comparação com mesmo período de 2015. O estudo mostrou que este resultado não pode ser creditado apenas à fraca demanda do mercado, mas também à falta de conhecimento dos empreendedores para produzir mais e melhor e gerenciar seu empreendimento.

Por estar num mercado extremamente concorrencial, muitas vezes, o MEI acaba ficando no meio do caminho porque não conseguiu fazer a lição de casa completa. Estamos atentos a este movimento e, por isso, determinei à nossa equipe técnica que desenvolvesse um programa específico de suporte a estes empreendedores, fundamentado em três pilares estratégicos: conhecimento, crédito e acesso a mercados.

Daí foi criado o programa Super MEI, um programa totalmente gratuito voltado ao aperfeiçoamento profissional do empreendedor e ao desenvolvimento de seu negócio, que vai atender 50 mil destes empresários em todo Estado de São Paulo, por meio de parceria com Senai, Senac, Centro Paula Souza, Microsoft, entre outras. Todas as informações estão no site supermei.sebraesp.com.br, na Central de Atendimento 0800 570 0800 e nos Escritórios Regionais do Sebrae-SP.

O que a gente pretende é que o microempreendedor individual de hoje tenha tanto sucesso que seja o empregador de amanhã como micro, pequeno, médio empresário. Como foi o caso de dois empregados que fizeram, por um bom tempo, dupla jornada, uma na empresa em que eram empregados e outra na própria empresa de máquinas para a indústria alimentícia. Há três anos começaram como MEI, trabalhavam em casa, e hoje faturam R$ 1 milhão, têm sede própria e empregam vários colaboradores.

Queremos que esses empreendedores cresçam, apareçam e façam acontecer. E, juntos com todos os brasileiros, tragam a prosperidade que o Brasil merece.

Paulo Skaf
Presidente Sebrae-SP
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