8 de junho de 2016

Metade dos pacientes transplantados de rim possui diabetes ou hipertensão

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Metade dos pacientes transplantados de rim possui diabetes ou hipertensão

Outros 50% são ‘causa indeterminada’ devido ao alto grau de comprometimento órgão, aponta levantamento de hospital especializado em transplantes na capital paulista

O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) já realizou 430 transplantes renais desde a sua inauguração, em junho de 2010.

Deste montante, metade dos pacientes apresentam diabetes ou hipertensão ou as duas doenças juntas.

Já os outros 50% ficam descritos como ‘causa indeterminada’, pois o paciente chega à unidade de saúde com o órgão muito comprometido e não há a possibilidade de realizar exame de biópsia para apurar o motivo. 

Para reverter este quadro, o nefrologista e responsável pelos transplantes de rim, Diogo Medeiros, ressalta a importância das pessoas procurarem unidades básicas de saúde anualmente para realizarem exames de prevenção.

“Durante o check-up, o médico deve solicitar um exame de sangue completo que apresente os principais indicadores de saúde do paciente e caso haja alguma alteração, o paciente deve seguir com o acompanhamento, muitas vezes para a vida toda, no caso das doenças crônicas”, comenta.

A Doença Renal Crônica (DRC) consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível da função dos rins. Atualmente ela é definida pela presença de algum tipo de lesão renal mantida há pelo menos três meses com ou sem redução da função de filtração.

Os rins são os principais órgãos responsáveis pela eliminação de toxinas e substâncias, que não são mais importantes para o organismo. Eles também são fundamentais para manter os líquidos e sais do corpo em níveis adequados. Além disso, eles ajudam produzindo alguns hormônios e participam no controle da pressão arterial.

Diogo comenta, ainda, que é muito importante que as pessoas se atentem aos níveis de creatinina. “Saber este valor é tão simples e importante quanto níveis de colesterol, pressão, diabetes ou anemia, por exemplo”, comenta.

O exame de creatinina é usado para avaliar a função dos rins. Quando os rins não estão funcionando bem a filtragem da creatinina é comprometida. Isso quer dizer que boa parte da substância produzida não será dispensada na urina, permanecendo no sangue. Dessa forma, o exame de creatinina avalia a quantidade de creatinina no sangue, a fim de investigar possíveis doenças renais. Em alguns casos, também pode ser feito uma contagem de creatinina da urina.


Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo
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